Capítulo 215 — O Preço da Verdade
Damien Knight
A audácia da Verônica e a arrogância cega da Izabel ainda queimavam na minha mente, mas a sensação de vê-las expulsas da minha propriedade limpou a atmosfera pesada do casarão.
Com aquelas duas cobras fora do meu caminho, a minha prioridade absoluta voltou a ser exatamente o que planejei desde o início: viver um final de semana impecável, leve e protegido ao lado da mulher que eu amo e da nossa grande família.
Puxei a Emma pela cintura, colando o corpo dela ao meu.
— Você está bem, meu amor? — perguntei, buscando qualquer vestígio de abalo naquele olhar azul tão límpido.
Emma assentiu com um sorriso doce e seguro.
— Agora estou ótima, Dam.
Taylor cruzou os braços, soltando uma risada debochada.
— Pior que eu estava doida para arrastar aquela Veve pelo asfalto quente até a ponte de Manhattan… Uma pena que ela correu feito uma franga antes de eu colocar as mãos nela!
Emma e eu rimos do jeito impetuoso da nossa amiga, quebrando a tensão que ainda restava no ar.
Passos rápidos soaram pelo corredor, era o Noah retornando da sala de TV.
— As duas assombrações finalmente foram embora?
— Foram — confirmei com um aceno firme.
Nesse mesmo instante, o som de risadas e conversas animadas ecoou do topo da escadaria. As outras garotas começaram a descer os degraus em fila, prontas para o dia de sol. Juliet caminhou direto até o marido, enlaçando o braço de Noah, e olhou para a Emma com carinho evidente.
— Está tudo bem por aqui, Em?
— Tudo perfeitamente bem agora, Ju — minha mulher garantiu, respirando com alívio.
Jen passou a mão pelos cabelos dourados, esticando os braços com preguiça.
— Pois eu já estou pronta para me jogar naquela piscina! Estou precisando de umas boas horas de sol e zero estresse.
— Eu também assino embaixo — Esther concordou, ajeitando a saída de praia com um sorriso. — E a Violet acabou de mandar uma mensagem avisando que já está entrando no condomínio.
Dominic entrou pela porta lateral que dava para a garagem, guardando as chaves no bolso.
— O Coletti e o Gayer também acabaram de estacionar na entrada principal.
Emma virou o rosto para mim, passando os dedos de leve pelo meu peitoral.
— Dam, vou subir rapidinho… Eu nem cheguei a colocar o meu biquíni, desci correndo quando descobri que elas estavam aqui embaixo.
Me virei para o grupo.
— Vão indo para a área da piscina, pessoal. Vou subir com a Emma para se trocar e já encontramos vocês lá fora.
Todos assentiram e seguiram em um fluxo animado em direção aos fundos da mansão.
Subi os degraus de mãos dadas com a minha mulher. Assim que entramos na nossa suíte, Emma foi direto até o closet, pegou um conjunto de biquíni vermelho vivo e deu dois passos em direção à porta do banheiro para se trocar.
Passei na frente dela com um movimento rápido e bloqueei a passagem, apoiando a mão no batente.
— Pode ir parando por aí, senhorita Anderson… Você pode muito bem colocar esse biquíni aqui na minha frente.
Emma soltou uma risada gostosa, revirando os olhos azuis.
— Damien Knight, você não tem vergonha nessa cara?! Comporte-se!
— Nunca — sussurrei com um sorriso de canto.
Colei os meus lábios nos dela em um beijo quente, urgente e faminto. Minhas mãos foram direto para o zíper do seu vestido, deslizando o tecido fino pelos seus ombros até deixá-lo cair aos pés dela no carpete macio.
Emma riu contra a minha boca, tentando manter a postura.
— Tudo o que eu vou fazer neste quarto agora é vestir o biquíni, ouviu bem?
— E quem foi que disse que eu pretendo fazer o contrário? — murmurei, descendo os lábios pela linha do seu pescoço e traçando carícias lentas pelas suas costelas até a cintura.
Emma soltou um choramingou manhoso quando apertei a sua pele macia, os olhos dela fechando de puro deleite sob as minhas mãos. Eu ri da forma como ela se desarmava por inteira em segundos nos meus braços.
Ela deu dois t***s fracos no meu peito, mordendo o lábio inferior.
— Você é um babaca sem vergonha, sabia?
— O babaca que você ama — respondi, selando os lábios dela com mais um beijo estalado.
Ajudei a minha mulher a vestir o biquíni com paciência, contemplando a visão deslumbrante daquelas curvas perfeitas, depois saímos do quarto e descemos de mãos dadas pela escadaria.
Assim que pisamos no hall de entrada, Peter surgiu no início do corredor com o rádio de comunicação em mãos e a postura alerta.
— O que houve, Peter? — perguntei, estranhando a formalidade.
— O restante dos seus convidados já cruzou o portão, senhor Knight… Mas temos mais uma pessoa aguardando autorização na guarita.
Franzi a testa, surpreso.
— Quem é?
— A senhorita Katlyn Pratt está no portão externo pedindo para falar com o senhor Blair com extrema urgência.
Soltei o ar ruidosamente pelo nariz. O que diabos a Katlyn estava fazendo ali, saindo do apartamento seguro em Manhattan para bater na porta da minha casa?
— Autorize a entrada dela, Peter. Mas leve-a diretamente para o anexo externo da área da piscina assim que o carro dela estacionar.
— Entendido, senhor — o chefe de segurança assentiu e saiu apressado.

VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou Odiar