Liam sorriu de lado, um sorriso pequeno, mas tão verdadeiro que desmontou algo nela.
— Não fica. — murmurou, passando o polegar pelo lábio inferior dela. — Sabe por quê?
Ela inclinou um pouco a cabeça, como quem tenta se preparar.
— Por quê?
— Porque com você eu faço amor. — disse olhando fixamente pra ela. — Não é só sexo. — Ele deslizou o polegar pelos lábios dela novamente, devagar. — E isso muda tudo.
Os olhos dela se encheram de lágrimas outra vez, mas dessa vez havia algo quente, quase luminoso no brilho.
— Com você… — ele continuou, a voz baixa, rouca de verdade — eu sinto coisas que nunca senti antes. — A ponta dos dedos dele percorreu o maxilar dela, subindo até a orelha. — Você é perfeita. Seu corpo é perfeito. — Ele a puxou um pouco mais perto da cintura. — E cada dia eu tenho mais desejo por você. Só por você. Você é deslumbrante e vai muito além de corpo e rosto bonito. Você faz amor sorrindo e chorando ao mesmo tempo e isso me deixa intrigado. Me dá muito tesão.
Olívia mordeu o lábio inferior, o peito subindo e descendo com a emoção.
— Parece que ainda não caiu a ficha que você está só comigo. — disse baixinho.
— Você não sente falta delas?
Liam deu meio sorriso, aquele inclinado, cheio de ironia suave e convicção absoluta.
— Nem um pouco. — Ele passou o polegar pela sobrancelha dela, como se quisesse tirar a dúvida dali.
Os olhos dela brilharam, vulneráveis e esperançosos ao mesmo tempo.
— É sério? — Ela tocou o braço dele, como se precisasse sentir para acreditar.
Ele passou a mão pelo próprio rosto, exalando um ar pesado, quase como quem se preparava para admitir algo embaraçoso.
— Vou te contar algo que foi humilhante pra mim. — Ele desviou o olhar por um segundo, ajeitando a postura.
Ela abriu mais os olhos, o corpo se inclinando automaticamente para ele.
— Meu amigão simplesmente não reage mais com outra mulher. — Ele disse sem rodeios, mas a vulnerabilidade estava ali, nas bordas da voz.
— Como assim, Liam? — Olívia tocou o peito dele com a ponta dos dedos, surpresa, incrédula, intrigada.
Ele ergueu as sobrancelhas, meio constrangido, meio achando graça do próprio fracasso.
— A última acompanhante que eu tentei… não funcionou absolutamente nada. — Levantou uma mão, como se jurasse. — E ela tentou de tudo. — Ele respirou fundo. — Mas ele simplesmente não ficou ereto… não respondia.
Olívia arregalou os olhos.
— Mentira.— A mão dela pousou no coração dele, como se quisesse sentir a resposta ali.
— Sem mentiras entre nós. — Ele segurou as mãos dela. — Eu só desejo você, Olívia. Só você. Você me enfeitiçou. Já disse que você é meu vício. Eu preciso de você todos os dias e não falo só de corpo. Falo de tudo que você é.
Ela mordeu o lábio inferior, emocionada demais para responder.
— Você satisfaz tudo em mim. — Ele passou a mão pelo cabelo dela. — Você tem essa cara doce, romântica, toda meiguinha… — Ele sorriu, provocador. — Mas é uma safada. E às vezes eu acho que não vou dar conta. Você é insaciável.
Olívia corou tanto que escondeu o rosto no ombro dele. Ele a abraçou, rindo baixinho.
— Tira esses pensamentos da sua cabeça. Eu escolhi você. Eu estou satisfeito com você. Estou feliz com você e com o nosso filho. — Ele beijou a testa dela. — Você é mulher pra casar. Por isso você tem meu sobrenome.
Ela suspirou, completamente entregue.
— Vem cá — disse ele, puxando-a para deitar de conchinha.
Olívia fechou os olhos, mas Liam ainda tinha mais algo a dizer.
— Antes da gente dormir… — disse, num tom sério — preciso te falar que conversei com a Bárbara quando você foi pegar suas coisas.
Os olhos de Olívia se abriram na hora e em seguida girou o corpo.
— Você ficou sozinho com ela?
— Fiquei no escritório. — respondeu sem culpa.
— Liam…!
Ele colocou a mão sobre a dela.
— Você não precisa ter ciúmes, mozão. Te avisei que teria essa conversa com ela. Não te encondi nada. Ela perguntou se poderia dar uma palavra comigo, então resolvi tudo.

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