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O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou Odiar romance Capítulo 85

Capítulo 85 — Marcas

Emma Anderson

Depois do susto com a Fer, voltamos para a festa. E as meninas, todas elas, fizeram questão de mostrar a mim e à Bree o quanto éramos bem-vindas. Em um certo momento, notei Verônica encarando Damien. Confesso que minha vontade era de ir até lá e arrancar cada fio de cabelo de sua cabeça, mas me contive.

Sammy notou meu olhar e rapidamente fez questão de dizer “a hora que quiser”, e eu ri ao saber que uma pessoa que eu havia acabado de conhecer se colocou à disposição para deixar a ex do meu namorado careca junto comigo. Descobri que ela e a Ju também vieram no Brooklyn; acho que era por isso que me identificava tanto com cada uma delas, pois elas não eram garotas ricas mimadas. Elas eram como eu: uma pessoa comum que encontrou em um bilionário o amor de sua vida.

Decidi ir ver as crianças e o Damien quis ir junto. Acho que, depois dessa história com a Fer, até que isso vire só uma “história” mesmo, meu namorado não vai me deixar caminhar sozinha por aí. As “avós” postiças da família Blake e companhia decidiram subir com as crianças, e a Savannah se ofereceu para ir junto; eu só disse “ok”.

Quando eles subiram e ficamos somente o Dam e eu, ele me puxou para um canto e me mostrou por que eu era perdidamente apaixonada por ele. Porque só o Damien era capaz de me fazer sentir tudo o que eu sentia, com toda essa intensidade, com um simples beijo, um simples toque…

— Querida… — ele murmurou com a boca na minha.

— Hum… — respondi, sem querer perder o contato.

— Eu topo subir se você também topar — eu ri pelo jeito dele.

— E o que pretende fazer lá em cima? — perguntei, em provocação.

Damien separou nossas bocas e me olhou com aqueles olhos de tempestade. Com a voz grave e extremamente sexy, ele disse:

— Te fazer minha. — Senti minhas pernas fraquejarem.

— Sua? — a pergunta saiu baixa, mas ele ouviu. Damien me prensou ainda mais na parede. Eu senti o membro dele firme em mim e, “Minha Nossa Senhora de Sei Lá o Quê”, porque eu nem sei a que santo chamar nessas horas, senti-lo dessa maneira e me olhando desse jeito criou uma cachoeira no meio das minhas pernas.

— Isso mesmo, amor... minha. — ele beijou meu pescoço. — Sei que talvez não fosse assim que planejasse nossa primeira vez, mas eu quero. Quero muito.

Subi a mão por seu peito, passei por seu pescoço até chegar em seu rosto. Mantive os olhos nos dele por alguns segundos; meu coração parecia que ia sair pela boca. Eu nunca pensei em como seria nossa primeira vez, nem onde seria. A única coisa de que eu tinha certeza era de que seria com ele. Era Damien Knight o homem que me faria finalmente me sentir uma mulher por completo.

— Eu nunca planejei… — falei, sentindo meu rosto esquentar. — Eu só queria que fosse com você — minhas palavras saíram sinceras.

Damien tomou minha boca em um beijo feroz, a língua dele me invadindo de uma forma diferente desta vez. Segurei a camisa dele com força, como se precisasse daquilo para me manter em pé, porque, pela forma como ele me beijava, meu corpo se tornou uma verdadeira gelatina, completamente rendido a ele.

— Vamos subir… — ele disse, separando-se de mim e pegando minhas mãos. — AGORA! — Damien disse já me puxando para fora da tenda, e eu ri.

— Amor, espera! — protestei entre os risos. Damien parou no meio do caminho e me puxou para um beijo rápido.

— Esperar? — ele disse, ainda me beijando. — De jeito nenhum. — Eu ri do jeito desesperado dele.

Damien ainda tinha os lábios nos meus quando ouvimos um “hun-hun”. Nos separamos e era o Dominic.

— Posso falar com você um minuto? — ele disse, olhando para o Dam com uma expressão séria. — É sobre o Ozzie — Dom completou.

— Então aproveita, porque eu aproveitei muito. — Me mantive de costas e ouvi o salto dela batendo no piso enquanto ela caminhava até mim. — Cada pedaço dele, cada parte daquele corpo tem uma marca minha. Assim como o meu corpo tem marcas até hoje — Verônica disse em um sussurro próximo ao meu ouvido.

Me virei para ela novamente e dei um sorriso de lado. Será que essa mulher ridícula achava que isso era provocação? Mantive os olhos nos dela; eu já passei por muita coisa nesta vida, aguentei desaforo de muita gente. Mas também aprendi com sucesso como me defender de vagabundas como ela.

— Sabe, Verônica, tem uma marca que eu tenho certeza de que você não tem — falei em um tom de deboche.

Ela tentou manter a postura, mas a curiosidade a venceu.

— Ah, é? — perguntou com desdém. — Qual?

Sorri para ela antes de responder:

— Esta. — Falei, levantando minha mão e enfiando um tapa bem no meio da sua cara.

— SUA VADIA! — ela gritou, vindo para cima de mim. Eu segurei os braços dela, os empurrando para baixo.

— O que é isso, Verônica? — perguntei, ainda a segurando. — Não gostou da marca?

— Eu vou acabar com você, sua pirralha! — ela falou entre os dentes, tentando se soltar.

— Não, Veve… — inventei um apelido para ela só para provocar. — Quem vai acabar com você sou eu. E vou começar agora.

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