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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 144

Após o almoço eles caminharam até a praia para tirar fotos e gravar vídeos.

A areia branca parecia açúcar sob os pés, e o mar turquesa brilhava como se tivesse sido polido só para recebê-los. Olívia caminhava à frente, o vento brincando com seus cabelos, o biquíni minúsculo abraçando suas curvas e deixando Liam completamente louco. Não havia um único centímetro dela que ele não devorasse com os olhos.

Liam posicionou o celular e começou a gravá-la, caminhando atrás dela sem soltar sua mão, acompanhando cada passo como um predador pacífico.

— Meu Deus, Olívia… — a voz dele saiu rouca, baixa, cheia de admiração quente. — Estou vendo a verdadeira visão do paraíso. Como é que você consegue ser tão linda assim sem fazer esforço?

Olívia virou o rosto de leve, rindo com vergonha e prazer misturados.

— Liam… para.

— Nem se eu tentasse. — ele respondeu, mantendo a câmera focada nela, no balanço suave dos quadris, na pele iluminada pelo sol. — Não esqueci do que você falou na escada do avião. Vou cobrar hoje.

Ela riu, balançando a cabeça, mas não conseguiu evitar andar de forma mais sensual, provocando-o sem nem perceber o quanto.

Liam continuou gravando enquanto caminhavam, o som das ondas preenchendo os espaços entre as palavras não ditas.

Então, como se algo dentro dele precisasse de algo que nenhuma imagem conseguiria registrar, ele reduziu o passo.

— Olívia… — chamou, a voz baixa demais para ser casual. — O que você sente por mim, Mozão? — perguntou sem rodeios. Sem brincadeiras. Com a vulnerabilidade que ele só mostrava para ela.

Ela parou.

Sentiu o coração disparar. Virou-se devagar, deixando que o vento empurrasse seus cabelos para trás.

Olívia ergueu o queixo, abriu um pequeno sorriso e respondeu sem hesitar:

— E o que você sente por mim?

Queria ter dito outra coisa, mas o eu te amo… ela queria que viesse primeiro dele. E estava disposta a esperar.

Liam ficou imóvel. Os olhos dele a percorreram como se procurassem alguma fissura, algum medo, alguma dúvida. Mas tudo que encontrou foi calma. Certeza.

O vento soprou.

O mar silenciou.

Ele respirou fundo, desviou o olhar por um segundo, então engoliu seco e voltou a encará-la, controlado como sempre.

— Vamos tirar foto naquela pedra? — disse por fim, com um sorriso pequeno, quase imperceptível, mas carregado de algo que ela reconheceu muito bem.

Não era fuga.

Era promessa.

E, no fundo, Olívia entendeu que ele ainda não estava pronto para dizer em voz alta o que já gritava por dentro. Não naquele minuto. Não daquela forma. Mas estava chegando. E ela sentiu com a mesma clareza do sol batendo no mar, que quando ele dissesse, seria definitivo.

— Olha isso… — ela murmurou, observando o fundo transparente sob o caiaque. — Parece que a gente está voando. — Ela sorriu, sem conseguir desgrudar os olhos da água. — Sinceramente? De todas as viagens que já fiz… essa está sendo a melhor de todas.

— A minha também. — Liam respondeu, a voz baixa, cheia de certeza. Ele aproximou o rosto do dela, os olhos prendendo os dela como se o mundo desaparecesse ao redor.

— Nós ainda vamos caminhar por muitos lugares juntos, Olívia. — O polegar dele roçou o queixo dela com carinho possessivo. — E isso aqui… — murmurou, sem desviar o olhar — …é só o começo da nossa história.

Olívia riu baixinho, tocando a água com a ponta dos dedos para disfarçar o que sentiu.

O estômago deu um salto — borboletas, dezenas delas — e um calor suave subiu pelo rosto. A intensidade do olhar dele ainda a deixava um pouco envergonhada… daquele jeito bom, arrebatador, que ela não sabia controlar.

Por alguns minutos eles apenas ficaram ali, deslizando pela superfície calma, cercados por rochas gigantes, palmeiras e silêncio absoluto. Como se o mundo tivesse parado para eles.

O clima entre os dois ficou mais denso, quente, íntimo sem precisar de palavras.

Liam colocou o remo de lado e esticou a mão para o rosto dela, passando o polegar pela bochecha.

— Como pode isso? — Ele murmurou, a voz baixa, carregada daquela intensidade que só ele tinha. — Você me enfeitiçou com esse olhar… — Ele aproximou mais o rosto, o nariz quase roçando o dela. — E cada dia eu quero me perder mais neles.

O olhar dele desceu devagar para os lábios dela, como se fossem a coisa mais perigosa e necessária do mundo.

— Essa boca… — ele sorriu de lado, aquele sorriso lento que queimava a espinha dela. — …você não tem ideia do estrago que faz em mim. — A mão dele subiu até a nuca dela, firme, quente, possessiva na medida exata. — E eu penso nisso o tempo inteiro… — murmurou, aproximando ainda mais a boca da dela. — E agora, estou pensando no que vai acontecer quando eu tirar esse biquíni… e no jeito que você vai gemer o meu nome. — Os olhos dele estavam escuros, intensos, quase perigosos. — Eu não vivo mais sem você, Olívia. — disse, sem desviar o olhar nem por um segundo. — Não tem mais volta pra mim.

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