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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 354

Helena depositou um buquê de flores sobre o túmulo da mãe, Clara Vasconcelos.

— Mãe… sinto tanto a sua falta.

As lágrimas desceram sem que ela tentasse contê-las. A saudade continuava tão viva que, em certos momentos, parecia impossível aceitar que nunca mais ouviria a voz da mãe, nem sentiria o calor de seu abraço.

Depois de alguns instantes, deixou flores também sobre os túmulos dos avós.

Foi então que sentiu uma mão pousar suavemente em seu ombro. Antes que pudesse se virar, os braços acolhedores da tia Glória a envolveram.

— Minha querida…

Helena se permitiu repousar a cabeça no ombro da tia por alguns segundos, encontrando naquele abraço um pouco do conforto que tanto lhe fazia falta.

Renato, irmão de Clara, permanecia ao lado delas, com o olhar carregado de afeto pela sobrinha e de tristeza pelas perdas que também marcavam sua vida. Perto dele estavam Bianca e Bernardo, igualmente emocionados.

Glória acariciou os cabelos de Helena antes de falar:

— Você sabe que não está sozinha, não sabe? Pode contar conosco para o que precisar.

Helena assentiu, esforçando-se para conter as lágrimas.

— Eu sei. E vou ser eternamente grata por tudo o que vocês fizeram por mim. Mas, agora… preciso seguir meu próprio caminho.

Renato compreendeu o que ela queria dizer e fez um leve aceno com a cabeça.

Eles conheciam a verdade sobre o casamento com Eduardo. Sabiam do contrato, do prazo que se aproximava do fim e, principalmente, da gravidez que Helena tentava proteger a qualquer custo. Conheciam também a ameaça que pairava sobre ela caso Eduardo descobrisse a existência das crianças.

Helena enxugou o rosto e respirou fundo. Quando voltou os olhos para o tio, havia uma determinação em sua expressão.

— O senhor conseguiu o que eu pedi?

Renato demorou um instante antes de responder.

— Consegui. Mas preciso que pense mais uma vez, Helena. Se levar isso adiante, vai abrir mão de praticamente tudo o que conquistou.

— Eu sei. — A resposta saiu firme, embora a dor em seus olhos revelasse o quanto aquela decisão lhe custava. — Mas não quero dever nada ao Eduardo. Não quero que ele tenha qualquer motivo para me procurar ou interferir na minha vida. Quero recomeçar, construir uma vida nova com meus filhos… longe daqui.

Glória apertou delicadamente o braço da sobrinha.

— Mesmo assim, meu amor, não precisa enfrentar tudo sem ajuda. Se chegar um momento em que as coisas ficarem difíceis demais, se precisar de qualquer coisa, não deixe de nos procurar.

Aquelas palavras tocaram Helena de uma maneira inesperada. Por um breve instante, o carinho da tia a fez recordar Clara, e a saudade voltou a apertar seu peito.

Ela segurou a mão de Glória.

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