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O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou Odiar romance Capítulo 182

Capítulo 182 — A Promessa e o Eco do Vazio

Aubrey Fox

Minha mente parecia um campo de batalha em ruínas, onde as memórias não surgiam de forma clara ou contínua, mas sim em camadas dolorosas, em retalhos rasgados que queimavam a alma à medida que vinham à tona.

Ainda conseguia sentir o pavor congelante que paralisou o meu corpo quando os meus pés pararam diante daquela escadaria no hall. Foi instantâneo. O gatilho visual fez o abismo se abrir sob mim: a imagem da Giovanna no topo dos degraus, o olhar gélido, carregado de um ódio doentio.

Lembrei do tom da minha própria voz perguntando se ela precisava de algo, se havia algum problema e da resposta fria que veio logo em seguida: “Vocês.” e do empurrão. Lembrei da sensação aterrorizante de despencar no vazio. A dor brutal e dilacerante do impacto do meu corpo contra a madeira dura.

E depois… o escuro. O silêncio sepulcral de um cérebro que simplesmente desligou para não sucumbir.

Mas a dor do impacto físico não era nada perto da agonia avassaladora de lembrar do meu bebê. Meu ventre que hoje estava vazio um dia guardou uma vida. Um pedaço meu e do Tristan. A semente de um amor puro que eu sequer pude segurar nos braços.

Ao recobrar aquela consciência, o meu peito sangrou. A dor da perda era uma ferida aberta e crua, um luto atrasado que me sufocava a cada respiração.

E foi no meio dessa tempestade, enquanto eu dormia naquele estado de exaustão, que ela veio até mim. Eu sonhei com a minha mãe. A lembrança do rosto dela não era nítida como uma fotografia, mas o sentimento… Ah, o sentimento era o mais real que já experimentei na vida.

Eu podia ouvir o tom suave da voz dela ecoando no meu ouvido, podia sentir o cheiro característico do seu perfume e o aconchego acolhedor do seu abraço. A minha mãe me amava com uma devoção tão profunda e incondicional quanto o amor que eu já sentia pelo meu próprio bebê que tinha partido.

Tudo o que a minha alma mais gritava e implorava naquele momento era por ela. Eu só queria me encolher no colo da minha mãe, sentir os seus dedos acariciando os meus cabelos e ouvir a sua voz doce me garantindo que, apesar da partida do meu filho, apesar de toda essa dor que me rasgava ao meio, no final tudo ficaria bem.

Por isso eu pedi ao Stan. Por isso chamei por ela.

Mas então o meu mundo inteiro desabou em ruínas com uma única frase pronunciada por ele.

— Sinto muito, meu amor… Sinto muito do fundo da minha alma, mas… A sua mãe não está mais entre nós.

— Como… Como assim não está entre nós, Stan? Ela viajou? Ela…

— Ela já faleceu há alguns anos, minha vida.

O ar sumiu instantaneamente dos meus pulmões. As palavras dele não entraram pelos meus ouvidos de forma normal; elas se cravaram como estilhaços de vidro quente direto no centro do meu peito.

— Não… Não, não, não! — a minha voz saiu em um grito fino, rasgado, desesperado.

Um choque elétrico percorreu a minha espinha, e eu me arranquei do peito do Stan, pulando para fora da cama em um impulso descontrolado de negação. Minhas pernas fraquejaram ao tocar o chão frio, mas eu me recusei a cair.

Levei as duas mãos à cabeça, puxando os meus próprios cabelos, sentindo uma dor física tão intensa no peito que parecia que as minhas costelas estavam se partindo uma a uma.

— Isso é mentira! Você está mentindo para mim, Stan!! — eu urrava, as lágrimas descendo quentes e descontroladas, embaçando totalmente a minha visão. — Eu ouvi a voz dela! Eu senti o cheiro dela agora há pouco! Ela não pode ter morrido! Ela não pode ter me deixado!!

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