O caminho até o restaurante ficava sob a sombra suave de coqueiros altíssimos, que balançavam como se saudassem a chegada deles. O ar era quente, vivo, mas a brisa que vinha do mar acariciava a pele e tornava tudo mais leve, como se Seychelles, em sua generosidade natural, tivesse decidido recebê-los com carinho.
Liam caminhava ao lado de Olívia de mãos dadas, o polegar dele deslizando devagar sobre a pele dela, num gesto automático, possessivo e cúmplice. O som das ondas batendo ao longe se misturava ao canto dos pássaros, criando uma trilha sonora perfeita.
— Liam… olha isso… — disse ela, levando a mão livre ao peito, como se o coração tivesse saltado uma batida.
No cercado aberto, tartarugas gigantes de Aldabra caminhavam lentamente sob o sol, tão imponentes que pareciam criaturas ancestrais. Uma delas ergueu o pescoço comprido e virou a cabeça na direção deles, como se os reconhecesse, como se saudasse o casal.
Olívia deu dois passos à frente, maravilhada, aproximando-se das grades. Seus olhos brilharam como os de uma criança diante de um sonho antigo.
— Meu Deus… — ela levou a mão à boca, depois aos cabelos, empurrando-os para trás com cuidado. — Elas são enormes! E tão lindas! Eu nunca vi uma assim tão de perto. É completamente diferente do que ver em vídeo… — sua voz saiu embargada de encanto. — Esse lugar é… surreal.
Liam observava a expressão dela, sorrindo como quem se alimentava da felicidade alheia. Ele passou a mão na cintura dela, puxando-a suavemente para junto de si.
Olívia suspirou, apoiando-se brevemente no peito dele, como se precisasse de algo sólido para ancorar tanta emoção.
— Por isso eu sempre disse que minha lua de mel tinha que ser aqui. — murmurou, sem desviar os olhos das tartarugas. — Parece que Deus teve um carinho especial quando fez Seychelles. — Ela inclinou o rosto, franzindo os olhos em direção ao canto do cercado. — E olha lá… aquele casal. Eles estão acasalando… — ela riu baixinho, colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha, meio sem graça, meio fascinada.
Liam aproximou-se por trás dela e envolveu sua barriga com as mãos, num gesto quente, protetor, deliberadamente íntimo. Seu queixo tocou o ombro dela.
— Daqui a pouco somos nós… você vai delirar — murmurou contra a pele dela, a voz rouca descendo pela nuca como um arrepio que arrebatou cada centímetro do corpo de Olívia. Os joelhos dela quase cederam, e Liam sentiu o leve tremor que percorreu suas pernas.
Olívia mordeu o lábio inferior, lutando para manter o controle. O rubor subiu rápido, quente, marcando suas bochechas. Ela virou o rosto só um pouco para ele, o suficiente para sentir o hálito quente dele encostar em seu maxilar, mas sem coragem de encará-lo de frente. Sua mão apertou a dele com todos os dedos, firme, como se buscasse equilíbrio… e, ao mesmo tempo, entregasse toda a vulnerabilidade que Liam arrancava dela sem esforço algum.
— Eu vou dar uma folhinha pra ela… — murmurou, forçando-se a disfarçar, escapando dos braços dele com uma gracinha nervosa. Um passo para frente, cabelos caindo para frente quando ela se abaixou para pegar um dos ramos verdes oferecidos aos visitantes. — Todo mundo que vem aqui faz isso. Não vou perder isso por nada!
Ela ergueu a folhinha com delicadeza, os dedos tremendo levemente, ainda era efeito dele, e Liam sabia.
Quando ela se virou, encontrou o celular apontado para si. Liam havia levantado o aparelho com naturalidade calculada, filmando cada detalhe: o sorriso dela, o brilho nos olhos, o momento único.
Olívia tentou manter a pose forçando um sorrisinho que só deixava o rubor ainda mais evidente.
— Tira foto também, Mozão… — pediu, com um fio de voz que misturava empolgação e timidez. Ela jogou o cabelo para trás e posou para a câmera, mas o olhar denunciava tudo. Ela estava completamente tomada por ele… e adorava isso.
Liam sorriu atrás da câmera. Aquele sorriso carregado de admiração e desejo enquanto registrava o momento como se fosse um tesouro só deles.
Quando chegaram ao Old Pier Café, uma mesa já estava preparada especialmente para eles com toalha branca impecável, flores tropicais que pareciam vibrar sob a luz e uma sombra suave, acolhedora, bem à beira da água cristalina onde peixes coloridos passavam rápido demais para serem contados.
Liam passou a mão pelas costas dela, guiando-a com uma gentileza que sempre vinha acompanhada de um charme perigoso.
— Primeiro as damas, Senhora Holt. — disse com uma seriedade, mas com o olhar que fazia o coração dela perder o ritmo.

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