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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 274

Ísis ficou sem ar. O peito subia e descia rápido. Ela passou a mão pelos cabelos num gesto descontrolado, como se quisesse arrancar de si aquela história.

— Ele ficou com raiva! — ela gritou, chorando. — Porque ele quis me segurar à força!

Alex congelou por um segundo. Ísis continuou, as palavras saindo atropeladas, desesperadas.

— Ele quis transar à força comigo! — ela gritou. — Mas eu acertei ele no meio das pernas! Ele disse que ia se vingar. — Ela tremia inteira. — Eu não tenho como provar que eu não estou mentindo… — a voz dela quebrou. Ela levou as duas mãos ao rosto e chorou. — Depois que isso aconteceu, eu não trabalhei mais nisso. Eu apaguei tudo. Todas as conversas. Todos os contatos. Eu apaguei porque queria esquecer…

Ísis baixou as mãos e encarou Alex com os olhos vermelhos.

— Acredita em mim, por favor… — ela implorou. — Por favor, Alex.

Alex sorriu. Mas não foi um sorriso de verdade. Foi amargo.

— Eu devo estar sendo motivo de piada na boca dos outros. — ele disse, e a voz saiu amarga. Ele passou a mão no rosto, como se estivesse com nojo de si mesmo. — Eu fico me perguntando quantos clientes… ou amigos meus… já pagaram pra ter você.

Ísis baixou o olhar, envergonhada, como se todo o hotel tivesse ouvido… mesmo estando só os dois.

— Alex…

Ele apontou para si mesmo, com desprezo.

— E o idiota aqui… — ele riu, sem humor — todo feliz te apresentando pra sociedade como se você fosse uma mulher decente.

Ísis arregalou os olhos. A dor virou indignação.

— Mas eu sou uma mulher decente! — ela gritou, a voz falhando. Ela bateu no próprio peito, num gesto desesperado. — Os únicos homens que me tocaram foram o Caio… e você, Alex!

Alex ficou parado. Ísis respirava rápido, tremendo.

— Eu não vim de família rica igual você, Alex! — ela continuou, e o tom era puro desabafo. — Eu não tive pai e mãe que pudessem me ajudar até eu me reerguer novamente! — Ela apontou para si mesma, chorando. — Minha sogra é pobre como eu! Ela não tinha mais como me sustentar! Eu não queria ser um peso!

Alex apertou os olhos, como se aquilo não entrasse. Ísis avançou mais um passo.

— Eu trabalhei com isso por falta de opção! — ela disse, e a voz saiu quebrada. — Eu sou atriz… eu vi isso como se eu estivesse encenando um papel… mas com regras! Com limites! — Ela enxugou as lágrimas com força. — Você está sendo injusto comigo.

Alex soltou uma risada fria.

— Injusto? — ele repetiu, com desprezo. — Me explica como eu passei a noite te chamando de minha noiva… — Ele apontou para o anel no dedo dela. — …e acordei com meu pior inimigo me dizendo que pagou por você… e que eu sou um advogado de quinta. Não é você que está sendo injusta comigo? Olha o que eu estou passando por causa do teu silêncio.

Ísis soluçou. O corpo dela parecia pequeno demais para aguentar aquilo.

— Eu não queria que você descobrisse assim… — ela sussurrou, e a voz saiu fraca, rendida. Ela baixou o olhar, as mãos tremendo. — Eu sabia que você ia reagir dessa forma…

Alex riu. Dessa vez, riu mesmo. Uma risada curta. Dura.

— Claro que não queria. — ele disse. — Você queria que eu continuasse cego. Você queria que eu colocasse o anel no seu dedo, que eu te chamasse de minha noiva, que eu te levasse pra cama… e que eu nunca soubesse de nada.

Ísis endireitou o corpo por instinto, como se tentasse se manter inteira… mas o queixo tremeu, traindo a dor.

— Não. — ela chorou. — Não fala isso… você esqueceu como demoramos para ter nossa primeira vez?

— Meu Deus… — ele passou a mão no rosto nervoso. — Por que estou passando por isso? Eu sei que fiquei com muitas mulheres, mas nunca paguei por nenhuma delas e quando eu me apaixono de verdade a ponto de querer casar, eu assumo uma mulher que é garota de programa.

Ísis arregalou os olhos.

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