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O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou Odiar romance Capítulo 91

Capítulo 91 — Cicatrizes e Promessas

Emma Anderson

— Então se prepara para o segundo round.

A voz do Damien não era mais um sussurro; era um comando que vibrava em cada poro da minha pele. O primeiro encontro havia sido uma descoberta, um desabrochar, mas este segundo... este era sobre fogo, possessividade e uma liberdade que eu nunca soube que possuía.

Se no primeiro momento Damien foi o guia cuidadoso, agora ele era o amante voraz. Senti meu corpo ser manipulado com uma agilidade que me tirava o fôlego. Eu me descobria a cada toque, a cada ângulo novo que ele explorava. Não havia mais espaço para a timidez. Eu gostava de como ele me olhava, gostava do som da sua respiração falhando quando eu pressionava meu corpo contra o dele.

Em um movimento fluido, Damien me virou, me deixando de quatro sobre os lençóis agora desalinhados. Senti o calor das mãos dele apertando meus quadris com firmeza, os dedos dele afundando na minha pele. Ele se posicionou atrás de mim e, antes de entrar, ele inclinou o corpo, mordiscando a curva do meu ombro e descendo com beijos molhados pela minha coluna.

— Vou deixar marcas em você, Emma — ele sibilou contra a minha nuca. — Para que você nunca esqueça a quem pertence.

Eu não protestei. Eu queria as marcas. Queria que o mundo soubesse, ou que ao menos o meu espelho me lembrasse amanhã, que eu era dele. Quando ele me preencheu novamente, o impacto me fez arquear as costas, um gemido longo escapando da minha garganta. O ritmo era intenso, quase selvagem. Cada estocada parecia atingir não apenas o meu corpo, mas a minha alma. Eu me sentia completa, em êxtase, totalmente rendida ao poder que ele exercia sobre mim.

Minutos depois, ou seriam horas? O tempo não existia ali, Damien se deitou de costas, exausto, e eu o montei. Olhei para baixo, vendo a imagem do homem que eu amava sob mim, e senti uma onda de poder e desejo. Me perdi no movimento, sentindo a conexão profunda entre nós. Eu me inclinei sobre ele, enterrando meu rosto em seu peito, exatamente na altura do coração. Aspirei seu cheiro de suor e desejo e, com uma mordida provocante seguida de uma sucção forte, deixei uma marca arroxeada ali.

— Eu prometi que te marcaria também, lembra? — murmurei contra a pele dele.

Damien soltou uma risada rouca e deliciosa, suas mãos subindo para apertar meus seios, me incentivando a continuar. Fizemos amor com uma ferocidade que beirava o desespero, como se precisássemos apagar a semana que passamos separados, todas as mágoas e todas as intrusas. Quando o ápice chegou, foi como uma explosão de luz atrás dos meus olhos, um tremor que me deixou sem forças, desabando sobre o peito dele enquanto ele rosnava o meu nome.

Depois de algum tempo em silêncio, apenas sentindo o batimento um do outro, Damien me pegou no colo com uma facilidade impressionante e me levou para o banheiro. Tudo parecia diferente agora. A forma como ele passava a esponja pelo meu corpo, o jeito como ele secava meu cabelo com a toalha... não era mais o tratamento de um "patrão" ou de um "protetor". Era o toque de um homem que havia se fundido a mim.

Nos trocamos com pijamas confortáveis e deitamos na cama imensa. O cansaço começou a pesar, mas minha mente de irmã e babá superprotetora falou mais alto.

— Preciso ver se as crianças estão bem acomodadas — sussurrei.

Damien me puxou para um beijo rápido e carinhoso.

— Fica bem quietinha aqui. Eu vou lá dar uma olhada neles e já volto.

— Eu posso ir… — falei manhosa.

— Pode. — ele falou firme. — Mas eu vou, e você fica aqui linda, gostosa… — ele beijou meu pescoço, eu suspirei e ele riu antes de concluir. — Esperando por mim.

Damien me puxou para mais um beijo dessa vez mais lento e intenso. Quando nos separamos ele seguiu para porta, assim que ele saiu, eu fiquei ali, olhando para o teto, com um sorriso bobo nos lábios.

Eu ainda não conseguia acreditar na noite maravilhosa que tive. Eu me sentia flutuando. Foi quando o silêncio foi quebrado pelo toque do celular dele, em cima do criado-mudo.

Ignorei no começo, mas a pessoa era persistente. O aparelho não parava de tocar. Pensei que pudesse ser algo urgente da empresa ou até mesmo sobre o Ozzie. Decidi atender, mas, no instante em que peguei o aparelho, a ligação caiu. Fiquei com ele na mão por um segundo, e então ele vibrou. Uma mensagem apareceu na tela de bloqueio:

“Boa noite, senhor Knight. Vicent conseguiu a confirmação sobre o acidente. Aguardo seu retorno para passar as informações.”

O ar fugiu dos meus pulmões. Fiquei encarando aquela frase como se ela fosse uma bomba-relógio prestes a explodir a minha felicidade. Damien ainda estava preso ao acidente? Ele já sabia que era eu no volante naquele dia, ele já tinha me perdoado... O que mais ele poderia estar investigando? O que esse Vicent teria descoberto que Damien achou necessário esconder de mim?

Ouvi o barulho da porta e tentei recompor minha expressão, mas minhas mãos ainda tremiam levemente com o celular entre elas. Damien entrou, notou que eu estava sentada e se aproximou, sentando-se ao meu lado na cama.

— Amor, o que houve? — Ele olhou para baixo e viu o aparelho. — O que está fazendo com o meu telefone?

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