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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 229

Laura respirou fundo antes de responder.

— Então eu espero. — Laura respondeu com calma. — Amor de verdade não força, não grita e não impõe. Ele é construído todos os dias. Seu pai me ama desde antes de você existir… e nunca te abandonou. E não vai ser agora que isso vai acontecer.

— E se você for embora e largar meu papai pra ele ficar só comigo?

— Impossível. — Laura sorriu. — Não tem como mais nenhum dois ir embora, nos amamos. Mas se um dia você precisar de espaço… eu respeito sem ter que largar seu pai.

Luna respirou fundo.

— Você não é feia, tia… — disse baixinho. — Eu falei porque fiquei com raiva.

Edgar sentiu uma lágrima escapar.

— Eu sei. — Laura assentiu. — O medo às vezes fala mais alto. E ainda tem as influências.

Luna mexeu na boneca, depois levantou o olhar.

— A princesa e o plebeu… — murmurou — é a senhora e o meu papai, né tia?

Laura sorriu, emocionada.

— Seu pai tinha razão. Você é muito inteligente. — acariciou o bracinho de Luna. — Essa história é do seu pai comigo, sim. Nos amamos desde crianças. E eu espero que você tenha um amor assim… mas sem partes tristes.

Luna sorriu e, de repente, a abraçou forte.

— Me desculpa, tia… — disse. — Eu não quero ver meu papai triste.

Laura retribuiu o abraço, com lágrimas nos olhos.

— Está desculpada, Luninha. — sussurrou. — E eu prometo cuidar de você… sem tirar o lugar da sua mãe.

Nesse instante, a porta se abriu devagar.

— Eu também quero participar desse abraço… — disse Edgar, com a voz embargada.

Os três se envolveram num abraço silencioso.

— Vamos tomar café em família? — Laura perguntou, sorrindo entre lágrimas.

Na parte da tarde, Laura, Edgar e Luna estavam espalhados pelo tapete da sala, controles de videogame nas mãos. A televisão exibia cores vibrantes enquanto risadas preenchiam o ambiente.

— Tia… — Luna disse, sem tirar os olhos da tela, os dedinhos rápidos nos botões. — A senhora é muito ruim nesse jogo. Eu e meu pai ganhamos de novo!

Laura fingiu indignação. Jogou o controle de lado, levou a mão ao peito e fez uma expressão dramática.

— Querida, fique sabendo que eu deixei vocês ganharem. — arqueou a sobrancelha, divertida. — Sou uma mulher generosa. Dou chances aos mais fracos.

Luna riu alto.

— Mentiraaa! — disse, sacudindo o controle no ar, provocativa, e fez uma careta divertida.

Edgar se inclinou discretamente para Laura, aproximando a boca do ouvido dela. A voz saiu baixa, provocativa.

— No videogame você até perde… — murmurou. — Mas na cama você vence todos os joguinhos. Me deixa completamente rendido.

Laura virou o rosto devagar para ele, lançando um olhar carregado de falsa reprovação. Apertou os lábios para conter o sorriso e balançou a cabeça de leve.

— Edgar… — disse, em tom de censura suave, mais divertida do que realmente brava.

Antes que dissesse qualquer coisa, a campainha tocou.

Laura piscou algumas vezes, surpresa, e levou o olhar automaticamente em direção à porta. Endireitou o corpo no tapete e apoiou uma das mãos no sofá.

— Você está esperando alguém, amor? — perguntou, inclinando levemente a cabeça, curiosa.

— Obrigado por nos receber assim, de última hora. — disse Liam, batendo de leve nas costas dele.

— Não precisa agradecer. — Edgar respondeu, com tranquilidade. — Somos uma família.

Ele então virou-se para Olivia, inclinando levemente a cabeça, em tom brincalhão.

— Seja bem-vinda, cupido.

Olivia sorriu largo, levando a mão ao peito, teatral.

— Sou uma romântica incurável. — declarou, piscando de leve, como quem assume o título com orgulho.

— Vamos entrar, gente — Laura disse, animada, abrindo passagem com um gesto leve da mão. — Aqui não precisa de formalidade. Continuo a mesma… só com um pouquinho mais de responsabilidade.

Todos caminharam até o sofá. Edgar aproximou-se de Luna, pousou a mão com carinho no ombro da menina e sorriu, visivelmente orgulhoso.

— Essa é a minha princesa, Luna. — disse, e inclinou-se um pouco para ficar à altura dela. — Filha — continuou — esses são o tio Liam, irmão da Laura, e a tia Olivia, esposa dele. — Ele olhou rapidamente para Olivia e completou, com um sorriso afetuoso. — Ela está esperando um bebê.

Luna arregalou os olhos, levando a mãozinha à boca, empolgada.

— Papai… quando o senhor vai me dar um irmãozinho? — perguntou curiosa, olhando diretamente para ele, os olhos brilhando de expectativa.

O clima pesou. Os olhares se cruzaram, e o silêncio pairou por um breve instante.

Edgar se abaixou à frente da filha, apoiando uma das mãos no joelho e cobrindo a mãozinha dela com a outra. O sorriso veio calmo, seguro, carregado de promessa.

— Muito em breve, filha — disse em tom sereno, passando o polegar de leve sobre os dedos pequenos dela. — No tempo certo.

Antes que qualquer constrangimento se alongasse, Olivia foi rápida em quebrar o clima. Aproximou-se de Luna com leveza e estendeu uma bolsa delicada, colorida.

— Luna… — disse com doçura, abaixando-se um pouco para ficar na altura dela — você é muito linda. Esse presente é pra você.

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