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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 173

Alex riu baixo, como quem entendia perfeitamente a tentativa dela de mudar o foco.

— Vamos. — disse apenas.

De volta à mesa, os pratos começaram a chegar. A apresentação era impecável. O aroma envolveu o espaço entre eles, quente e convidativo. Comeram devagar, conversando entre uma garfada e outra. Risos contidos, histórias soltas, provocações sutis que vinham e iam com naturalidade.

Alex estava completamente à vontade, recostado na cadeira, ombros relaxados. Ísis, ao contrário, parecia uma pilha de nervos tentando se manter firme. O coração dela batia mais rápido do que gostaria de admitir.

Em determinado momento, ele apoiou o cotovelo na mesa e levou a mão ao queixo, observando-a por alguns segundos antes de falar, como se escolhesse bem as palavras.

— Minha mãe está querendo te conhecer.

Ísis quase engasgou. O garfo parou no meio do caminho.

— O quê? — arregalou os olhos, pousando o talher com cuidado demais. — Como assim… me conhecer? Alex!

Ele riu, baixo, genuinamente divertido com a reação. Ergueu as mãos num gesto calmo.

— Ei… calma. — disse com um meio sorriso. — Não estou te pedindo em casamento. Ainda. — Fez uma pausa breve, deixando a provocação no ar antes de continuar. — Mas ela sabe que você existe. Tenho uma relação muito aberta com a minha mãe. Não costumo esconder as coisas dela.

Ísis levou a mão ao peito, dramática, mas o riso que escapou era nervoso.

— Meu Deus… — murmurou, soltando o ar devagar. — Isso está ficando sério mesmo.

Alex inclinou-se um pouco para a frente. O tom dele mudou, ficou mais baixo, firme. O sorriso cedeu espaço a algo sério, comprometido. Ele manteve o olhar preso ao dela.

— Ísis, eu fui muito claro desde o começo. — disse, sem rodeios. — Eu quero algo sério com você. De verdade. Não estou brincando. — Fez um pequeno gesto com a mão, como quem organiza os próprios pensamentos. — Não sou desses caras que ficam enrolando, prometendo futuro enquanto fogem de compromisso. Já me envolvi com muitas mulheres, não vou fingir que não… — deu de ombros, honesto. — Mas nunca menti para nenhuma delas. — A voz dele ficou mais cuidadosa. — E se tem uma coisa que eu não aceito, é relacionamento de mentira. Não entra na minha cabeça pagar para ter alguém ao meu lado. Vínculos comprados, contratos de casamento, namoro de aluguel… — balançou a cabeça de leve. — Não é quem eu sou.

Alex parou, observando a reação dela, como se medisse cada palavra.

— Então você é contra pessoas que trabalham fingindo ser namorada ou esposa de aluguel? — Ísis perguntou, com receio.

Alex não desviou o olhar.

— Sou contra quem oferece e contra quem paga por esse tipo de acordo. — respondeu, convicto. — Nunca apoiei o Liam pagar acompanhante de luxo nem ter feito um casamento por contrato com a Olívia. Ainda bem que eles se acertaram. Porque, na maioria das vezes, o fim é trágico. — Ele respirou fundo antes de concluir. — Eu prefiro a verdade, mesmo quando, lá na frente, o casal não fica junto. O importante é que tentaram. Temos que ser maduros para entender que relacionamentos podem dar certo… ou não. E, se alguém precisar de companhia, que leve alguém com quem tenha algo real, um relacionamento casual, uma amizade. Não algo comprado.

Ísis engoliu seco. O sorriso tinha desaparecido. Por um instante, desviou o olhar, os dedos apertando levemente o guardanapo sobre o colo. Aquela fala tinha tocado fundo. E isso a desarmou mais do que qualquer acusação faria.

O silêncio entre eles durou apenas alguns segundos, mas foi pesado o suficiente para dizer muito. Alex não desviou o olhar. Apenas esperou.

— Uau… isso foi quase um discurso moral completo. — brincou, tentando aliviar. Depois, o tom suavizou. — Mas eu entendo o seu ponto.

Ísis respirou fundo, como se segurasse algo maior do que queria dizer. O olhar se perdeu por um instante.

— Só acho que nem tudo na vida é tão simples quanto parece de fora. — Ergueu os olhos para ele, firme por um segundo. — Algumas escolhas não são sobre caráter. São sobre… circunstâncias. — A pausa veio pesada. — Nem todo mundo entra em certas coisas porque quer enganar alguém. Às vezes… é sobrevivência.

Ela ergueu a taça, num gesto discreto, quase como quem fecha uma porta.

— E, no fim, acho que todo mundo já fez coisas que não repetiria se tivesse tido outra escolha.

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