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O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou Odiar romance Capítulo 86

Capítulo 86 — Marcado por mim

Emma Anderson

— Quem vai acabar com você sou eu, e vou começar agora — reafirmei, sentindo o sangue ferver de uma forma que eu não experimentava há muito tempo.

Verônica tentou usar a força para se desvencilhar, o rosto vermelho onde meu tapa ainda ardia. Ela me olhou com um desprezo que vinha de gerações de privilégios.

— Você não passa de uma aventureira, Emma. Uma babá que aproveitou uma brecha de carência — ela sibilou, conseguindo soltar um dos braços e puxando meu cabelo com força. — Eu tenho classe, tenho o sobrenome que combina com o dele, e conheço cada centímetro daquele homem. Eu sei do que o Damien gosta, e garanto: não é de uma garota comum que cheira a sabão em pó.

A dor no meu couro cabeludo só serviu de combustível. Eu ri na cara dela, um riso anasalado e carregado de escárnio.

— Classe? — ironizei, agarrando o decote do vestido caro dela e a puxando para mais perto. — Classe é saber a hora de sair de cena, Veve. E sobre o que ele gosta... o Damien gosta de quem é real. Ele gosta de mulher, não de um manequim de vitrine oco por dentro.

Ela rosnou e avançou. O impacto nos jogou contra a bancada de mármore. Ouvi o som de tecido rasgando, provavelmente o meu vestido, mas eu não dava a mínima. Minhas mãos encontraram os cabelos perfeitamente alinhados dela e eu puxei sem dó.

Verônica gritou, tentando me arranhar, mas eu era mais rápida. O sarcasmo não abandonava minha língua mesmo no meio do caos.

— O que foi? O botox não te deixa gritar mais alto? — debochei, enquanto rolávamos para o chão.

Verônica estava em cima de mim, tentando prender meus braços, mas o olhar dela era de pura incredulidade. Ela realmente achava que eu recuaria.

— Você é uma louca! — ela gritou. — Ele nunca vai te perdoar por esse escândalo!

— O Damien me perdoou por coisas muito piores, querida. Bater em você é quase um presente que estou dando a ele — respondi, conseguindo girar o corpo e prendê-la por baixo de mim.

Nesse exato momento, a porta do banheiro se abriu com um estrondo controlado. Pelo reflexo do espelho, vi Taylor e Sammy entrarem. Verônica, vendo o reforço, imediatamente mudou o semblante, tentando se fazer de vítima. Ela relaxou o corpo, esperando que as duas fossem apartar a "briga de baixo nível".

— Me ajudem! Essa louca me atacou! — Verônica gritou, tentando se arrastar para longe de mim.

Ela fez menção de levantar e correr para a porta, mas Taylor e Sammy se posicionaram como duas sentinelas, bloqueando completamente a saída. Taylor cruzou os braços, uma expressão de tédio misturada com diversão no rosto.

— Eminha, já acabou? — Tay perguntou com aquela voz calma que eu já tinha aprendido o que significava, era a calma que precedia uma tempestade.

Eu me levantei devagar, ajeitando o busto do vestido rasgado, o cabelo bagunçado e um sorriso vitorioso nos lábios. Olhei para a Taylor, limpei um rastro de batom no canto da boca e respondi:

— Acabei sim, Tay... mas foi de começar!

Não dei tempo para Verônica respirar. Avancei novamente. O grito de socorro que saiu da garganta dela ecoou pelo banheiro luxuoso, mas foi cortado pela voz cortante da Sammy.

— Cala a boca, mulher! — Sammy gritou, o olhar disparando faíscas. — Isso é o mínimo que você merece por passar a noite inteira cobiçando o homem dos outros na nossa frente. Você achou o quê? Que não vimos como olhou para ele?

Sammy olhou pra mim.

— Emma, ainda acho justa a ideia da Esther. — ela deu um sorriso de canto.

— Vocês são todas loucas! — Verônica berrava do chão, protegendo o rosto. — Como o Atlas foi capaz de casar com alguém como você, Samantha? Uma mulher sem berço, sem...

Sammy nem precisou responder. Eu já estava em cima da Verônica de novo, minhas mãos presas nos cabelos dela, mantendo-a no chão. O deboche era meu oxigênio.

— O Atlas casou com ela porque ela é dez vezes o que você jamais será em mil vidas, Veve! — eu disse, puxando-a para que ela me olhasse nos olhos.

A porta explodiu novamente. Damien, Atlas, Dominic e Simon entraram como quatro furacões, a presença deles ocupando todo o espaço do banheiro. O ar pareceu sumir.

Damien foi o primeiro. Ele correu até mim e, com a força que eu conhecia bem, me ergueu, me tirando de cima da Verônica. Simon, agiu como um mediador, correu para ajudar Verônica a se levantar, enquanto ela choramingava dramaticamente.

— Me solta, Damien! Me solta agora! — eu gritava, me debatendo nos braços dele. Meu corpo ainda estava em choque de adrenalina, meus pés mal tocavam o chão.

— Emma, calma! Pelo amor de Deus, se acalma! — Damien pedia, me apertando contra o peito dele para tentar conter meus movimentos.

— Eu só vou me acalmar quando desmaiar essa vagabunda! Me deixa terminar o que eu comecei! — eu rosnava, tentando me desvencilhar, mas o abraço dele era uma armadilha de aço.

Verônica, agora de pé e protegida pelo braço do Simon, soluçava, apontando para mim com a mão trêmula.

— Dam... olha o que ela fez... eu não fiz nada pra merecer isso! Eu só entrei para retocar a maquiagem e essa... essa babá louca avançou em mim sem motivo! Ela é um perigo, Damien!

Eu parei de me debater por um segundo, o suficiente para olhar no fundo dos olhos dela.

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