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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 150

Liam respirou fundo, aquele tipo de respiração pesada, profunda, que um homem faz quando tenta manter o controle… e falha aos poucos. O peito subiu devagar, os ombros tensionaram, e o olhar escureceu. Havia algo diferente ali: não era só desejo. Era rendição.

— Você adora acabar com a minha sanidade. — murmurou, a voz rouca, baixa demais para fingir controle.

Olívia deu um passo à frente. Apenas um.

O suficiente para que ele sentisse o perfume dela. O calor. A presença. Não o bastante para tocar.

Ela parou entre as pernas dele, inclinando-se um pouco, apoiando as mãos na cama. Os cabelos caíram levemente para frente, emoldurando o rosto. Perto demais. Perigoso demais.

— Eu adoro ver como você me deseja. — confessou, sem provocação exagerada, apenas verdade. — Como se eu fosse a única mulher do mundo.

— Você é única. — Liam respondeu sem hesitar.

Ele tentou beijá-la, movido por impulso, mas Olívia foi mais rápida. Afastou-se o suficiente para quebrar o gesto, mantendo o olhar firme no dele.

— Sem tocar, Mozão. — disse com suavidade… e autoridade.

Ela pegou o celular do criado mudo e o desbloqueou com calma.

— Alguma mulher… — começou, procurando a música em sua playlist — …já dançou exclusivamente pra você?

Liam engoliu em seco, os dedos fechando com força no colchão.

— Não. — respondeu, num tom grave, contido.

Olívia sorriu como quem já sabia.

— Já esperava por essa resposta. — disse, tranquila, satisfeita.

Ela tocou na tela. A música começou baixa, envolvente.

Os primeiros acordes de “Earned It” preencheram o quarto como um aviso silencioso. Não era só som, era clima. Era promessa.

Liam ficou imóvel na beira da cama, o corpo tenso, os ombros rígidos demais para alguém que costumava ter domínio absoluto de qualquer situação. O olhar, porém, o traía. Escuro. Preso. Faminto.

Olívia não disse nada.

Deixou que o ritmo tomasse o controle primeiro.

Ela começou devagar, como se estivesse apenas sentindo a música no próprio corpo. Um passo à frente. Outro para o lado. O quadril acompanhando o compasso de forma natural, consciente, sensual.

Liam inspirou fundo, aquele tipo de respiração que tenta manter o controle… e falha.

Ela girou de leve, deixando que o tecido da lingerie acompanhasse o movimento. Os dedos deslizaram pelos próprios braços, depois pela cintura, num gesto que não pedia permissão. Era convite e desafio ao mesmo tempo.

O olhar dela encontrou o dele.

Sustentou.

Sem pressa.

— Levanta. — ordenou baixo, sem elevar a voz.

Não foi um pedido.

Liam obedeceu.

Ficou de pé diante dela, tão perto que o perfume dela o envolvia, mas ainda fora de alcance. As mãos dele permaneceram tensas ao lado do corpo, visivelmente lutando contra o impulso.

Olívia se aproximou ainda mais e virou de costas para ele. Deslizou as mãos pelo próprio corpo enquanto descia lentamente até quase tocar o chão, depois voltou no mesmo movimento, calculado, roçando de propósito nas pernas dele. O bumbum dela tocou o amigão dele, de leve. O suficiente para incendiá-lo, pouco demais para permitir qualquer reação.

Ele fechou os olhos por um segundo.

— Senta e olha pra mim, Mozão. — ela disse, suave.

Liam obedeceu.

Ela sorriu.

A dança continuou mais próxima agora. Passos curtos. O corpo dela desenhando trajetórias ao redor dele, nunca oferecendo exatamente o que ele queria. Cada movimento parecia dizer você pode olhar, mas não pode tocar.

Olívia levou as mãos às alças da lingerie.

Continuou a dança.

Cada passo era uma provocação silenciosa. Cada giro, uma promessa não cumprida. Liam soltou um riso curto, rendido, sem tirar os olhos dela.

O peito de Liam subiu num impulso involuntário. Ele passou a mão pelos cabelos, soltando o ar devagar, como se estivesse se segurando para não avançar.

— Você vai acabar comigo.

— Não. — sussurrou. — Eu vou fazer você nunca mais esquecer quem te tirou do controle.

Liam estava completamente rendido. Os músculos tensos, o corpo inclinado para frente, as mãos fechadas. Não havia mais controle. Apenas desejo cru… e admiração.

Quando a última peça finalmente deslizou, Olívia permaneceu de costas por um instante, como se saboreasse o silêncio pesado que tomou o quarto.

Então girou o corpo apenas o suficiente, não por completo. O bastante para que ele visse o contorno do rosto, a linha do pescoço… e, sobretudo, os olhos dela encontrando os dele.

A respiração estava acelerada, consequência da dança, do controle, da entrega. O peito subia e descia num ritmo que denunciava o esforço e o prazer de comandar cada segundo daquele momento.

Havia confiança em cada gesto.

Presença.

Olívia não estava apenas provocando. Ela estava dona da cena. Dona dele.

Ela disse com a voz firme, ainda aquecida pela música e pelo movimento.

— O tesouro escondido do meu mapa, Liam… não está na superfície. — ela fez uma pausa breve, intensa. — Está no fundo. No seu coração. — sustentou o olhar dele, sem vacilar. — E eu já estou aí.

Liam se levantou num impulso contido, como se o corpo tivesse decidido antes da mente. Envolveu-a pela cintura e a puxou para perto, num abraço firme, protetor, que dizia mais do que qualquer resposta verbal. Um sorriso lento surgiu em seus lábios.

— Porque o fundo do seu coração é onde você deixa alguém permanecer quando não precisa mais se proteger… — continuou ela, fechando os olhos ao sentir os beijos dele começarem no pescoço, lentos, carregados de intenção. — E essa chave… — completou, suspirando — você já colocou na minha mão.

Ela se virou para ele, pousando as mãos no peitoral dele, sentindo o coração forte sob a pele.

— Você já me permitiu ficar. — disse, com a voz baixa e definitiva. — Eu já sou sua.

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