Entrar Via

O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou Odiar romance Capítulo 23

Capítulo 23 — Sem Motivos

Damien Knight

Eu mal preguei os olhos à noite. O dia anterior passava em minha mente como flashes, mas o que mais me tirou o sono foi ela. Emma Anderson.

Essa garota apareceu na minha vida de forma suspeita, e sua permanência se tornou necessária. Luca a adora; só interage com ela e tem melhorado por causa dela. Quanto a mim… nem sei descrever o que é isso. Não é um sentimento; é algo físico. Como se algo nela me puxasse para perto. E isso piorou depois que ouvi sua confissão à Bree ontem à noite.

Levantei antes de o relógio despertar. Coloquei uma calça de moletom e uma camiseta e segui para a academia. Uma das formas que tenho de esvaziar a mente é aqui. Acabei minhas séries e subi para o meu quarto para tomar um banho. No instante em que passei pela porta do quarto de Emma, ela trombou comigo.

Por instinto, a segurei por tempo demais. Como eu disse, algo me puxa para ela e, pelo que notei hoje, algo também a puxa até mim. E ela percebeu. Eu queria rir do jeito desconcertado dela, mas resisti; eu raramente sorrio e fazer isso agora entregaria que algo estava acontecendo comigo.

Fiquei parado, a vendo entrar no quarto do Luca, e depois segui para o meu. Tomei um banho e coloquei uma roupa simples. Clara as chamaria de “roupa de sábado”. Desci para ver se dava tempo de tomar café com o meu filho, mas, assim que parei no vão da cozinha, meus olhos varreram o lugar e eu não vi Emma.

Nina estava na pia. Leah, ao lado de Luca. Dei dois passos para dentro e a vi no balcão, mais distante, com meu primo atrás dela: a mão na cintura e o rosto quase colado em seu pescoço.

Meu sangue ferveu. Me aproximei e disse, em um tom que congelaria o universo:

— Estou atrapalhando alguma coisa?

Ambrose tirou a mão de Emma, e ambos se viraram para mim. Ela me encarou com aqueles olhos azuis quase saltando do rosto.

— Senhor Knight, eu não alcançava o pote — ela levantou o vidro que estava em suas mãos. — O senhor Blair só me ajudou. — Emma deu um passo em minha direção. — Eu juro. Foi só isso.

Ambrose cruzou os braços e me deu um sorriso debochado e irritante antes de falar.

— Respondendo à sua pergunta — ele começou, num tom que eu conhecia bem — Sim, está atrapalhando o meu “bom dia” à Emma. — Ambrose se virou para ela, que eu notava estar tremendo. Eu não sabia se era medo de mim ou, pior, pela aproximação explícita do meu primo. — Bom dia, Emma.

Ela olhou para ele, incrédula, mas não deixou de responder:

— Bom dia, senhor Blair.

Ambrose levantou a mão e colocou um fio de cabelo dela, que havia caído no rosto, atrás de sua orelha. Um som saiu do fundo da minha garganta. Ele ouviu. Claro que ouviu, mas não se importou.

— Já te disse que, para você, é Ambrose. Ou Ozzie, que é como todos me chamam.

Emma acenou freneticamente em um "sim". Nina se aproximou.

— Achou, Em? — a mulher perguntou, completamente alheia, não notando o clima que estava ali naquele momento.

— Sim — ela respondeu, mostrando o pote e, como um foguete, saiu em direção à mesa com a Nina, sem nem mesmo olhar para trás.

Quando me virei para Ambrose, ele estava encostado no balcão, de braços cruzados e um sorriso no rosto, olhando para mim.

— A linda Emma se torna cada dia mais encantadora — ele disse com deboche. Dei dois passos e parei em sua frente.

— Que merda estava acontecendo aqui? — perguntei, sentindo a raiva borbulhar dentro de mim.

— Exatamente o que ela disse. Cheguei e vi seu sofrimento para alcançar o pote, e só tive a gentileza de ajudar.

— E precisava segurá-la daquele jeito? Colar o rosto no dela? — Tentei controlar meu tom de voz, mas falhei.

Olhei para ele, sem acreditar.

— Por que ele não desceu?

— Porque ele está bêbado pra cacete. Eu precisei da ajuda do Dom para colocá-lo no carro, e agora preciso da sua para me ajudar a tirá-lo de lá.

— Ozzie, você está de brincadeira comigo que só está me falando isso agora?

— Relaxa, Dam. Ele está bem e está merecendo ficar de castigo por agir como criança.

Balancei a cabeça, sem acreditar. Chamei a Leah e pedi que ela arrumasse um dos quartos para o Tristan. Ambrose e eu o carregamos. O cretino pesava cento e trinta quilos, mas, apagado, parecia pesar uns trezentos.

O jogamos na cama e falei para Leah preparar tudo o que ele pudesse precisar, mas que o deixasse dormindo até a bebedeira passar. Passei pelo quarto da Ellie; a porta estava aberta, mas somente a enfermeira estava ali.

— Onde está a menina? — perguntei.

— No jardim com Emma e Luca. Eu vim só buscar umas coisas e já estou indo lá com eles.

Assenti e Ambrose e eu começamos a descer as escadas. Mas, antes que chegássemos ao final, um grito animalesco cortou o ar, vindo da porta da frente, bem de onde Emma estava com as crianças. Ozzie e eu corremos sem pensar, e atrás de nós veio Savannah.

Quando cheguei, a cena me atingiu em cheio. Emma estava com Ellie nos braços e Luca ao seu lado. Ela gritava, desesperada:

— ELA NÃO ESTÁ RESPIRANDO!!!

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou Odiar