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Querido CEO, seu bebê quer te conhecer! romance Capítulo 186

A tensão cresce a cada segundo, envolvendo todos em um medo paralisante. Alice, com a mão pressionada contra o peito, sente o desespero tomando conta ao ver a lâmina da faca sendo apontada para a cabeça de sua filha.

Ao ver sua filha nos braços de Dora, uma onda avassaladora de choque e desespero a atinge. Seu coração, já acelerado pela tensão, parece parar por um instante, antes de retomar em batidas tão fortes que quase doem em seu peito. Seus olhos se arregalam, fixando-se imediatamente na pequena Lily, que está tão indefesa e assustada. A visão da bebê, com os cabelos negros e os olhos azuis brilhando de medo, apertada contra a mão fria e cruel de Dora, é um golpe profundo para ela.

As pernas de Alice fraquejam, quase incapazes de sustentá-la. Um tremor começa em suas mãos e se espalha por todo o corpo, como se estivesse à beira de um colapso. Sua respiração torna-se ofegante, rasgando sua garganta como se o ar fosse insuficiente para preencher seus pulmões. O pavor que a consome é tão intenso que ela mal consegue concentrar-se em seus próprios pensamentos.

Os olhos de Alice se enchem de lágrimas, mas ela as segura, sabendo que precisa ser forte por sua filha. Cada fibra de seu ser grita para correr até Lily e arrancá-la dos braços de Dora, mas ela sabe que qualquer movimento precipitado pode colocar a vida de sua filha em ainda mais perigo. O medo a sufoca, mas a determinação de proteger Lily supera qualquer outra coisa que ela possa estar sentindo.

— Como você quer proceder agora, Alice? Vai ser sincera comigo ou planeja colocar essa criaturinha aqui em risco?

As palavras de Dora ecoam, frias e maliciosas, como um pesadelo ganhando vida. Alice sente uma raiva crescente, um ódio profundo por aquela mulher que ousa ameaçar o bem mais precioso de sua vida. Sua mandíbula se contrai, os punhos se fecham involuntariamente, as unhas cravando-se em suas palmas. No entanto, ela se força a manter a calma, tentando controlar o turbilhão de emoções que ameaça dominá-la.

As lágrimas que ameaçam escapar são contidas com um esforço sobre-humano, e Alice ergue a cabeça, determinada a não mostrar fraqueza diante de Dora.

— Eu sempre disse a verdade para você, Dora. Se quer resolver algo comigo, eu estou aqui, mas deixe minha filha fora disso. — Sua voz, embora trêmula, sai firme, carregada de uma mistura de súplica e autoridade que reflete tanto seu desespero quanto sua força.

Dentro de si, Alice promete que fará qualquer coisa para salvar sua filha. Ela não permitirá que o medo a paralise, e mesmo que cada segundo diante de Dora pareça uma eternidade, ela se prepara mentalmente para fazer o que for preciso para tirar Lily das mãos daquela mulher cruel. A visão de Lily em perigo é insuportável, e Alice está disposta a dar sua vida pela filha, se necessário.

— Eu nunca gostei de você — confessa Dora. — Mas te suportei por conta do meu filho, eu respeitava a escolha dele.

— Mas você está viva, e é isso que Endrick com certeza queria, que você continuasse vivendo e se cuidando. Dora, sua família está preocupada com seu paradeiro e quer o seu bem.

— E cadê eles que não estão aqui? — retruca Dora. — Até meu marido me abandonou depois da morte do meu filho.

— Eles esperam por você. Não é bom estarem aqui agora porque essa não é a imagem que você quer deixar para eles, não é? — Alice dá dois passos à frente. — Dora, pense um pouco em você, precisa se cuidar independentemente de ter alguém ao seu lado. Sei que sofre pela morte do seu filho, mas foi ele quem se foi, você continua aqui e precisa se curar dessa dor.

Uma lágrima solitária escorre dos olhos de Dora, que permite que Alice se aproxime mais um pouco. Apenas alguns centímetros separam as duas, e pela agitação de Lily ao ver a mãe, ela deseja que essa distância seja quebrada. No entanto, ao notar a inquietação da criança, Dora volta a se estressar, esquecendo tudo o que acabou de ouvir. Ela balança a cabeça em sinal de negação, demonstrando que não concorda com a ideia de que tudo possa acabar bem.

— Não, não é justo — sussurra Dora. — Para você, é fácil dizer isso. Afinal, mesmo que Lily se vá, ainda terá mais duas crianças para consolá-la — protesta. — Não posso permitir que você seja feliz, Alice. Jurei que não deixaria você viver em felicidade — declara, segurando o cabo da faca com mais força, soltando Lily no chão e avançando em direção a Alice. Ela tem um alvo, está disposta a ferir aquela barriga já aparente, onde habitam dois bebês.

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