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O CEO Que Odeio Não Quer Dar O Divórcio! romance Capítulo 132

Quando finalmente chegamos ao hall de entrada, fui pega de surpresa ao ver Alexander ao lado de Pedro e do meu sogro. O trio parecia envolvido em uma discussão acalorada, e, a julgar pelo rosto vermelho do meu sogro, algo definitivamente não ia bem.

Eu jurava que Alexander já tinha ido para a empresa, por isso não o procurei mais cedo. Pelo visto, eu estava errada. Bem errada.

Mas não foi a discussão de negócios que me deixou arrepiada. Foi o olhar gélido de Alexander quando seus olhos pousaram em mim... e em Nadir, que caminhava ao meu lado.

A transformação foi instantânea. Ele passou de uma expressão fria e indiferente para algo sombrio, algo que fez minha garganta secar e meus pés grudarem no chão.

Sabe aquela sensação de ser pega no flagra, mesmo sem ter feito nada? Pois é.

Nadir, percebendo minha paralisia repentina, parou também.

Alexander, por outro lado, ignorou completamente os dois homens ao seu lado e caminhou em minha direção com uma calma inquietante. Sua presença era pesada, esmagadora, como se cada passo dele denunciasse a sentença que eu nem sabia que tinha cometido.

Quando ele finalmente parou à minha frente, seus dedos deslizaram pelos meus cabelos úmidos, afastando uma mecha do meu rosto.

— Por que você está andando por aí com o cabelo molhado? — murmurou, os lábios perigosamente próximos dos meus. — Está tentando ficar doente de novo só para que eu cuide de você? Charlotte, você não precisa estar doente para conseguir minha atenção.

Oh. Meu. Deus.

Senti o calor subir instantaneamente para o meu rosto, enquanto meu sogro pigarreava desconfortável ao lado e Pedro, o coitado, parecia subitamente interessado na obra de arte pendurada na parede. E Nadir... bem, ele simplesmente manteve aquele maldito sorriso inabalável, como se estivesse assistindo a um espetáculo particularmente interessante.

Eu? Eu queria evaporar.

— Achei que você já tivesse ido para a empresa — murmurei, tentando soar casual.

— Não — ele respondeu, seco.

Simples, direto. E ele poderia ter parado por aí, mas, sendo Alexander, é claro que não parou.

— Não quis te acordar mais cedo. Preferi deixar você descansar, já que disse que estava... exausta ontem à noite.

Minha alma deixou meu corpo.

Até Pedro, normalmente pálido, estava vermelho.

Com os olhos arregalados, empurrei a mão de Alexander para longe, sentindo-me traída pelo meu próprio rosto que insistia em denunciar meu embaraço.

— Você... — comecei, mas ele me interrompeu com uma risada baixa e satisfeita.

Como se não bastasse minha humilhação pública, Alexander segurou minha mão, puxando-me para mais perto dele — e, consequentemente, mais longe de Nadir.

Seu movimento foi rápido e preciso, como se fosse a coisa mais natural do mundo. Só eu senti o aperto possessivo que veio junto.

— Vejo que está aqui cedo, Sr. Dubois — disse ele, com um sorriso frio. — Suponho que ou não consiga se afastar da minha irmã... ou realmente gosta muito de frequentar minha casa.

Nadir, que até então parecia imperturbável, ajustou o terno e respondeu com a calma habitual:

— Fui convidado por Vovó, Sr. Speredo. Seria indelicado recusar. Tive que ajustar minha agenda para a manhã, já que, apesar do meu apreço pelas pessoas desta casa, sou um homem ocupado.

Alexander inclinou a cabeça, seu olhar frio se estreitando.

— Admirável, de fato. Seu comprometimento com o trabalho desde que se juntou à Speredo é... impressionante. Mas sua dedicação à família é ainda mais notável. Ontem, por exemplo, cancelar uma reunião logo após o acidente da minha esposa para vir visitá-la... e depois reagendá-la para a noite, forçando uma dúzia de associados a comparecer em plena hora do jantar.

Nadir manteve o sorriso, mas seus olhos perderam parte do brilho.

— O que exatamente está insinuando, Sr. Speredo?

O clima ficou tenso. A temperatura caiu vários graus, e eu senti a ameaça pairando entre os dois.

Os olhos de Alexander ficaram mais escuros, e sua voz saiu baixa, mas firme.

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