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O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou Odiar romance Capítulo 156

Capítulo 156 — Terminar o serviço

Dominic Costello

Coletti, que ainda estava parado ao meu lado no corredor de acesso, me olhou com uma expressão altamente divertida e maliciosa nos olhos.

— Sabe, chefe… eu continuo sustentando a tese de que a Tay daria uma excelente agente de campo do FBI.

Guardei o meu aparelho eletrônico de volta no bolso, balançando a cabeça.

— Nem brinque com uma coisa dessas, Coletti. A Taylor já consegue me enlouquecer e me deixar à beira de um ataque de nervos sendo apenas uma civil. Imagina com um distintivo e uma arma na mão.

Nós dois rimos curto da realidade. Acertamos mais alguns detalhes técnicos sobre a perícia do servidor e eu finalmente segui em direção ao hospital geral. Cheguei e fui direto até a recepção principal.

Olhei ao redor e não encontrei nenhum dos caras ou das meninas nas poltronas. Caminhei até o balcão para pedir informações para a funcionária do plantão.

A recepcionista, após checar o painel eletrônico, me avisou de forma polida que a Aubrey Fox havia sido transferida de leito e que o pessoal da família estava reunido na sala de espera privativa do apartamento dela.

Ela me orientou sobre o caminho correto pelos corredores e eu segui em direção ao setor indicado. Assim que as portas do elevador se abriram no andar superior, logo avistei os meus amigos reunidos ao fundo do corredor de vidro.

— E aí? — perguntei, me aproximando a passos largos do grupo.

— A Aubrey ainda continua dormindo profundamente por conta dos sedativos, Dom, mas ela está bem e estável dentro do possível. — Damien me disse, me dando um panorama rápido. Assenti com um aceno de cabeça.

Varri o ambiente com os olhos, notando a ausência das mulheres.

— E onde estão as garotas? — perguntei.

— A Fernanda e a Ester decidiram voltar para a mansão agora há pouco. — Ozzie respondeu, ajeitando a postura no banco. — Minha mulher foi para ajudar a Savannah com os cuidados das crianças e a Ester precisava dar uma olhada na Carina. Depois ela prometeu que voltaria para cá junto com o Juan.

— E a minha mulher? — perguntei diretamente, mudando o meu tom de voz para uma linha consideravelmente mais séria e desconfiada.

— Ela está junto com a minha, Dom. As duas foram ao banheiro há alguns minutos. — Damien me informou de forma casual.

Assenti com a cabeça, sentindo um alívio genuíno clarear os meus pensamentos. Se a Taylor estava sob a supervisão direta e sensata da Emma, isso significava que as chances dela causar alguma cena ou confusão nos corredores eram consideravelmente menores.

Desviei o meu olhar para o Stan, que estava sentado logo ao lado, e me acomodei na poltrona vazia bem ao seu lado, tentando dar algum suporte.

— E você, irmão… como está segurando essa barra?

Tristan levantou a cabeça lentamente para me encarar, os olhos verdes transbordando uma exaustão e uma dor que me impressionaram.

— O Elijah me garantiu com todas as letras que ela e o bebê estão bem clinicamente, Dom… mas o medo absurdo de que ela nunca mais consiga se lembrar de mim ou do nosso amor está simplesmente acabando com o resto das minhas forças por dentro.

Coloquei a minha mão espalhada de forma firme em seu ombro largo, apertando-o com camaradagem.

— Ela vai se lembrar de tudo, cara. Eu conversei longamente com a Ester agora há pouco ao telefone e ela me disse que acredita piamente que tudo isso seja apenas uma condição temporária do organismo. É o cérebro da Aubrey tentando preservá-la do estresse do impacto. Tenha paciência.

Stan soltou um riso curto, totalmente sem humor ou esperança, fitando o chão do hospital.

— Eu estou tentando me apegar com todas as minhas forças a essa linha de esperança, irmão… mas confesso para você que está sendo difícil demais manter a sanidade.

Ficamos mais alguns minutos ali, conversando em tom baixo entre os quatro homens, tentando traçar os cenários possíveis da perícia. Peguei o meu celular do bolso para checar as horas e notei que já faziam mais de quinze minutos que eu estava plantado ali na sala de espera e nada da Taylor dar sinal de vida.

Aquilo acendeu um alerta vermelho imediato na minha mente. Me levantei da poltrona em um salto e olhei diretamente para o Damien com as sobrancelhas arqueadas.

— Onde fica esse maldito banheiro que as meninas disseram que iam, Knight?

Damien deu de ombros com total indiferença, estranhando a minha urgência repentina.

— Acho que fica no andar de baixo, Dom. Elas comentaram algo rápido sobre o banheiro deste andar não estar funcionando perfeitamente hoje.

Peguei o aparelho e disquei direto para o número da Taylor. Chamou até cair na caixa postal, duas vezes seguidas. Ela simplesmente não atendia as minhas chamadas.

— Algum problema de segurança aí, FBI? — Ozzie perguntou em seu habitual tom de deboche provocador.

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