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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 348

Helena ainda estava acordada em seu quarto. Não esperava por Eduardo, mas a tensão daquele dia e a conversa com Danilo continuavam ressoando em sua mente.

Um barulho de algo se quebrando, seguido de um som pesado, chamou sua atenção.

Levantou-se depressa e saiu do quarto.

Encontrou Eduardo ao pé da escada. Um vaso estava estilhaçado junto ao aparador, e ele se apoiava no corrimão, com a gravata frouxa e os cabelos desalinhados. O cheiro de álcool denunciava que havia bebido, mas havia algo em seu olhar que não combinava com a aparente embriaguez.

— Eduardo?

Ele ergueu o rosto. Seus olhos estavam frios, e a expressão cansada não conseguia disfarçar a tensão que endurecia seus traços.

— Volte para a cama, Helena.

— Você está bem?

— Estou perfeitamente bem.

Não estava, e ambos sabiam disso.

Eduardo não havia bebido a ponto de perder a consciência dos próprios atos. Pelo contrário, estava lúcido demais, consciente de cada pensamento que o atormentava. O vaso quebrado não foi um acidente. Num impulso deliberado, ele o havia lançado contra o chão, como se precisasse destruir alguma coisa para aliviar a fúria que carregava dentro de si.

Helena se aproximou, preocupada, mas ele afastou sua mão antes que ela pudesse ampará-lo.

— Não preciso da sua ajuda.

A voz ríspida a fez recuar.

Ela nunca o tinha visto daquela forma. O homem sempre impecável, firme, dono de si, agora parecia à beira de perder o controle. Algo grave devia ter acontecido, embora ela não conseguisse imaginar o quê.

— Vou preparar algo para você — ofereceu, cautelosa.

— Não precisa. Volte para a cama.

Eduardo subiu os degraus sem esperar resposta e desapareceu pelo corredor.

Helena permaneceu imóvel por alguns instantes, contendo a vontade de chorar. Por mais que tentasse compreender o homem que havia se tornado seu marido, havia momentos em que ele parecia empenhado em afastá-la de todas as maneiras possíveis.

Ainda assim, ela não conseguiu simplesmente ignorá-lo.

Seguiu para a cozinha e preparou um chá. Era um gesto simples, silencioso, talvez inútil diante de tudo o que os separava, mas era a única forma de cuidado que ainda conseguia oferecer sem precisar fazer perguntas.

Alguns minutos depois, subiu as escadas com a xícara nas mãos.

Parou diante da porta do quarto de Eduardo e hesitou. Nunca havia entrado ali, nem mesmo quando ele estava ausente.

Respirou fundo, bateu levemente e, sem esperar resposta, entrou.

O ambiente era amplo, elegante e impecavelmente organizado. Helena mal teve tempo de observar os detalhes, pois sua atenção se voltou imediatamente para o homem sentado na beira da cama, com a camisa aberta no colarinho e os cotovelos apoiados nos joelhos.

Eduardo ergueu os olhos.

Ao vê-la, seu olhar escureceu, carregado de irritação e de uma tensão que parecia prestes a transbordar.

— O que está fazendo aqui? — perguntou, com uma lucidez perigosa.

— Vim trazer um chá... Talvez ajude você a se sentir melhor.

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