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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 237

De forma quase automática, os dedos de Olívia tocaram a aliança, girando-a levemente, como se quisesse reforçar, para ele e para si mesma, o que aquelas palavras significavam.

— E nunca te dei motivos pra desconfiar de mim. — acrescentou, a voz um pouco mais baixa agora, carregada de mágoa. As sobrancelhas se franziram de leve. — Se você se sente desconfortável com algo, precisa me falar. Nem tudo eu vou adivinhar. — deu um sorriso curto e sem humor. — Eu estava achando que era coisa da empresa… — balançou a cabeça. — Nunca que ia imaginar que era por causa de uma mensagem do André.

Liam não a olhava fixamente. Ela então começou a gravar um áudio.

— Boa noite, André. Sinto muito pelo término do seu relacionamento. Espero que você encontre alguém compatível com você, assim como eu encontrei.

Nos tempos de faculdade, realmente conversávamos bastante, mas hoje sou uma mulher casada, e não vai ficar legal eu manter esse tipo de contato.

Sei que conversamos há um tempo atrás de forma respeitosa, mas agora percebo que isso não foi apropriado. Por isso, te peço que não me envie mais mensagens.

Desejo que fique bem. Passar bem.

Olívia enviou o áudio, bloqueou André e virou a tela do celular para que ele visse claramente. Seus dedos tremiam levemente, não de medo, mas de irritação contida.

— Se era isso que você queria, era só ter me falado. — disse, a voz firme, com um fundo de mágoa. — Nós combinamos que teríamos diálogo nessa relação.

Ela colocou o celular no criado-mudo com mais força do que o necessário. O som seco ecoou no quarto, denunciando que, apesar do tom controlado, por dentro ela estava longe de estar calma. Em seguida, virou-se e caminhou até a ponta da cama, pegando a blusa para vestir.

Liam passou a mão pela nuca, os dedos pressionando a pele, num gesto claro de tensão. Respirou fundo, o peito subindo e descendo de forma mais pesada. Os olhos a acompanharam enquanto ela se vestia, o maxilar ainda rígido.

— Eu morro de ciúmes de você… — disse, a voz mais baixa agora, carregada de possessividade contida. Fez uma pausa breve, os lábios se contraindo antes de continuar: — Principalmente com essa cara. E você sabe disso.

O olhar dele percorreu o rosto dela por um segundo a mais, intenso, quase duro, como se o ciúme fosse uma mistura de desejo, medo e controle.

— Que você é ciumento, eu já sei — Olívia respondeu, com a voz embargada. — Mas isso não te dá o direito de me tratar como me tratou. Não gostei da sua atitude, Mozão.

Liam se levantou, puxou-a pela cintura com cuidado, aproximando-se, encostando o rosto no pescoço dela, num gesto de reconciliação.

— Não chora… amor. — murmurou. — Você sabe que eu não aguento te ver chorando. Me perdoa. Fui um estúpido, agora.

— Poxa… — Olívia respondeu, com a voz mais infantil, magoada. — Eu estava toda feliz que finalmente conseguimos um tempinho só nosso… e você faz isso comigo? Estou chateada.

Ele depositou um beijo lento no pescoço dela, não apressado, mais carregado de pedido de desculpas do que de desejo. Os lábios ficaram ali por um segundo a mais, como se ele quisesse que ela sentisse o quanto estava arrependido.

— Eu errei feio com você… — murmurou, a voz mais baixa, mais humana, menos dura. — Me perdoa. — Ele inspirou devagar, como se o cheiro dela fosse um porto seguro em meio ao turbilhão interno. — Sou viciado nesse teu cheiro. Ele me enlouquece… — completou, com um meio sorriso cansado.

A mão dele apertou de leve a cintura dela, não para dominar, mas como quem pede para não ser afastado. Ele a virou de frente para si, e segurou o rosto dela com as duas mãos, obrigando-a a encará-lo. O polegar dele deslizou de leve pela linha do maxilar de Olívia, num carinho nervoso, quase inseguro. Os olhos dele estavam escuros, cheios de conflito.

— Eu estou me esforçando para controlar esse ciúme… — disse, a voz mais baixa, rouca, como se cada palavra fosse arrancada à força. Ele balançou a cabeça de leve, frustrado consigo mesmo. — Mas às vezes é mais forte do que eu.

A testa dele encostou na dela, a respiração dos dois misturando-se. A mão dele apertou novamente a cintura dela.

— Eu te amo demais, Olívia… — completou, fechando os olhos por um instante, como se aquilo fosse uma confissão perigosa. — Só de pensar em outro homem se aproximando de você, te desejando, te querendo, eu fico fora de mim.

Ele abriu os olhos de novo, procurando os dela.

— Às vezes eu tenho raiva de mim mesma — ela confessou. — Porque eu quero ficar com raiva de você… e não consigo.

Liam abriu um sorriso.

— Principalmente quando você sorri assim — completou ela. — Você é terrível, Holt.

Eles se beijaram com intensidade, carregados de sentimentos misturados: amor, desejo, culpa, perdão.

Quando se afastaram, Olívia respirou fundo, tentando recuperar o fôlego.

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