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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 149

Olívia sustentou o olhar dele por alguns segundos.

Havia ternura ali, mas também um constrangimento, que contrastava com a intensidade de minutos antes. Ela respirou fundo antes de falar, como se estivesse escolhendo cada palavra.

— Não é isso… — disse com honestidade, a voz mais baixa. — É só que… tudo ficou muito intenso. Eu provoquei, pedi pra você ir mais fundo… e eu adorei. — Ela desviou o olhar por um instante, claramente sem graça. — Mas você é… grande demais.

As bochechas dela coraram no mesmo instante em que percebeu o que tinha acabado de dizer.

Liam a observou por um segundo.

Então gargalhou.

Uma gargalhada solta, inesperada, que quebrou completamente o constrangimento dela.

— Está com vergonha do seu marido agora? — perguntou, ainda sorrindo, os olhos cheios de diversão e carinho.

Ela estreitou os olhos indignada.

— Qual é a graça, Liam? — perguntou, empurrando-o de leve.

O sorriso dele diminuiu, ficando mais sério, mais intenso. Ele se aproximou, a voz baixando naturalmente.

— Nenhuma. — respondeu. — Na intimidade, você é ousada… intensa. — O olhar dele escureceu por um breve segundo. — E logo depois fica tímida, quase sem saber onde colocar as mãos, o que dizer. — Um meio sorriso surgiu. — Essa mistura é exatamente o que me prende em você.

Olívia respirou fundo, sentindo o coração aquecer.

— Como você mesmo disse… — ela sorriu de leve. — Eu te enfeiticei.

Ele segurou a cintura dela.

— Enfeitiçou. — disse, a voz rouca, antes de depositar um beijo lento no ombro dela.

Ela riu e apoiou a mão no peito dele, sentindo a respiração já mais calma.

— Mozão… o que vamos fazer agora?

Liam passou o polegar no rosto dela.

— Vamos voltar pra ilha, descansar um pouco… — respondeu. — E à noite eu te levo pra jantar.

Olívia o olhou manhosa.

— Amor… podemos deixar o jantar pra amanhã? — pediu. — Hoje eu só queria assistir um filme com você.

Liam a olhou por um segundo a mais do que o normal. Não havia pressa no olhar.

Só decisão.

— Você quem manda, minha rainha.

Em Nova York, Edgar estacionou o carro em frente à mansão. O portão imponente à sua frente parecia menor do que o nó apertado em seu peito. Ele respirou fundo antes de pegar o celular e ligar.

O toque chamou duas vezes.

— Alô? — a voz dela soou fria, distante. — Quem está falando?

Edgar fechou os olhos por um segundo.

— Sou eu. — respondeu. — Estou te aguardando aqui em frente à mansão. Precisamos conversar. Desce.

Houve um breve silêncio do outro lado da linha. Então a risada de Laura veio curta, carregada de ironia.

— Oi pra você também, Edgar. — disse, venenosa. — Tudo bem com você? Teve algum problema em casa, doutor? — ela fez uma pausa calculada. — Agora que já realizou seu sonho, pode descartar a otária riquinha que está com você, né?

O maxilar dele se contraiu.

— Laura, por favor… — disse, tentando manter o controle. — Não é hora para seus deboches. Vamos conversar, loirinha. Temos muitas coisas para esclarecer.

Ela soltou uma risada sem humor.

— Não temos mais nada pra conversar. — respondeu, firme. — Segue seu caminho e some da minha vida sem se importar comigo… igual fez no passado. — A voz dela endureceu. — Você não me engana mais.

A ligação caiu.

Edgar encarou o celular por alguns segundos, incrédulo, e tentou ligar novamente.

Chamada recusada.

Ele contraiu o maxilar, olhando para a tela.

— Ela me bloqueou? — murmurou para si mesmo, sentindo que aquela conversa estava longe de terminar.

Ela sorriu, confiante.

— Adoro um perigo. — respondeu. — E você gosta de desafios difíceis.

Ele parou bem diante dela, inclinou o rosto só um pouco e entrou no jogo.

— Então hoje eu não vou assistir a um filme… — murmurou. — Vou desvendar um tesouro. Quais são as etapas?

Olívia inclinou a cabeça, avaliando com calma o efeito que já causava nele, e sorriu devagar — daquele jeito que fazia Liam perder qualquer senso de estratégia.

— A primeira etapa é simples. — disse, a voz tranquila, segura. — Você observa. Sem tocar. Aprende o caminho só com os olhos.

Ela deu dois passos para o lado, apontando discretamente para a cama.

— E vai fazer isso sentadinho ali. — completou, provocadora. — Pode voltar.

Liam a encarou por um segundo, intrigado, o canto da boca se erguendo num sorriso contido. Sem discutir, deu meia-volta e voltou a sentar, obedecendo ao jogo dela.

O olhar dele, porém, nunca deixou os dela.

Olívia deu passos lentos, girou de leve, consciente de cada movimento.

— A segunda… — continuou — é explorar com calma. Sem pressa. Descobrir onde eu arrepio, onde eu fecho os olhos, onde eu perco o controle.

Olívia tocou o peito dele de leve, só o suficiente para provocar.

— A terceira é atenção. — murmurou. — Porque o mapa muda conforme você avança. O que funciona num lugar… não funciona em outro.

Ela sorriu, maliciosa.

— E a última etapa… — fez uma pausa proposital, deixando ele preso — não é sobre chegar rápido ao tesouro.

Ela aproximou os lábios do ouvido dele, sem encostar.

— É sobre fazer com quem eu queira que permaneça ali. — completou. — Porque o verdadeiro prêmio não é encontrar… é fazer eu querer que você volte sempre.

Ela se afastou um passo, olhando direto nos olhos dele.

— E aí, Liam… — provocou. — Você acha que consegue?

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