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O Viúvo e a Babá romance Capítulo 10

Não me intimidei nem por um segundo com a figura loira e arrogante em minha frente, pelo contrário, eu soube exatamente o que deveria fazer.

Eu já havia percebido Bianca o suficiente na última vez, eu era ótima em observar pessoas. Ela claramente se prestava a um papel de querida e boa moça na frente do Juan, tudo pra ganhar admiração e respeito. Mas a verdade era que ela não passava de uma cobra, à espreita pra atacar.

—Estou fazendo a mesma coisa que você, Bianca.— Respondo. —Estou em um aniversário.

Vejo quando sua mandíbula fica rígida e ela parece se morder de raiva com a audácia em minhas palavras.

—Mas você não deveria estar aqui fora. Deveria estar com a Emma.— Ela insiste, claramente incomodada pela minha presença junto ao seu adorável noivo.

—Ah, a Emma está bem, não se preocupe.— Eu digo, sorrindo.

Aquilo pareceu acender ainda mais a raiva presente dentro dela. Juan ao seu lado apenas fumava, como se tivesse alheio aquele cenário todo. Me perguntei o que Bianca poderia fazer em seguida, me expulsar dali?

Não, ela simplesmente puxa o pescoço de Juan e traz os seus lábios até os dela. Ah, era isso que ela poderia fazer. E saindo exatamente do oposto do que imaginei, senti um aperto incômodo dentro de mim com aquele ato.

Desviei os olhos e estava indo embora, quando Juan finalmente se afastou dela, o rosto vermelho e ele parecia um tanto constrangido.

—Irei pegar algo pra beber.— Ele diz e sai, incapaz de olhar para mim.

Bianca na minha frente apenas me encara, um sorriso vencedor em seu rosto. Digno de pena.

—Já havia deixado claro antes sobre a importância de você se manter em seu lugar. E hoje você só se provou ser uma péssima ouvinte.— Ela rosna pra mim.

—Sim, e o quê?— pergunto, indiferente.

Ela sorri lentamente e se aproximando mais um pouco de mim, sussurra:

—E hoje mesmo você acabará sem seu emprego.

Antes que ela também vai embora, ela se vira para mim mais uma vez e anuncia:

—Não deixarei você ou nada ficar no meu caminho e do Juan. Isso é uma promessa.

Todos os pelos do meu corpo se arrepiam quando volto a ficar sozinha naquela varanda. Eu realmente não tinha medo dela, no entanto, eu sabia o quão baixo e cruel um ser humano ganancioso poderia chegar.

Ignorando tudo aquilo o máximo que podia, também saí daquele espaço e fui procurar Emma. A encontrei exatamente na mesma sala onde a havia deixado. Ela brincava dentro de uma casa de boneca extremamente grande com mais 3 garotinhas.

Ela me viu a observando e só levantou o dedo polegar em confirmação de que estava tudo bem. Sorri por vê-la finalmente se divertindo.

Me sentindo ainda um pouco a deriva naquele lugar, resolvi só sair daquela casa e andar no amplo e verde jardim ao redor da propriedade.

—Está perdida?— uma voz masculina e desconhecida chegou aos meus ouvidos.

Eu estava sentada próxima a uma árvore enorme, me protegendo em suas sombras e tentando ter um pouco de tranquilidade.

—Só descansando.— Eu digo e tento sorrir.

O homem de cabelos ruivos e olhos extremamente azuis sorri para mim, e faz um movimento com a cabeça, perguntando se poderia se aproximar. Eu assinto e ele se senta ao meu lado.

—Achei que você estivesse só fugindo de todo o caos como eu.— Ele fala sorrindo.

—Você me pegou.— Assumo sorrindo e brincando com as folhas da grama ali.

Ficamos em silêncio por um instante, e estranhamente aquilo não me pareceu esquisito ou constrangedor.

—Você é família de quem aqui?— ele pergunta de repente.

—Sou a plebeia.— Falo, brincando. —Sou apenas a babá da Emma.

—A filha de Alison?— ele pergunta empolgado e eu assinto. —E como a Emma está? E o Juan? Nós aqui não sabemos quase nada sobre a vida deles, ele vive nas sombras.

Solto um longo suspiro exasperado. Ao menos não era apenas eu que enfrentava a figura de poucas palavras que meu chefe era.

—Eu só sei o que eu vejo também.— começo. —Emma está bem, diariamente. E o Juan...— suspiro.

Não precisei falar mais nada para que ele soubesse exatamente ao que me referia.

O silêncio voltou, mas eu decidi quebrá-lo. Porque bem, ele que havia decidido estar ali e começar aquele assunto.

—Como foi? Como ela morreu?— pergunto, me livrando finalmente de uma de tantas questões. —Aliás, como você se chama?

—Ax, prazer.— Ele diz sorrindo e estica a mão pra mim. —Não sabemos ao certo o que aconteceu.— Ele começa a explicar. —Ela estava bem, não tinha nenhum problema de saúde que sabíamos. Só morreu de forma misteriosa, inesperada.

Ouvir aquilo fez todos os pelos do meu corpo se arrepiarem. Não sabia se realmente gostava daquela resposta.

—Está acontecendo até uma investigação sobre. Mas sabemos muito pouco.— Ele conclui.

—Uau!— solto a respiração, um pouco extasiada.

Agora descobrindo mais um pouco sobre um dos inúmeros problemas que giram na cabeça de Juan.

—Eles eram casados há pouco tempo?— pergunto novamente. —Me desculpe se estou sendo muito invasiva, é só que entrei pra esse mundo agora e ainda estou tentando entender. Correndo o risco de cometer alguma gafe por não saber de nada.

Capítulo 10 1

Capítulo 10 2

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