Bárbara sorriu novamente. Um sorriso perigoso.
— Engraçado você dizer isso… — comentou. — Acabei de voltar da empresa. — cruzou os braços. — Estávamos numa reunião bem íntima sobre uma nova campanha. — piscou. — Eu vou ser a modelo da propaganda da Trident. Como sempre. — Aproximou-se do ouvido de Olívia. — Ele estava insaciável. Como sempre. Suguei muito o amigão dele. Ele adora minha boca. — sussurrou. — Estava usando a cueca boxer preta que eu dei de presente pra ele. — Endireitou-se, satisfeita. — Boa tarde, querida.
Olívia não respondeu. Apenas passou por ela, a mala firme na mão, a postura intacta.
Mas, por dentro, a guerra tinha acabado de começar.
Uma semana havia se passado. A clínica veterinária estava em pleno funcionamento naquela manhã. O cheiro suave de antisséptico, o som distante de latidos e miados, recepcionistas atendendo tutores ansiosos. Tudo seguia o ritmo comum de quem cuida de vidas que não sabem pedir ajuda com palavras.
Marcela entrou pela porta de vidro segurando a mão de Luna. A menina caminhava devagar, o rostinho abatido, os olhos grandes marejados. Apertava contra o peito uma pequena coleira rosa.
— Mamãe… — a voz saiu trêmula. — A Meg vai ficar boa, né? — fungou. — Eu não quero que minha cachorrinha morra…
Marcela se abaixou à frente da filha, tentando manter o controle, mesmo com o próprio peito apertado.
— Vai dar tudo certo, meu amor. — respondeu, forçando calma. — A veterinária é muito boa.
Nesse instante, Laura atravessava a recepção com uma prancheta nas mãos, conferindo exames e conversando com uma auxiliar. A frase morreu na garganta.
O corpo travou.
O olhar foi direto para a menina… depois subiu lentamente até a mulher. O coração deu um salto seco no peito.
— Marcela? — chamou, surpresa contida, a voz profissional, mas rígida demais para ser casual.
Marcela se levantou devagar e virou-se. Os olhares se cruzaram. Por um segundo, o tempo pareceu suspenso.
— Laura… — respondeu Marcela, fria, avaliando-a com um meio sorriso que não chegava aos olhos. — Que coincidência.
Luna olhou de uma para a outra, confusa, apertando ainda mais a cadelinha.
— Mamãe… — sussurrou. — É a moça da loja?
Laura abaixou o olhar imediatamente para a menina. E algo dentro dela se partiu… e se reorganizou ao mesmo tempo.
— Oi… Princesa. — disse, agachando-se para ficar na altura de Luna, a voz suave apesar do nó na garganta. — Você deve ser a Luna.
A menina assentiu.
— Minha cachorrinha está doente… — disse baixinho. — Ela chama Meg.
Laura respirou fundo, escolhendo cada palavra.
— A Meg será muito bem cuidada. — garantiu, com doçura. — Aqui a gente trata os bichinhos como parte da família, tá bom?
Luna pareceu relaxar um pouco. Marcela observava a cena com o maxilar travado.
— Vim porque me indicaram a clínica. — disse, seca. — Não sabia que era sua.
Laura se levantou devagar, retomando a postura firme de veterinária responsável.
— Aqui, a prioridade é o animal. — respondeu, objetiva. — Independentemente de qualquer coisa pessoal.
O silêncio entre as duas era denso. Laura fez um gesto discreto em direção ao corredor clínico, retomando o tom profissional.
— Vamos para a sala de atendimento. — disse, olhando para a menina. — Eu mesma vou cuidar da Meg, Luna.
A garota assentiu, enquanto Marcela a acompanhava em silêncio. Minutos depois, na sala, Laura colocava as luvas enquanto a auxiliar posicionava a cadela sobre a mesa. Meg estava abatida, respirando com dificuldade, os olhos opacos.
Laura passou as mãos com cuidado pelo corpo do animal, examinando gengivas e temperatura. O rosto permanecia concentrado, sério.
Não olhou para Edgar. Marcela puxou a filha com delicadeza.
— Vamos, querido. — disse. — A Luna precisa de você.
Eles se encaminharam para fora da sala. No corredor, Edgar segurou o braço de Marcela, inclinando-se para falar baixo, apenas para ela ouvir.
— Você fez isso de propósito.
Marcela puxou o braço, irritada.
— Eu não sabia que essa clínica era dela. — respondeu entre os dentes. — Se soubesse, não teria pisado aqui.
Edgar respirou fundo e se abaixou diante da filha.
— Filha, vai indo com a mamãe. — disse com suavidade, depositando um beijo no rosto dela. — Papai já volta.
Ele se levantou e Marcela segurou o braço dele com força.
— Onde você pensa que vai?
Edgar respondeu no mesmo tom baixo, firme.
— Eu não te devo satisfação. — disse e puxou o braço.
Edgar esperou as duas se afastarem. Então voltou pelo corredor. A auxiliar passava empurrando a maca com Meg em direção à internação. Edgar acompanhou o movimento com o olhar… e entrou novamente na sala.
Fechou a porta. Girou a chave. O clique ecoou alto demais. Laura virou-se de imediato, o coração disparando.
— O que você pensa que está fazendo, Edgar?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Postem os novos capítulos, já faz duas semanas que não postam nada , ou será que o livro vai ficar incompleto...
por favor postem os outros capítulos, já tem alguns dias e não postam nada...
Volta a liberar 3 por dia...
Nao postam mais como antes 3 por dia ai comprar nao da....
E vai postar o restante quando, não tem capítulo diário, não tem semanal, será agora mensal. Afff viu...
514 libera mais.........
Podia liberar td livro....
Eu fiquei 15 dias pensei noss vai ter um mont2 de páginas pea mim devorar tinha somente 5 páginas. Desumano com quem tem ansiedade kkkkk...
Ansiosa pelo capítulo 530 , será que vai ser postado hoje , pq semana passada foi postado no domingo...
Super ansiosa estou no capitulo 512. So ue estão demorando muito pra soltar novos...