Após o almoço eles caminharam até a praia para tirar fotos e gravar vídeos.
A areia branca parecia açúcar sob os pés, e o mar turquesa brilhava como se tivesse sido polido só para recebê-los. Olívia caminhava à frente, o vento brincando com seus cabelos, o biquíni minúsculo abraçando suas curvas e deixando Liam completamente louco. Não havia um único centímetro dela que ele não devorasse com os olhos.
Liam posicionou o celular e começou a gravá-la, caminhando atrás dela sem soltar sua mão, acompanhando cada passo como um predador pacífico.
— Meu Deus, Olívia… — a voz dele saiu rouca, baixa, cheia de admiração quente. — Estou vendo a verdadeira visão do paraíso. Como é que você consegue ser tão linda assim sem fazer esforço?
Olívia virou o rosto de leve, rindo com vergonha e prazer misturados.
— Liam… para.
— Nem se eu tentasse. — ele respondeu, mantendo a câmera focada nela, no balanço suave dos quadris, na pele iluminada pelo sol. — Não esqueci do que você falou na escada do avião. Vou cobrar hoje.
Ela riu, balançando a cabeça, mas não conseguiu evitar andar de forma mais sensual, provocando-o sem nem perceber o quanto.
Liam continuou gravando enquanto caminhavam, o som das ondas preenchendo os espaços entre as palavras não ditas.
Então, como se algo dentro dele precisasse de algo que nenhuma imagem conseguiria registrar, ele reduziu o passo.
— Olívia… — chamou, a voz baixa demais para ser casual. — O que você sente por mim, Mozão? — perguntou sem rodeios. Sem brincadeiras. Com a vulnerabilidade que ele só mostrava para ela.
Ela parou.
Sentiu o coração disparar. Virou-se devagar, deixando que o vento empurrasse seus cabelos para trás.
Olívia ergueu o queixo, abriu um pequeno sorriso e respondeu sem hesitar:
— E o que você sente por mim?
Queria ter dito outra coisa, mas o eu te amo… ela queria que viesse primeiro dele. E estava disposta a esperar.
Liam ficou imóvel. Os olhos dele a percorreram como se procurassem alguma fissura, algum medo, alguma dúvida. Mas tudo que encontrou foi calma. Certeza.
O vento soprou.
O mar silenciou.
Ele respirou fundo, desviou o olhar por um segundo, então engoliu seco e voltou a encará-la, controlado como sempre.
— Vamos tirar foto naquela pedra? — disse por fim, com um sorriso pequeno, quase imperceptível, mas carregado de algo que ela reconheceu muito bem.
Não era fuga.
Era promessa.
E, no fundo, Olívia entendeu que ele ainda não estava pronto para dizer em voz alta o que já gritava por dentro. Não naquele minuto. Não daquela forma. Mas estava chegando. E ela sentiu com a mesma clareza do sol batendo no mar, que quando ele dissesse, seria definitivo.

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