Alex virou-se no instante em que ouviu aquela voz inconfundível e sentiu o toque familiar no braço. O sorriso veio antes mesmo de enxergar o rosto.
— Mãe… — disse, envolvendo-a num abraço apertado. — A senhora disse que só chegaria daqui a uma semana. Como foi o vôo?
Savana retribuiu o abraço com a mesma intensidade, em seguida, segurou o rosto do filho entre as mãos como se precisasse confirmar que ele estava ali.
— O vôo foi tranquilo e eu quis fazer uma surpresa. — respondeu, sorrindo. — E você realmente achou que eu perderia as bodas do Frederico e da Olga? Isso é raridade hoje em dia.
Alex soltou uma risada baixa, balançando a cabeça.
— A senhora sempre consegue me surpreender. — disse, inclinando-se para beijar o rosto dela com carinho. — Seja bem-vinda. Te amo, minha rainha.
Então, com um gesto natural, ele se virou, estendendo a mão na direção de Ísis. O olhar estava diferente. Mais firme. Mais decidido.
— Mãe… essa é a Ísis. — disse, sem hesitar. — A mulher com quem eu vou viver até o último dia da minha vida.
O mundo de Ísis pareceu desacelerar por um segundo. Savana a observou com atenção genuína antes de se aproximar e envolvê-la num abraço caloroso.
— Minha filha… — disse, emocionada. — Que bom finalmente conhecer, pessoalmente, a mulher que conquistou o coração do meu filho. — sorriu, com os olhos marejados. — Eu já estava triste, achando que nunca seria avó.
Ela se afastou apenas o suficiente para olhar Ísis com cuidado, avaliando cada detalhe com carinho.
— Você é muito linda. — comentou, sincera. — Meu filho não exagerou nem um pouco. — sorriu, cúmplice. — Já estou até imaginando meu netinho… essa mistura de vocês dois vai dar trabalho.
Ísis forçou um sorriso, sentindo o estômago se contrair. Savana inclinou levemente a cabeça, como se algo tivesse lhe chamado a atenção.
— Engraçado… — disse, pensativa. — Parece até que nós já nos conhecemos.
Alex apertou de leve a mão de Ísis, orgulhoso.
— Isso acontece quando existe conexão, mãe. — respondeu. — E, pra mim, é a prova de que estou com a pessoa certa. — olhou para as duas. — Os dois grandes amores da minha vida se deram bem. Sou um homem de sorte.
Ísis sentiu o chão fugir. O sorriso se desfez lentamente. Ela respirou fundo, dando um passo para trás.
— Eu… — começou, a voz falhando. — Eu preciso ir embora.
Alex não soltou a mão dela. Pelo contrário, entrelaçou os dedos aos dela, sentindo o tremor que ela tentava esconder.
— Como assim? — murmurou. — Eu não entendi… — a voz saiu baixa, confusa.
Ísis não respondeu com palavras. Apenas levou a mão ao vestido, erguendo-o discretamente. O vermelho já escorria pelas pernas, inegável.
O silêncio caiu pesado.
Alex foi o primeiro a reagir. O rosto perdeu a cor no mesmo instante. Ele levou a mão ao bolso do paletó com um movimento rápido, quase automático, puxando um lenço de linho.
Ajoelhou-se diante dela sem se importar com quem via, com a festa, com nada além daquele instante.


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