—Noiva?— é tudo que consigo falar e aquela mulher apenas levanta uma sobrancelha
sugestivamente, como se estivesse travando uma batalha individual em sua própria cabeça.
—Algum problema com isso?— ela pergunta, um tom de superioridade em sua voz.
—Problema algum.— Me recupero rapidamente. —Só fiquei meio surpresa com o fato de existir
um noivado só apenas alguns dias desde que ele enterrou a sua mulher.
As palavras saíram da minha boca antes mesmo que eu pudesse controlar, esse era um dos defeitos
da minha longa lista. E aquela vez, minha língua havia voltado a me colocar em apuros.
Bianca apenas me entrega um sorriso cínico e sei que está prestes a me responder da maneira mais
humilhante que uma loira de classe alta poderia. No entanto, um barulho de passos surge logo na
sala ao lado.
Pressentindo que o sr. Barichello estava se aproximando, ela rapidamente traz de volta a expressão
de boa e doce moça em seu rosto. Mas não sem antes se aproximar lentamente de mim e sussurrar:
—Espero que saiba que os seus dias aqui estão contados.
O quê???
Ela não me dá tempo algum de responder, em seguida grita um: "querido" e finalmente
desaparece daquela casa.
Meu Deus, onde eu vim parar? Meu emprego ainda está lá?
Deus me ajude!
***
Uma semana inteira se passou desde aquele momento até então. Eu não havia cruzado o caminho
do sr. Barichello e Deus sabe que eu realmente não queria isso.
Quando o final daquela semana chegou, eu finalmente pude respirar distante de toda a confusão
que a vida me jogou. Era o meu primeiro final de semana em que realmente iria disfrutar a vida
naquela nova cidade. Disfrutar o máximo que uma pessoa sozinha em uma cidade desconhecida
pode fazer.
—Mais uma dose?— o barman me pergunta após o meu terceiro shot naquele bar.
—Por que não?— digo, aceitando.
Alguns minutos ou horas se passam naquele bar, até que ouço o meu nome ser chamado.
—Ayla— uma voz masculina e familiar ecoa, até que aquela figura para ao meu lado. —Meu
Deus, eu estive procurando por você a cidade toda.
Estou petrificada. Não posso acreditar na imagem que está bem a minha frente.
—Erlon.— Digo seu nome em voz alta, minha voz coberta de desgosto. —O que está fazendo
aqui? Como me achou?
Ele apenas sorri para mim, como se todas aquelas perguntas fossem uma espécie de admiração
pela sua indesejada surpresa.
—Tentei te ligar durante esse tempo todo. Entrei em contato com a empresa que você veio
trabalhar, mas disseram que você não faz parte da companhia. E eu não tive opção além de vir
procurar você aqui.
Ele tenta tocar em minhas mãos, mas me afasto do seu toque rapidamente. Enojada.
—Já ocorreu a você que eu não quisesse ser encontrada? E muito menos por você!— exclamo,
deixando a raiva que lutei para ser contida por fim, esvaindo.
—Você ainda está assim?— ele pergunta, revirando os olhos. —Ayla, você teve tempo o suficiente
para saber que sua reação foi completamente exagerada e impensada. Precisamos conversar.
Meu Deus, era realmente possível alguém ser tão estúpido daquela maneira?
—Você transou com minha irmã!— eu grito, e foi nesse exato momento que a música daquele bar

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