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O CEO Que Odeio Não Quer Dar O Divórcio! romance Capítulo 30

Eu mal tinha terminado de colocar os pratos na mesinha improvisada, quando me virei para ele, ainda segurando uma cadeira meio desconfortável — mas era o que tínhamos.

— Pode sentar no sofá. Eu puxo uma cadeira pra mim — falei, tentando fingir normalidade, como se a situação fosse um jantar qualquer.

Ele me observou em silêncio, com aquele olhar intenso que poderia derreter uma montanha, mas que em mim causava apenas um leve pânico interno.

— Se quiser algo para beber, melhor comprar na loja mais próxima. Só tenho água.

Ele nem piscou. Apenas respondeu, direto, sem rodeios:

— Água serve.

E começou a comer. Seus olhos vagavam entre o prato e, ocasionalmente, voltavam para mim com um ar quase… resignado? Ah, claro, deve estar odiando. Um CEO acostumado com pratos que eu provavelmente nem saberia pronunciar agora encarava meu prato de legumes levemente tostados e frango sem tempero especial. Pois é, maldito! Mas ele poderia ao menos fingir que o esforço significava algo.

Observando-o mastigar com uma expressão impassível, senti meu próprio apetite evaporar.

— Não precisa comer se não gostou — disse, com um desdém fingido que esperava esconder a irritação crescente.

Ele largou o garfo devagar, mas em vez de se levantar e ir embora como eu imaginava, ele me olhou de um jeito que fez meu estômago afundar.

— É, Charlotte, acho que nunca vamos nos entender, não é? Você nunca tentou realmente me ver, mesmo quando tudo parecia evidente. E, por mais que eu me esforce, você insiste em interpretar tudo do pior jeito.

Fiquei sem fala. Ele continuou, os olhos firmes nos meus:

— Eu gostei da comida que minha esposa fez pra mim. E fiquei feliz com nosso beijo. De um jeito egoísta, claro, porque achei que nunca mais te teria assim. Será que isso não ficou óbvio?

Tentei respirar, mas cada palavra dele ecoava na minha mente, me sufocando. Eu havia decidido esquecer aquele beijo, ignorar as evidências, evitar os olhos dele — até o jeito como ele mal disfarçou o nervosismo quando eu o beijei de volta. Eu, que tanto prezo os fatos, me perdi na minha própria confusão.

Sem saber o que responder e querendo evitar qualquer confronto que tornasse aquela conversa mais insuportável do que já estava, comecei a recolher a louça da mesa, organizando o que ainda dava para salvar do caos que havia feito.

— Pode tomar um banho antes de ir embora — falei com voz firme, sem olhar para ele.

Ele suspirou, exasperado.

— Nossa! — disse, com um ar de quem já previa minha resposta.

Ergui os olhos, dando a ele um olhar sério, quase irritado.

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