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O Viúvo e a Babá romance Capítulo 9

Quando acordei naquela manhã de domingo, eu realmente senti que havia descansado. Foi a primeira noite desde o dia em que toda minha vida mudou, que minha mente pareceu finalmente relaxar.

Poderia culpar o álcool, mas a verdade é que no final da noite não existia mais nenhuma gota de álcool em minhas veias. Só as novas lembranças e perguntas que havia acabado de criar.

O sol já estava pintando forte no alto, quando decidi sair do meu anexo.

—Ayla, você está aqui?— a voz de Emma alcançou meus ouvidos logo que coloco os pés pra fora.

Sorri quando encontrei a garota vestida completamente de rosa, os cabelos partidos ao meio e a sua inseparável boneca ao lado.

—Pra onde você vai tão linda assim?— perguntei ao me aproximar.

—Vou sair com o papai.— Ela disse empolgada e no mesmo momento, aquela noticia me empolgou do mesmo jeito. —Achei que você não fosse ficar comigo hoje.

—Ah, não. Eu só passei a noite aqui, já estava saindo.— Expliquei.

A garota baixou os olhos no mesmo instante, parecia um pouco decepcionada e aquilo partiu meu coração.

—O que aconteceu, querida?— perguntei, me abaixando até ficar em sua altura.

—Eu... Eu só queria que você fosse com a gente.— Ela sussurra. —Porque sei que o papai não vai poder ficar conversando comigo como você iria.

Sorrio com o coração coberto de carinho, e um tanto doloroso por ela não entender que a personalidade do seu pai diverge da realidade do quanto ele se importava com ela.

—Emma, certamente o seu pai está muito feliz em passar um final de semana com você. Mesmo que seja com aquele jeito caladão dele.— fiz uma carinha emburrada, imitando a carranca que o seu pai sempre tinha em sua expressão e ela sorriu. —E se isso não fosse um programa de família, eu adoraria mesmo acompanhar você.

No mesmo instante em que termino de falar, as portas da mansão se abrem. Vejo quando sr. Baric... Juan. Agora eu sabia seu primeiro nome.

Quando Juan se coloca para fora de casa e seus olhos pousam nos meus. Meu coração acelera enquanto observo, pela primeira vez, ele vestindo outra cor além de preto. Seus braços estão agarrados por uma camisa curta e justa de uma cor do vinho mais intenso, e eu percebo então a tatuagem presente em seu antebraço, coisa que nunca havia notado antes.

—Emma, está pronta?— ele pergunta, ao perceber que eu estava feito uma estátua o encarando. —Senhorita Green.— Ele me cumprimenta curto e formalmente

Rapidamente tiro os meus olhos dele. Tudo bem, isso foi um pouco constrangedor.

—Sr. Barichello.— Respondo também formalmente, mesmo com a voz embargada.

Emma confirma ao seu pai que está pronta e eu começo a me despedir dela, quando ela de repente me surpreende ao perguntar:

—Papai, a Ayla pode ir com a gente?— sua voz está cheia de empolgação, quando eu volto a congelar no chão.

Juan me encara, a surpresa também o toma e eu vi o desconforto em sua expressão também.

—Emma, hoje é a folga da Ayla. Ela não pode sair conosco.— Ele explica, um tanto afetado, mas não me olha.

—Mas ela não liga, papai.— Emma insiste. —Não é, Ayla? Você disse que adoraria ir com a gente.

Engulo em seco. Claramente aquilo pareceu soar invasivo demais, e eu sinto meu rosto ficar vermelho. Antes que eu comece a gaguejar, Juan me encara:

—Você...— é tudo que ele fala.

—Não seria um problema pra mim.— Respondo ao entender a pergunta em seu olhar.

Ele solta uma grande quantidade ar. Não sabia se por alívio, exasperação ou simples tédio.

—Tudo bem. Ela vai.— Ele diz, por fim e vai direto em direção ao carro.

Emma e eu trocamos sorrisinhos cúmplices e ela segue saltitante, enquanto seguimos o seu pai até o carro. Mesmo que eu não fizesse a menor ideia de qual lugar eu estava indo.

***

Assim que o carro parou vinte minutos depois, e me dei conta de que estava em frente a uma outra mansão ainda mais sofisticada e maior do que a do meu chefe, eu travei bem ali. Havia diversos carros parados em frente à casa, o que me fez pensar que o que estava acontecendo ali era mil vezes maior que eu.

Acho que o sr. Barichello percebeu o desespero em meu rosto, porque explicou assim que saiu do carro:

—Estamos em um lunch que antecede o aniversário de uma priminha da Emma.

—Sua família está aqui?— perguntei, me sentindo ainda mais nervosa.

—Não a minha.— Ele disse simplesmente e pegando na mão da Emma, começa a seguir em frente.

Tudo bem... Minha respiração está ofegante quando me dei conta de que estava prestes a conhecer uma parte daquela história que estava desejando há muito tempo. A família da sua esposa certamente faria esclarecer muitas questões em minha cabeça.

—Juan, querido. Emma!— uma senhora baixinha e parecendo extremamente amorosa os cumprimenta calorosamente.

—Vovó!— Emma a abraça, animada. Eu sorrio observando toda aquela cena.

Eles seguem conversando em minha frente, enquanto olho ao meu redor e percebo a quantidade quase absurda de pessoas ali. Todas vestindo roupas e joias que separados valem mais que todo meu patrimônio.

Capítulo 9 1

Capítulo 9 2

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