Laura respirou fundo antes de responder.
— Então eu espero. — Laura respondeu com calma. — Amor de verdade não força, não grita e não impõe. Ele é construído todos os dias. Seu pai me ama desde antes de você existir… e nunca te abandonou. E não vai ser agora que isso vai acontecer.
— E se você for embora e largar meu papai pra ele ficar só comigo?
— Impossível. — Laura sorriu. — Não tem como mais nenhum dois ir embora, nos amamos. Mas se um dia você precisar de espaço… eu respeito sem ter que largar seu pai.
Luna respirou fundo.
— Você não é feia, tia… — disse baixinho. — Eu falei porque fiquei com raiva.
Edgar sentiu uma lágrima escapar.
— Eu sei. — Laura assentiu. — O medo às vezes fala mais alto. E ainda tem as influências.
Luna mexeu na boneca, depois levantou o olhar.
— A princesa e o plebeu… — murmurou — é a senhora e o meu papai, né tia?
Laura sorriu, emocionada.
— Seu pai tinha razão. Você é muito inteligente. — acariciou o bracinho de Luna. — Essa história é do seu pai comigo, sim. Nos amamos desde crianças. E eu espero que você tenha um amor assim… mas sem partes tristes.
Luna sorriu e, de repente, a abraçou forte.
— Me desculpa, tia… — disse. — Eu não quero ver meu papai triste.
Laura retribuiu o abraço, com lágrimas nos olhos.
— Está desculpada, Luninha. — sussurrou. — E eu prometo cuidar de você… sem tirar o lugar da sua mãe.
Nesse instante, a porta se abriu devagar.
— Eu também quero participar desse abraço… — disse Edgar, com a voz embargada.
Os três se envolveram num abraço silencioso.
— Vamos tomar café em família? — Laura perguntou, sorrindo entre lágrimas.
Na parte da tarde, Laura, Edgar e Luna estavam espalhados pelo tapete da sala, controles de videogame nas mãos. A televisão exibia cores vibrantes enquanto risadas preenchiam o ambiente.
— Tia… — Luna disse, sem tirar os olhos da tela, os dedinhos rápidos nos botões. — A senhora é muito ruim nesse jogo. Eu e meu pai ganhamos de novo!
Laura fingiu indignação. Jogou o controle de lado, levou a mão ao peito e fez uma expressão dramática.
— Querida, fique sabendo que eu deixei vocês ganharem. — arqueou a sobrancelha, divertida. — Sou uma mulher generosa. Dou chances aos mais fracos.
Luna riu alto.
— Mentiraaa! — disse, sacudindo o controle no ar, provocativa, e fez uma careta divertida.
Edgar se inclinou discretamente para Laura, aproximando a boca do ouvido dela. A voz saiu baixa, provocativa.
— No videogame você até perde… — murmurou. — Mas na cama você vence todos os joguinhos. Me deixa completamente rendido.
Laura virou o rosto devagar para ele, lançando um olhar carregado de falsa reprovação. Apertou os lábios para conter o sorriso e balançou a cabeça de leve.
— Edgar… — disse, em tom de censura suave, mais divertida do que realmente brava.
Antes que dissesse qualquer coisa, a campainha tocou.
Laura piscou algumas vezes, surpresa, e levou o olhar automaticamente em direção à porta. Endireitou o corpo no tapete e apoiou uma das mãos no sofá.
— Você está esperando alguém, amor? — perguntou, inclinando levemente a cabeça, curiosa.
— Obrigado por nos receber assim, de última hora. — disse Liam, batendo de leve nas costas dele.
— Não precisa agradecer. — Edgar respondeu, com tranquilidade. — Somos uma família.
Ele então virou-se para Olivia, inclinando levemente a cabeça, em tom brincalhão.
— Seja bem-vinda, cupido.
Olivia sorriu largo, levando a mão ao peito, teatral.
— Sou uma romântica incurável. — declarou, piscando de leve, como quem assume o título com orgulho.
— Vamos entrar, gente — Laura disse, animada, abrindo passagem com um gesto leve da mão. — Aqui não precisa de formalidade. Continuo a mesma… só com um pouquinho mais de responsabilidade.
Todos caminharam até o sofá. Edgar aproximou-se de Luna, pousou a mão com carinho no ombro da menina e sorriu, visivelmente orgulhoso.
— Essa é a minha princesa, Luna. — disse, e inclinou-se um pouco para ficar à altura dela. — Filha — continuou — esses são o tio Liam, irmão da Laura, e a tia Olivia, esposa dele. — Ele olhou rapidamente para Olivia e completou, com um sorriso afetuoso. — Ela está esperando um bebê.
Luna arregalou os olhos, levando a mãozinha à boca, empolgada.
— Papai… quando o senhor vai me dar um irmãozinho? — perguntou curiosa, olhando diretamente para ele, os olhos brilhando de expectativa.
O clima pesou. Os olhares se cruzaram, e o silêncio pairou por um breve instante.
Edgar se abaixou à frente da filha, apoiando uma das mãos no joelho e cobrindo a mãozinha dela com a outra. O sorriso veio calmo, seguro, carregado de promessa.
— Muito em breve, filha — disse em tom sereno, passando o polegar de leve sobre os dedos pequenos dela. — No tempo certo.
Antes que qualquer constrangimento se alongasse, Olivia foi rápida em quebrar o clima. Aproximou-se de Luna com leveza e estendeu uma bolsa delicada, colorida.
— Luna… — disse com doçura, abaixando-se um pouco para ficar na altura dela — você é muito linda. Esse presente é pra você.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Nem uma atualizaçãozinha, tem gente chorando aqui 🥲...
Os capítulos estão demorando muito pra liberar...
Já tem 3 dias que não libera os capítulos...
Está apresentando erro. "Error! An error occurred. Please try again later."...
Posta logo...
Liberem os próximos capítulos, estou extremamente ansiosa pra saber o desfecho, cada dia esse livro esta melhor....
Nossa que desfecho maravilhoso da Isís iurulll...
Libera mais páginas estou ansiosa . Apaixonada por cada capitulo...
Libera mais capítulos..... sofro de ansiedade kkkkk...
Eu não consigo colocar crédito. Já tentei 3 cartões...