Olívia pegou as lingeries, trocou de roupa e foi para o quarto da cunhada. Parou diante da porta e bateu duas vezes, suave.
— Laura? — chamou. — Posso entrar?
— Claro que pode, cunhadinha! — respondeu. — Você sempre será bem-vinda.
Entra logo… e me diz como está meu sobrinho?
Olívia abriu a porta sorrindo.
— Muito feliz. — disse, com a mão instintivamente repousando sobre o ventre.
Laura ergueu uma sobrancelha, maliciosa.
— E esses olhos brilhando, hein? — provocou. — Está com cara de quem transou a madrugada inteira.
Olívia riu, corando.
— A manhã também…
— Ah, safada! — Laura deu um tapa leve na cama, fazendo sinal para ela sentar. — Senta aqui e me conta tudo!
Olívia caminhou até a cama, mas parou quando viu um caderno aberto ao lado dos travesseiros.
— O que é isso?
Laura puxou para si com naturalidade.
— Meu diário. — disse, dando de ombros. — Pode parecer infantil, mas é onde eu consigo me expressar. Escrever me organiza.
Olívia sorriu, sentando ao lado dela.
— Infantil? Nem um pouco. — respondeu. — Já tive vários. Me ajudaram muito em fases difíceis.
Laura sorriu de volta, mais suave.
— Agora fala… me conta tudo, cunhadinha.
— Não posso demorar muito. — avisou Olívia, ajeitando o cabelo atrás da orelha. — Liam está lá embaixo me esperando. Vamos viajar para a nossa lua de mel.
Laura arregalou os olhos, teatral.
— Eita. — disse, rindo. — Alguém vai voltar toda assada.
Olívia soltou uma gargalhada sincera.
— Laura! Você é terrível!
— Eu sei. — disse ela, jogando o cabelo para trás com orgulho. — Agora fala logo!
Olívia respirou fundo, o sorriso ficando mais doce.
— Foi tão romântico… — murmurou. — Nós nos entendemos. Conversamos muito. E… — Ela mordeu o lábio, cúmplice. — Nós transamos no piano.
Laura congelou.
— O quê? — disse, quase sem ar. — UAL!
— Ele te ama MESMO. — Ela apontou com o dedo. — Porque aquele piano… ninguém toca. Ninguém! Nem eu, nem vovó, nem ninguém. Se ele deixou você sentar lá… e ainda por cima transar? É amor puro, meu Deus!
Olívia sorriu, emocionada.
— Eu vi a foto da minha sogra pela primeira vez. — disse, a voz suave. — Ela era linda, Laura.
— Era mesmo. — Laura confirmou com um sorriso pequeno, nostálgico. — Minha avó diz que Meredith iluminava qualquer lugar onde entrava. Gentil, doce, encantadora… — Ela suspirou. — Liam é a cara dela.
Olívia sorriu de canto, o olhar perdido por um instante na própria imaginação.
— Ele tem os olhos do seu pai, mas a fisionomia… é toda dela. — seus dedos tocaram instintivamente o próprio ventre. — Eu quero que meu filho venha assim… com essa luz.
Laura observou o gesto, e um sorriso mais quente apareceu em seu rosto. Ela estendeu a mão e tocou a de Olívia, apertando com carinho.
— Estou muito feliz que vocês se acertaram. — disse, sincera, com brilho nos olhos. — Você não sabe o quanto torço por vocês.
Olívia respirou mais fundo, como se estivesse se preparando para pisar em terreno delicado. Seu olhar, antes suave, ficou sério, cuidadoso.


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