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O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou Odiar romance Capítulo 184

Capítulo 184 — As Regras do Jogo

Fernanda Garcia

Minha cabeça continuava uma verdadeira bagunça. Por mais que a conversa com a Emma e com a Taylor na sala de TV tivesse acalmado um pouco a tempestade dentro do meu peito, a sombra da minha mãe e do Mike ainda pairava sobre a minha vida.

Pensar que a mulher que deveria me proteger se aliou ao homem que me traumatizou, apenas por dinheiro, me causava náuseas horríveis. Mas as meninas tinham razão: eu não podia e não ia resolver isso sozinha. Eu precisava contar absolutamente tudo para o Ambrose hoje à noite, sem rodeios.

Ainda trazia comigo o aperto no peito de ter testemunhado o colapso da Bree mais cedo no hall. Ver aquela garota incrível, que me acolheu com tanto amor no primeiro dia em que nos conhecemos naquele banheiro, destruída pela dor de lembrar do bebê e da morte da mãe... Era de cortar o coração.

Taylor, Emma e eu sabíamos que o nosso papel agora era ser a fortaleza da Bree e do Stan, retribuindo cada gota do carinho que ela sempre nos deu.

O restante da tarde passou como um verdadeiro borrão. O Ozzie realmente não teve tempo de voltar para a casa por conta dos preparativos do evento no Donjon. O Damien avisou a Emma por mensagem que iria direto da empresa para o clube para ajudar o primo no atendimento aos membros VIPs.

Para completar o clima de tensão, o Dominic chegou à mansão no final da tarde furioso, soltando marimbondos, porque a Verônica Ortega tinha conseguido sair pela porta da frente da delegacia federal com a banca de advogados dela.

As provas atuais do FBI ainda não eram suficientes para sustentar a confissão isolada da Giovanna perante um juiz.

Foi a deixa perfeita para a Taylor entrar em ação. Ela simplesmente anunciou para o marido que nós três iríamos com ele para o Donjon naquela mesma noite. O Dominic tentou argumentar, usou a carteirada de agente encarregado, falou sobre a segurança das instalações, que os meninos precisavam ser avisados primeiro, mas a Taylor... Bom, a Taylor sempre vence absolutamente qualquer discussão com o grandão dela.

Nos arrumamos com vestidos sensuais como Taylor nos recomendou, nos despedimos em tom baixo da Aubrey e do Tristan, que continuavam trancados no quarto vivendo aquele momento delicado de luto, as meninas deixaram as crianças aos cuidados de Leah e Savannah e depois seguimos viagem com o Dominic no SUV sentido Manhattan.

Eu nunca tinha pisado no Donjon. O Ozzie sempre fez questão de manter a vida dele no clube completamente separada do nosso relacionamento. Ele nunca nem sequer sugeriu ou tentou fazer comigo qualquer cena ou prática BDSM das quais a Taylor vivia comentando entre risadinhas.

O Ambrose respeitava profundamente o meu tempo, os meus limites e o meu histórico doloroso com o Mike. E era exatamente essa delicadeza e esse cuidado de homem de verdade que me faziam ficar cada vez mais apaixonada por ele a cada segundo.

Após alguns minutos de viagem, o carro do Dominic encostou no valete privativo na fachada discreta e luxuosa do clube. Assim que saltamos no tapete vermelho, demos de cara com um segurança na recepção que devia ter facilmente o dobro do tamanho do Dominic.

— Boa noite, FBI. — o gigante cumprimentou com uma voz grave que fez o chão tremer, acenando para o Dom.

— Boa noite, Bear. — Dom respondeu com um movimento rígido de cabeça, indicando-nos com a mão. — Essas são as convidadas da casa. A mulher do Knight, a mulher do Blair… e você já sabe quem é essa baixinha aqui.

Taylor deu um passo à frente, abrindo um sorriso abusado para o segurança.

— Você já sabe perfeitamente quem eu sou, né, Ursão?

Bear abriu um sorriso gigante e puxou a Taylor para um abraço carinhoso de urso, tirando os pés dela do chão por um segundo.

Acompanhei de relance o Dominic rosnar baixo como um animal feroz, os olhos faiscando na direção do homem.

— Larga a minha mulher, Bear. Agora. — Dom rosnou, a voz caindo para uma linha perigosa.

Taylor gargalhou com vontade ao voltar para o chão, dando dois tapinhas no peitoral do segurança só para provocar o marido. Dominic bufou, visivelmente irritado com o ciúme, e a puxou pela cintura com um movimento possessivo e dominador, colando-a contra o seu corpo antes de nos guiar para o interior da casa.

E que lugar absurdo.

Assim que cruzamos a pesada porta de isolamento acústico, Emma e eu nos entreolhamos, de queixo caído. O Donjon não parecia em nada com os clubes noturnos comuns de Nova York.

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