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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 132

Frederico abraçou Liam logo depois, apertando-o como fazia quando ele era criança.

— Sempre tive muito orgulho de você. Se permita viver esse amor. Ser feliz!

Olga abraçou os dois também, emocionada. Felipe e Érica observavam tudo em silêncio.

Então, uma voz ecoou da escada.

— O que estamos comemorando?

Barbara descia devagar, impecável, analisando cada expressão da sala.

Olívia virou-se para ela com um sorriso tão doce que quase brilhava.

— A família, Barbara. — respondeu com naturalidade. — O casamento.

O amor verdadeiro entre eu e o Liam. — Ela olhou para ele. — Não é, mozão?

Ele a puxou pela cintura sem hesitar e respondeu sem desviar os olhos dela.

— É sim, mozão. — murmurou, beijando a cabeça dela. — Vai pegar suas coisas. Estamos ficando atrasados.

— Pra onde vocês vão? — perguntou Frederico.

— Vamos fazer nossa viagem de lua de mel. — disse Liam. — Já adiamos demais.

Barbara arregalou os olhos.

— O quê?

Liam deu um selinho em Olívia.

— Não demora, amor.

— Tá. — ela respondeu, subindo as escadas com um sorriso vitorioso.

Liam virou-se para Olga.

— E a Laura?

— No quarto dela. — respondeu a avó.

Felipe pigarreou, chamando atenção.

— Falando em Laura… pai, hoje encontrei o Edgar. Pelo visto, estava com ela.

Érica se virou bruscamente.

— O que você disse?!

Frederico inclinou a cabeça.

— E por que não convidou o rapaz para entrar? Como ele está?

— Disse que estava com pressa. — afirmou Felipe. — Mas vou chamá-lo para jantar conosco. Deixei meu cartão com ele. É cardiologista agora. Tenho muito orgulho disso.

LFrederico sorriu, satisfeito.

— Eu sabia que aquele menino ia longe. Sempre teve garra. Me passa o contato dele assim que te ligar. — quero convidá-lo para o almoço com a família da Olívia… e para minhas bodas.

Nesse momento, Barbara se aproximou de Liam.

— Liam, podemos conversar? — perguntou séria.

Ele nem hesitou.

— Quando eu voltar de viagem.

— Vai ser rápido. — insistiu ela.

Ele respirou fundo.

— Vamos ao escritório.

Liam entrou no escritório primeiro. Ele parou ao lado da mesa, as mãos nos bolsos da calça, o corpo relaxado demais para quem estava realmente tranquilo.

Barbara entrou logo atrás e fechou a porta devagar, como se quisesse selar o ambiente com o drama prestes a explodir.

Ela cruzou os braços e respirou fundo, tentando controlar a voz.

— Que palhaçada é essa, Liam?!

— Se controla, Bárbara. — respondeu, firme, sem alterar um milímetro do rosto. — Você não está na sua cobertura.

Ela riu incrédula caminhando dois passos à frente.

— Controlar? — repetiu, aproximando-se mais. — Como você tem coragem de falar assim comigo? Nós temos um acordo. Um acordo que você está quebrando na cara dura.

Liam não piscou.

A expressão dela perdeu qualquer máscara de vaidade. O rosto… abriu uma rachadura.

Primeiro veio o choque. Depois a ferida. E por fim… a fúria silenciosa.

Ela deu um passo para trás, mas não quebrou o olhar dele. Era como se estivesse tentando entender como transformar a dor em algo que pudesse usar contra ele.

Barbara engoliu seco, postura rígida, os dedos tremendo levemente quando ela fechou as mãos.

— Você vai se arrepender por tratar alguém assim, Liam Holt. — disse com calma perturbadora. — A vida cobra… cobra caro.

Ele inclinou a cabeça só o suficiente para que ela entendesse.

— Eu não temo cobrança nenhuma.

Barbara respirou fundo, tentando recuperar o controle. Passou a mão no cabelo, ajustou a postura, recuperou parte da máscara.

Mas os olhos? Os olhos gritavam.

Liam finalizou.

— Eu estou bem com a Olívia. E nada vai mudar isso.

— Eu não vou permitir que você seja feliz com ela! — gritou Bárbara, os olhos ardendo.

Ele nem piscou.

— Não tenho medo de ameaças. — disse, gelado. — E fique longe da minha esposa. Para o seu próprio bem.

O sorriso dela se contorceu, venenoso.

— Veremos. Não se esqueça que aquele filho que ela carrega… é meu.

Liam sustentou o olhar dela por um segundo. Não de raiva, mas de absoluto desprezo. A resposta veio baixa, firme, letal.

— Cuidado com o que você inventa, Bárbara. — disse, cada palavra um gelo quebrando. — A Olívia carrega um Holt. E você não tem lugar nenhum na vida dela… nem na minha.

O rosto dela empalideceu por um instante, mas ela virou o corpo rapidamente, fingindo força onde havia só desespero.

Saiu batendo a porta com violência.

No corredor, murmurou entre dentes.

— Aquela piranha não vai tirar o que é meu. Não vai…

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