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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 193

Alex virou-se no instante em que ouviu aquela voz inconfundível e sentiu o toque familiar no braço. O sorriso veio antes mesmo de enxergar o rosto.

— Mãe… — disse, envolvendo-a num abraço apertado. — A senhora disse que só chegaria daqui a uma semana. Como foi o vôo?

Savana retribuiu o abraço com a mesma intensidade, em seguida, segurou o rosto do filho entre as mãos como se precisasse confirmar que ele estava ali.

— O vôo foi tranquilo e eu quis fazer uma surpresa. — respondeu, sorrindo. — E você realmente achou que eu perderia as bodas do Frederico e da Olga? Isso é raridade hoje em dia.

Alex soltou uma risada baixa, balançando a cabeça.

— A senhora sempre consegue me surpreender. — disse, inclinando-se para beijar o rosto dela com carinho. — Seja bem-vinda. Te amo, minha rainha.

Então, com um gesto natural, ele se virou, estendendo a mão na direção de Ísis. O olhar estava diferente. Mais firme. Mais decidido.

— Mãe… essa é a Ísis. — disse, sem hesitar. — A mulher com quem eu vou viver até o último dia da minha vida.

O mundo de Ísis pareceu desacelerar por um segundo. Savana a observou com atenção genuína antes de se aproximar e envolvê-la num abraço caloroso.

— Minha filha… — disse, emocionada. — Que bom finalmente conhecer, pessoalmente, a mulher que conquistou o coração do meu filho. — sorriu, com os olhos marejados. — Eu já estava triste, achando que nunca seria avó.

Ela se afastou apenas o suficiente para olhar Ísis com cuidado, avaliando cada detalhe com carinho.

— Você é muito linda. — comentou, sincera. — Meu filho não exagerou nem um pouco. — sorriu, cúmplice. — Já estou até imaginando meu netinho… essa mistura de vocês dois vai dar trabalho.

Ísis forçou um sorriso, sentindo o estômago se contrair. Savana inclinou levemente a cabeça, como se algo tivesse lhe chamado a atenção.

— Engraçado… — disse, pensativa. — Parece até que nós já nos conhecemos.

Alex apertou de leve a mão de Ísis, orgulhoso.

— Isso acontece quando existe conexão, mãe. — respondeu. — E, pra mim, é a prova de que estou com a pessoa certa. — olhou para as duas. — Os dois grandes amores da minha vida se deram bem. Sou um homem de sorte.

Ísis sentiu o chão fugir. O sorriso se desfez lentamente. Ela respirou fundo, dando um passo para trás.

— Eu… — começou, a voz falhando. — Eu preciso ir embora.

Alex não soltou a mão dela. Pelo contrário, entrelaçou os dedos aos dela, sentindo o tremor que ela tentava esconder.

— Como assim? — murmurou. — Eu não entendi… — a voz saiu baixa, confusa.

Ísis não respondeu com palavras. Apenas levou a mão ao vestido, erguendo-o discretamente. O vermelho já escorria pelas pernas, inegável.

O silêncio caiu pesado.

Alex foi o primeiro a reagir. O rosto perdeu a cor no mesmo instante. Ele levou a mão ao bolso do paletó com um movimento rápido, quase automático, puxando um lenço de linho.

Ajoelhou-se diante dela sem se importar com quem via, com a festa, com nada além daquele instante.

Savana a analisou por alguns segundos. Cruzou as mãos à frente do corpo, dividida entre o instinto de mãe e a lucidez daquela mulher à sua frente.

— Tem certeza, minha filha? — perguntou, aproximando-se um pouco mais, o tom suave, mas atento. A mão pousou de leve no antebraço de Ísis, num gesto protetor.

Ísis assentiu, mesmo com o corpo trêmulo. Endireitou os ombros como quem se recusa a cair.

— Tenho sim, sogra. — respondeu, firme. — Eu só preciso de um bom banho… — fez uma breve pausa, respirando fundo — …do meu remédio, que tomo sempre antes de dormir… e da minha cama.

Savana suspirou, vencida. O olhar carregava preocupação, mas também respeito.

— Então vá com cuidado. — disse, segurando a mão do filho com firmeza. — E me mande notícias, Alex. Assim que chegarem.

Alex assentiu em silêncio. O maxilar estava tenso, o corpo já em modo de proteção absoluta. Não disse nada. Apenas puxou Ísis para um abraço firme, silencioso, como quem promete cuidar… e saiu com ela.

O carro deslizou pelas ruas envolto num silêncio denso demais para ser confortável. Ísis estava virada para a janela, o rosto iluminado intermitentemente pelas luzes, os olhos perdidos em algum ponto que não estava do lado de fora, mas dentro.

Alex dirigia atento demais para parecer calmo. As mãos firmes no volante, o maxilar travado, a respiração controlada. Foi Ísis quem quebrou o silêncio. Sem virar o rosto.

— Acho que vou sujar seu carro… — disse baixo. — Mesmo sentando em cima do seu paletó. — engoliu em seco. — Estou sentindo descer de novo.

Alex nem piscou.

— Isso é o de menos. — respondeu, imediato. — Eu mando trocar o estofado… ou compro outro carro.

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