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O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou Odiar romance Capítulo 65

Capítulo 65 — Promessa

Damien Knight

Cinco horas de voo. Eu teria cinco horas para tentar reverter a situação no ar, para que, quando estivesse em terra, as coisas fluíssem como eu queria. Liguei para Simon na certeza de que Emma me atenderia.

— Sua mulher? Você quer falar com a sua mulher? — Simon perguntou, repetindo minhas palavras.

— Exato — respondi, sem hesitar. — Passe o telefone para ela.

Ele riu novamente, mas eu conhecia meu amigo e ali não havia humor. Era só ele decidindo se desligava na minha cara ou se mandava eu me ferrar. No final, ele não fez nenhum dos dois; o que ele fez foi pior.

— Desculpa, amigo, mas sua mulher não está aqui. — Segurei o telefone com força. — Quem está aqui é a Emma. Sua ex-funcionária e EX — ele enfatizou dessa vez — namorada.

— Simon, estou pedindo educadamente: passe o telefone para a Emma.

Houve um silêncio por alguns segundos, até que ouvi a voz dele perguntando para ela se queria falar comigo. A resposta veio firme, sem hesitar:

— Não. — Fechei os olhos ao ouvir aquilo. Minha vontade era exigir que ela falasse comigo, mas me contive.

— Você ouviu, Dam. Sinto muito. — Eu não respondi; nem tinha o que falar. Eu só desliguei.

Encostei minha cabeça no banco e fui repassando tudo o que aconteceu da noite anterior até agora. Depois pensei no Luca. No meio de todos esses problemas, meu filho voltou a falar, e isso era maravilhoso. Tentei me apegar a isso nas horas que se seguiram. Eu entrei nesse avião decidido a reverter essa situação e me frustrei minutos depois.

As horas passaram e cheguei em casa no horário previsto. Assim que passei pela porta e joguei a mala no chão, não esperei pelo que veio a seguir; eu só senti a dor aguda, o soco bem no meio da minha cara.

— QUE DESGRAÇA, OZZIE!! — xinguei, segurando o nariz. Levantei os olhos e vi Stan rindo, sentado no penúltimo degrau da escada.

— Isso é pouco por tudo que nos fez passar hoje. Eu nem para casa fui; passei o dia com seu filho desolado naquele quarto.

— Eu não previ isso.

— Claro que não! — ele rebateu, irritado. — Você nunca prevê nada além do seu próprio umbigo.

Bree apareceu no hall, olhou para mim sangrando e resmungou:

— Santo Deus! O que houve?

Stan alcançou a namorada e a puxou para seu colo antes de responder:

— Briga de primos — falou, dando um beijo no ombro dela. — Vamos ficar aqui e assistir de camarote.

— Posso filmar e mandar para a Em? — ela disse, empolgada, e eu lhe lancei um olhar irritado.

Caminhei até ela, a peguei e segurei contra meu peito. Fechei os olhos e a imagem dela a usando na noite anterior invadiu minha mente. Abri os olhos, olhei para a peça ainda em minha mão.

— Eu vou consertar isso, querida… prometo.

Devolvi a roupa para o lugar e segui para o meu quarto. Assim que entrei, fiz tudo no automático: tomei banho, desci para comer alguma coisa e depois subi para ficar com o Luca. Meu menino dormia, mas, hora ou outra, soltava soluços involuntários, como Ambrose disse.

Luca chorou tanto que, nem em seus sonhos, a dor o deixava. Deitei com cuidado ao seu lado, beijei sua testa e me desculpei com ele também.

— Me perdoa, campeão… — tirei alguns fios de cabelo de sua testinha. — Papai ficou preso na própria dor e se esqueceu de vocês. — Encostei minha testa na dele. — Mas prometo nunca mais deixar isso acontecer. Eu vou trazer elas de volta para nós. — Beijei sua cabeça antes de concluir: — Pode acreditar.

Permaneci ao seu lado. Depois de minhas palavras, seus soluços cederam. Era como se ele tivesse ouvido, entendido e acreditado em cada palavra minha.

Ouvi meu celular vibrar; me afastei do Luca só o suficiente para alcançá-lo. Olhei na tela e era o número de Simon. Meu coração acelerou. Será que aconteceu alguma coisa com a Emma? Ou com a Ellie?

Sentei na cama correndo e atendi com urgência.

— Simon! — Não esperei ele responder e perguntei direto: — Aconteceu alguma coisa com as meninas? — A resposta veio, mas não foi do Yates.

— Não é o Simon, e estamos bem… — Senti um nó na garganta antes de conseguir dizer:

— Emma…

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