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O CEO Que Odeio Não Quer Dar O Divórcio! romance Capítulo 89

Alexander inclinou-se, e sua voz baixa e firme carregava aquela intensidade que fazia meu coração errar uma batida.

— Charlotte. — Apenas meu nome, dito de um jeito que deveria ser suave, mas me deixou mais alerta.

Olhei para ele, ainda ofegante do nervosismo que sua proximidade provocava. “Meu Deus, esses guardas vão assistir um show”, pensei, já antecipando meu corpo agindo contra minha lógica.

Ele manteve o olhar firme enquanto dizia:

— Você realmente acha que eu colocaria você em perigo, mesmo que fosse o último recurso?

As palavras dele entraram na minha mente como um golpe direto. Demorei um momento para processar, mas, ao finalmente entender, senti meu peito aliviar. Balancei a cabeça em concordância.

— Ok, vamos acabar com isso de uma vez.

Alexander se afastou, me libertando da posição desconfortável. Tive um segundo para recuperar o equilíbrio antes de sair do carro, com ele logo à frente.

Os guardas se moveram rapidamente, criando uma barreira em nossa volta. Passamos por uma revista meticulosa no portão da prisão, algo que eu nunca tinha experimentado antes, mas que, de alguma forma, não parecia incomodar Alexander. Ele estava calmo, mas sua postura exalava autoridade.

Lá dentro, o ambiente parecia ainda mais frio e hostil do que eu havia imaginado. Não havia ninguém para nos receber. Tudo era impessoal, prático e direto, diferente das recepções formais que costumavam cercar Alexander. Concluí que ele estava mantendo aquela visita o mais discreta possível, o que, por algum motivo, me deixou ainda mais inquieta.

Chegamos a uma pequena sala de visitas, onde nos fizeram esperar. Os guardas se posicionaram ao redor, aumentando a sensação de que aquilo era muito mais do que uma simples conversa com Mattia. Enquanto me ajustava na cadeira desconfortável, Alexander inclinou-se por trás de mim, sua respiração quente tocando minha orelha.

— Seja lá o que ouvir dele, espere pela minha explicação depois, ok?

Me virei para questioná-lo, mas antes que pudesse falar, a porta se abriu. Mattia entrou, acompanhado por dois guardas. Ele estava algemado, o que imediatamente chamou minha atenção.

Fiquei imóvel. O homem que apareceu à minha frente estava irreconhecível. Mais magro, com os cabelos cortados curtos e uma expressão dura que parecia pertencer a outra pessoa. Seus olhos, que um dia me olharam com carinho, agora eram apenas poços escuros de ressentimento.

Ele caminhou até a cadeira oposta à minha e sentou-se sem desviar os olhos de mim, mas sem qualquer emoção visível. Por um momento, ficamos em silêncio, um encarando o outro através do vidro.

— Por que você está aqui? — Ele quebrou o silêncio, sua voz carregada de algo que eu não conseguia identificar. — Este não é um lugar para você.

— Recebi sua mensagem. De Olivia. — Respondi, tentando soar firme.

Seu rosto mudou. Uma confusão genuína tomou conta de sua expressão.

— Olivia? A amiga da Lily?

A surpresa dele parecia real, mas eu não estava disposta a ser enganada novamente.

— Não vamos perder tempo, Mattia. Eu achei que você e eu ainda tivéssemos respeito mútuo, mas claramente estava errada. Estou aqui para entender por que você fez isso. Por que você ajudou Olivia?

Ele inclinou-se ligeiramente, sua expressão voltando ao cinismo habitual.

— Se você quer respostas, pergunte ao seu marido. Quanto à Olivia, o único vínculo que tive com ela foi por causa da Lily. Nada mais.

A maneira como ele disse isso, com indiferença calculada, fez minha raiva subir. Ele então desviou o olhar para Alexander, que estava encostado na parede atrás de mim, observando tudo em silêncio.

Mattia soltou uma risada amarga.

— Bem, parece que é tarde demais, mas parabéns pelo casamento. Seu marido parece disposto a fazer qualquer coisa por você.

Fiquei confusa. Antes que pudesse responder, Mattia continuou, seu tom ficando ainda mais ácido:

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