Entrar Via

O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou Odiar romance Capítulo 157

Capítulo 157 — A Seringa e o Veneno

Tristan Blackwood

Mudaram a Aubrey de quarto, e no fundo isso era um excelente sinal clínico. O risco imediato havia finalmente passado. Ela ainda precisava, é claro, ser monitorada com rigor extremo pela equipe de enfermagem, mas o seu quadro geral estava estável e o meu filho continuava vivo e firme dentro do seu ventre.

Eu tinha a obrigação de estar aliviado ou até mesmo feliz por essa pequena vitória, mas o meu peito continuava sufocado, apertado por um nó que parecia me sufocar a cada respiração. O pavor de que ela nunca mais se lembrasse de mim, de nós dois, da nossa história e de tudo o que tínhamos construído juntos me rasgava por dentro.

O Dominic finalmente chegou à sala de espera e a Taylor apareceu logo em seguida trazendo a notícia que fez o meu sangue congelar nas veias. A Giovanna não estava no quarto onde deveria ter dado entrada. Ela nunca havia sido atendida por médico algum daquele hospital geral, e agora estava completamente solta, vagando de forma misteriosa pelo prédio.

Mas não foi apenas o sumiço dela que me fez perder completamente o chão de fúria. Foi a constatação fria do Dominic logo em seguida:

— Só existem duas possibilidades reais para o comportamento dela agora, irmão: ou essa desgraçada vai aproveitar a movimentação para tentar fugir da nossa vigilância por alguma saída de serviço… ou ela veio até esta ala para terminar de uma vez por todas o serviço que começou naquela escadaria.

No mesmo milésimo de segundo, tomado por uma onda de raiva cega que nublou qualquer resquício de racionalidade, fechei a minha mão em um punho apertado e desferi um murro violento contra a parede do corredor, fazendo o som seco do impacto ecoar pela ala.

— Essa desgraçada… Ela não é louca! Ela não seria nem louca de chegar perto da minha mulher de novo! — urrei, a voz saindo rasgada, rouca e impregnada de ódio.

Ozzie deu um passo à frente de imediato e colocou a mão firme no meu ombro, tentando me conter.

— Stan, pelo amor de Deus, se acalma cara!

Girei o corpo e olhei diretamente no fundo dos olhos dele, descarregando a minha fúria.

— Me acalmar, Ozzie? Eu quero é acabar com a raça daquela cretina agora mesmo! É isso o que eu realmente quero!

Dominic deu um passo à frente, mantendo a sua postura impecável e assustadoramente séria de agente do FBI.

— Vou solicitar imediatamente à direção do hospital o acesso irrestrito às imagens de segurança de todas as câmeras em tempo real. Em questão de minutos nós saberemos exatamente onde essa garota se escondeu. Vocês estão reunidos aqui nesta sala de espera o tempo todo, então não tem a menor possibilidade de ela passar por esta porta sem ser vista por um de nós. Ela deve estar escondida em algum ponto estratégico deste andar ou nos banheiros de serviço, e nós vamos achá-la.

Tentei forçar a minha mente a acreditar nas palavras do meu amigo. Queria ter a mesma capacidade analítica e fria que ele demonstrava para processar a situação, mas havia algo muito mais forte, um sobressalto primitivo de proteção dentro de mim que gritava desesperadamente para que eu não baixasse a guarda por um único segundo sequer.

E eu não abaixaria.

— Eu vou ligar para o Elijah agora mesmo. Eu preciso e vou ficar ao lado da Bree — avisei, a voz saindo firme de uma decisão inegociável. — Eu não saio de perto da minha mulher por nada neste mundo até que essa maldita esteja devidamente presa e algemada. Porque, se porventura ainda existiam dúvidas na cabeça de alguém de que essa desgraçada foi a única responsável pela queda da Aubrey na escada, todas essas dúvidas caíram por terra no exato instante em que ela simulou um mal-estar falso só para se esconder dentro deste hospital.

Completei o raciocínio já puxando o meu celular do bolso. Dominic assentiu com um aceno rígido de cabeça para as minhas palavras. E para um agente federal durão como o meu amigo fazer aquilo sem contestar, era porque ele estava pensando exatamente a mesma coisa do que eu.

Me afastei alguns passos do grupo e disquei direto para o número do Elijah.

— Stan, aconteceu alguma coisa? — meu amigo perguntou do outro lado da linha antes mesmo de me dar um boa tarde.

— Eli, nós acabamos de descobrir que a Giovanna mentiu sobre estar passando mal só para ser trazida para este hospital. Agora a maldita está escondida em algum lugar deste prédio, provavelmente planejando de forma sórdida como terminar o serviço que começou lá em casa. Eu preciso ficar dentro do quarto com a Bree agora mesmo. Me diz qual é o número do quarto que eu vou para lá imediatamente ficar ao lado da minha mulher.

Ouvi o som do Elijah soltando o ar devagar pelos lábios do outro lado da chamada, processando a gravidade do cenário.

— Estou no posto de enfermagem do andar agora. É o quarto número 8 desta mesma ala privativa. Pode ir caminhando até lá, Stan. Eu estou saindo daqui e vou te encontrar agora mesmo.

Assenti, agradecendo rapidamente ao meu amigo, encerrei a ligação e caminhei de volta para perto do pessoal.

— Cadê o Dom? — perguntei, notando a ausência do agente.

Damien olhou para mim e respondeu de imediato:

— Ele ligou para o Coletti enquanto você falava com o Eli. Os dois já desceram para a central de monitoramento do hospital para puxar as gravações.

Assenti com um movimento curto de cabeça.

— Ótimo. O quarto da Aubrey é o número 8. Eu estou indo para lá agora e o Eli vai me encontrar.

Meu amigo me deu um aceno encorajador de cabeça, exibindo um sorriso de apoio.

— Vai lá, irmão. Nós estaremos bem aqui se você precisar de qualquer coisa.

​Capítulo 157 — A Seringa e o Veneno 1

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou Odiar