Ísis virou o rosto para ele, ainda sorrindo, os olhos cheios de brilho. Deu um leve empurrãozinho no peito dele, brincalhona.
— Você me surpreendeu… conquistador barato.
Ele gargalhou, jogando a cabeça levemente para trás, completamente encantado com ela. Depois voltou a encará-la, erguendo uma sobrancelha, fingindo impaciência.
— Estou aguardando a sua resposta. — disse, apertando suavemente a cintura dela, como se não quisesse soltá-la de jeito nenhum.
Ísis virou-se de frente para ele. Apoiou as mãos no peitoral dele, sentindo o coração forte, acelerado sob os dedos. Respirou fundo antes de responder.
— Aceito.
O sorriso de Alex foi imediato, aberto, genuíno. Ele levou as mãos ao rosto dela com cuidado e a beijou.
Foi um beijo lento, profundo, cheio de intenção. Nada apressado. Nada exigente. Apenas a promessa silenciosa de algo que estava começando. O primeiro beijo deles tinha gosto de escolha, de entrega consciente.
Quando se afastaram, ainda próximos demais, ele sorriu de lado, confiante.
— Eu sabia que você não ia resistir ao meu charme.
Ísis riu, negando com a cabeça. Levantou um dedo e apontou para ele, fingindo repreensão.
— Está se achando demais, senhor conquistador. Muito cuidado, hein…
Ela se virou novamente para o mar, mas Alex não a deixou ir longe. Voltou a abraçá-la por trás, beijou seu pescoço outra vez, passando o nariz pela pele sensível, fazendo-a arrepiar de novo.
A mão dele deslizou com carinho por baixo da blusa, apenas o suficiente para aquecê-la.
— Deixa eu te esquentar em outro lugar… — murmurou.
— Alex… — ela começou.
Ele a interrompeu com suavidade.
— Vamos tentar, amor. — disse, sincero. — Eu quero você. E sei que você me quer também. Tenho te respeitado esse tempo todo… e vou continuar respeitando. Se em algum momento ficar desconfortável, eu paro. A gente espera mais um pouco.
Ísis virou-se para ele, os olhos cheios de emoção e lágrimas.
— Promete que vai ser paciente?
— É o que eu tenho sido desde o dia em que te conheci. — respondeu, sem hesitar. — E isso não vai mudar, minha Preta.
Ela sorriu.
Alex entrelaçou os dedos aos dela e a conduziu dali, caminhando juntos.
No hotel luxuoso, Alex conduziu Ísis pelo corredor silencioso até a suíte. Assim que a porta se fechou atrás deles, o ambiente revelou-se amplo, elegante, envolto por uma iluminação suave que parecia ter sido pensada para desacelerar o mundo. Cortinas longas, cama ampla, lençóis claros. Tudo respirava conforto e privacidade.
Ísis parou por um instante, absorvendo o espaço. Alex a observava em silêncio, como se quisesse guardar cada reação.
— É lindo… — ela murmurou. — Pensei que iríamos para sua cobertura.
Ele se aproximou devagar, sem pressa alguma. Tocou o rosto dela com a ponta dos dedos, como quem pede permissão antes de qualquer coisa.

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