Ísis parou no meio da sala, o sorriso morrendo nos lábios. O ar ficou denso.
Alex estava de pé, perto da parede de vidro, com o celular na mão. A postura rígida demais. O maxilar travado. O olhar… escuro.
Ísis sentiu o coração dar um salto estranho.
— Alex…? — repetiu, a voz baixa. — O que aconteceu?
Ele não respondeu. Só olhou pra ela. E aquele olhar fez Ísis sentir como se tivesse entrado num lugar errado. Como se, de repente, aquele homem não fosse mais o mesmo que tinha dito “minha noiva” horas antes.
Ela engoliu em seco.
— Aconteceu alguma coisa? — perguntou, se aproximando.
Alex levantou o celular devagar. Como se aquilo pesasse uma tonelada.
— Você tem alguma coisa para me dizer? — perguntou, baixo.
— Eu… não estou entendendo. — respondeu, confusa.
Alex soltou um riso curto. Seco. Sem humor.
— Claro que não. — disse, colocando o áudio novamente.
A voz masculina encheu a suíte. Debochada.
Cruel. E Ísis empalideceu no mesmo instante. A mão dela subiu até a boca num reflexo. Os olhos se arregalaram.
Quando o homem disse “passou pela minha cama”… Ísis deu um passo para trás. Como se tivesse levado um tapa.
— Não… — ela sussurrou, sem ar.
O áudio terminou. E o silêncio que veio depois foi pior. Ísis respirava rápido. A garganta fechando. Ela olhou pro anel no dedo como se aquilo fosse um absurdo… uma mentira. Alex virou o celular e mostrou o print.
— E isso aqui? — ele perguntou.
Ísis leu. Leu de novo. O rosto dela mudou de cor. Os olhos se encheram d'água, mas ela não piscou.
— Ele… ele que fez o estrago na minha casa… — sussurrou, a voz tremendo. Ela levou a mão ao peito, como se precisasse se segurar para não cair. — Ele está mentindo, amor. E esse print está pela metade. Eu nunca…
Alex inclinou a cabeça de lado, devagar, com um sorriso frio no canto da boca. Ele cruzou os braços, apoiando o peso em uma perna só, como quem estava diante de uma testemunha no tribunal.
— Interessante. — disse, sem pressa. Ele levantou o queixo, o olhar cortante. — Conte mais.
Ísis engoliu em seco.
Alex deu uma risada curta, seca, e balançou a cabeça em negação, como se aquilo fosse ridículo demais para ser real.
— O idiota aqui… — apontou para si mesmo com o polegar, irônico — tem todo o tempo do mundo.
Ísis balançou a cabeça, desesperada.As mãos tremiam, e ela apertou os dedos um no outro, tentando se manter firme.
— Amor… isso é mentira… — a voz dela falhou. Ela respirou fundo, engolindo o choro. — Eu nunca fui pra cama com esse homem. — Ela levou a mão ao peito, como se precisasse provar que estava falando do fundo da alma. — Eu vou te explicar tudo… vou contar toda a verdade. — disse, num tom mais baixo, suplicante. — Só te peço que fique calmo… — ela enxugou uma lágrima que escapou, rápido, com as costas da mão — e confie em mim..
Alex interrompeu, a voz baixa, controlada, mas cortante.
— Agora você quer falar a verdade? — ele perguntou, e a voz saiu controlada demais.
— Amor, não faz assim. Deixa eu falar. — Ísis pediu, as mãos tremendo.
Alex fechou os olhos por um segundo. A mandíbula dele estava tão travada que parecia doer. Quando abriu, a expressão não era de compaixão. Era de julgamento.
— Isso não justifica entrar nessa vida. — disse, seco.
Ele deu um passo para o lado, como se precisasse se afastar da própria decepção.
— Namorada de aluguel… acompanhante… contratada, seja lá o nome que for. — Alex olhou para ela com desprezo contido. — Você sabe o que eu penso disso.
Ísis explodiu. O choro virou grito.
— MAS EU NÃO FUI PRA CAMA DE HOMEM NENHUM! — ela gritou, e a voz saiu rouca de tanta dor. Ela apontou para o celular na mão dele, tremendo. — Esse áudio é mentira! Esse print está pela metade!
Alex soltou um riso curto, incrédulo. Ísis avançou um passo, desesperada, como se as palavras pudessem segurar o mundo no lugar.
— Eu sempre sinalizei! — ela disse, com raiva e vergonha misturadas. — Eu nunca permiti ultrapassar limite! No máximo… no máximo uma mão na cintura, pra parecer real! Andar de mãos dadas! — Ela engoliu em seco, soluçando. — Um braço no ombro. E acabou. Eu não permiti nada além disso. Nem beijo no rosto eu permitia, Alex…
Alex soltou um riso sem humor.
— E você acha que isso é menos nojento?
Ísis engoliu em seco.
— Eu achei que era um trabalho… — ela disse, chorando. — Porque eu precisava sobreviver.
Alex apertou o celular com força. O olhar dele estava escuro.
— Você quer que eu escolha acreditar em você… — ele disse, com frieza — ... ou em evidência?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Postem os novos capítulos, já faz duas semanas que não postam nada , ou será que o livro vai ficar incompleto...
por favor postem os outros capítulos, já tem alguns dias e não postam nada...
Volta a liberar 3 por dia...
Nao postam mais como antes 3 por dia ai comprar nao da....
E vai postar o restante quando, não tem capítulo diário, não tem semanal, será agora mensal. Afff viu...
514 libera mais.........
Podia liberar td livro....
Eu fiquei 15 dias pensei noss vai ter um mont2 de páginas pea mim devorar tinha somente 5 páginas. Desumano com quem tem ansiedade kkkkk...
Ansiosa pelo capítulo 530 , será que vai ser postado hoje , pq semana passada foi postado no domingo...
Super ansiosa estou no capitulo 512. So ue estão demorando muito pra soltar novos...