Liam respirou fundo, aquele tipo de respiração pesada, profunda, que um homem faz quando tenta manter o controle… e falha aos poucos. O peito subiu devagar, os ombros tensionaram, e o olhar escureceu. Havia algo diferente ali: não era só desejo. Era rendição.
— Você adora acabar com a minha sanidade. — murmurou, a voz rouca, baixa demais para fingir controle.
Olívia deu um passo à frente. Apenas um.
O suficiente para que ele sentisse o perfume dela. O calor. A presença. Não o bastante para tocar.
Ela parou entre as pernas dele, inclinando-se um pouco, apoiando as mãos na cama. Os cabelos caíram levemente para frente, emoldurando o rosto. Perto demais. Perigoso demais.
— Eu adoro ver como você me deseja. — confessou, sem provocação exagerada, apenas verdade. — Como se eu fosse a única mulher do mundo.
— Você é única. — Liam respondeu sem hesitar.
Ele tentou beijá-la, movido por impulso, mas Olívia foi mais rápida. Afastou-se o suficiente para quebrar o gesto, mantendo o olhar firme no dele.
— Sem tocar, Mozão. — disse com suavidade… e autoridade.
Ela pegou o celular do criado mudo e o desbloqueou com calma.
— Alguma mulher… — começou, procurando a música em sua playlist — …já dançou exclusivamente pra você?
Liam engoliu em seco, os dedos fechando com força no colchão.
— Não. — respondeu, num tom grave, contido.
Olívia sorriu como quem já sabia.
— Já esperava por essa resposta. — disse, tranquila, satisfeita.
Ela tocou na tela. A música começou baixa, envolvente.
Os primeiros acordes de “Earned It” preencheram o quarto como um aviso silencioso. Não era só som, era clima. Era promessa.
Liam ficou imóvel na beira da cama, o corpo tenso, os ombros rígidos demais para alguém que costumava ter domínio absoluto de qualquer situação. O olhar, porém, o traía. Escuro. Preso. Faminto.
Olívia não disse nada.
Deixou que o ritmo tomasse o controle primeiro.
Ela começou devagar, como se estivesse apenas sentindo a música no próprio corpo. Um passo à frente. Outro para o lado. O quadril acompanhando o compasso de forma natural, consciente, sensual.
Liam inspirou fundo, aquele tipo de respiração que tenta manter o controle… e falha.
Ela girou de leve, deixando que o tecido da lingerie acompanhasse o movimento. Os dedos deslizaram pelos próprios braços, depois pela cintura, num gesto que não pedia permissão. Era convite e desafio ao mesmo tempo.
O olhar dela encontrou o dele.
Sustentou.
Sem pressa.
— Levanta. — ordenou baixo, sem elevar a voz.
Não foi um pedido.
Liam obedeceu.
Ficou de pé diante dela, tão perto que o perfume dela o envolvia, mas ainda fora de alcance. As mãos dele permaneceram tensas ao lado do corpo, visivelmente lutando contra o impulso.
Olívia se aproximou ainda mais e virou de costas para ele. Deslizou as mãos pelo próprio corpo enquanto descia lentamente até quase tocar o chão, depois voltou no mesmo movimento, calculado, roçando de propósito nas pernas dele. O bumbum dela tocou o amigão dele, de leve. O suficiente para incendiá-lo, pouco demais para permitir qualquer reação.
Ele fechou os olhos por um segundo.
— Senta e olha pra mim, Mozão. — ela disse, suave.
Liam obedeceu.
Ela sorriu.
A dança continuou mais próxima agora. Passos curtos. O corpo dela desenhando trajetórias ao redor dele, nunca oferecendo exatamente o que ele queria. Cada movimento parecia dizer você pode olhar, mas não pode tocar.
Olívia levou as mãos às alças da lingerie.

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