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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 351

Os primeiros raios de sol atravessaram a janela e tocaram o rosto de Helena, despertando-a suavemente.

Ela havia adormecido na poltrona diante da janela e, ao se mover, sentiu o corpo pesado e dolorido. Espreguiçou-se devagar, mas o alívio durou pouco. O enjoo veio de repente, obrigando-a a se levantar às pressas e correr para o banheiro.

Nos últimos dias, os enjoos matinais haviam se tornado uma rotina exaustiva. Helena esperava que passassem antes de descer, pois não queria que ninguém percebesse seu mal-estar. Especialmente Maria e Neuza. Olga, porém, era mais difícil de enganar. Helena desconfiava de que a governanta já havia notado alguma coisa, embora nunca tivesse feito perguntas.

Depois do banho, demorou-se diante do guarda-roupa antes de escolher o que vestir. Optou por uma saia, uma camisa de seda e um blazer preto. A sobriedade da roupa acentuava a palidez de seu rosto, mas ela não se importou. Havia dias em que a aparência refletia exatamente o que se carregava por dentro, e aquele era um dia triste.

Ao erguer o olhar para o relógio, notou que já se aproximava das oito da manhã. Eduardo certamente não estava mais em casa. Como de costume, ele tomava o café cedo e saía antes mesmo que ela descesse. Era como se os dois habitassem o mesmo lugar em horários diferentes, evitando qualquer possibilidade de encontro.

Usou uma leve maquiagem que não escondia seu abatimento, o contraste do preto com a palidez de sua pele aveludada realçava ainda mais sua beleza natural. Escovou os longos e volumosos cabelos cor de mel, a mesma tonalidade dos olhos. No entanto, o brilho de antes havia desaparecido; agora, pareciam opacos, quase vazios.

Diante do espelho, pousou a mão sobre o ventre ainda discreto.

A gravidez deveria ser um tempo de alegria, mas os enjoos frequentes e a dificuldade para se alimentar haviam feito com que perdesse peso. Precisava se cuidar melhor, embora a preocupação com o segredo e a proximidade do fim do contrato consumissem boa parte de suas forças.

Respirou fundo, pegou a bolsa e deixou o quarto. Ao descer para o andar de baixo e entrar na sala de jantar, Helena parou, em choque.

Eduardo estava sentado à mesa, tomando café enquanto examinava alguma coisa no celular.

Por um instante, Helena pensou em recuar. Não estava preparada para encará-lo tão cedo, muito menos depois de tantos dias evitando até mesmo as lembranças da última noite que haviam compartilhado.

— Bom dia, senhora Helena — cumprimentou Olga, com suavidade. Ao perceber a hesitação da jovem senhora, lançou-lhe um olhar encorajador e um sorriso discreto.

— Bom dia, Olga. — murmurou ela.

Helena tentou retribuir o sorriso, mas seus olhos voltaram inevitavelmente para Eduardo. Só então ele ergueu a cabeça.

Os olhares se encontraram.

Por uma fração de segundo, a surpresa atravessou o rosto dele. Eduardo a observou como se não a reconhecesse e seu olhar demorou um pouco mais do que deveria em suas feições pálidas.

Logo, porém, voltou a atenção para o celular.

Helena sentou-se devagar.

— Bom dia — murmurou, sem conseguir encará-lo novamente.

— Bom dia — respondeu ele, seco.

Olga serviu o café e, com discrição, deixou os dois a sós.

O silêncio se prolongou entre eles como se não se conhecessem..

Helena pegou uma torrada e passou um pouco de geleia, mas, ao olhar para o prato, uma onda de náusea a atingiu.

“Agora não… por favor.”

Respirou discretamente, esperando que a sensação diminuísse. Tomou um pequeno gole de café e tentou dar uma mordida na torrada, mas o estômago se revoltou novamente.

Afastou o prato.

— Vai à empresa hoje? — perguntou ele, em tom neutro, quase frio.

A pergunta a surpreendeu. Não era exatamente uma demonstração de interesse, mas, depois de tanto tempo sem qualquer conversa entre eles, até aquela tentativa de diálogo parecia inesperada. Talvez fosse uma forma de Eduardo tentar conversar com ela.

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