Laura o observou por um instante, a mão repousando sobre a própria barriga, como um reflexo inconsciente.
— Eu entendo, Nego… — murmurou, mais suave agora. — Eles precisam de você.
Ele se vestiu rápido, sem perder tempo. Mas antes de sair… voltou. Se aproximou. E a beijou. Rápido. Mas cheio de significado.
— Mais tarde continuamos— disse.
E saiu.
A manhã na mansão de Liam começou tranquila. O dia estava nublado, e uma luz suave e difusa atravessava os grandes painéis de vidro, iluminando delicadamente a mesa de café da manhã impecavelmente posta.Tudo no lugar.
Meredith estava acomodada no carrinho ao lado, tranquila, fazendo pequenos sons, bem diferente da noite difícil que haviam passado. Olívia levou a xícara aos lábios, ainda um pouco cansada, mas visivelmente mais aliviada.
— Parece que o remédio fez efeito… — comentou, olhando para a filha.
Liam apoiou os cotovelos na mesa, o olhar fixo em Meredith por alguns segundos a mais.
— Fez — respondeu, mais baixo, o olhar ainda na filha. — Ainda bem… — fez uma breve pausa, passando a mão de leve na cabecinha de Meredith. — Já falei com a pediatra de novo… — acrescentou, olhando para Olívia com firmeza. — Marquei uma consulta pra gente ir à tarde. Quero ela examinando direitinho.
Por um instante, tudo estava em paz, até que o segurança entrou na sala de jantar, rápido demais, fora do padrão, e só aquilo já foi suficiente para quebrar o ambiente. Liam levantou o olhar imediatamente.
— Senhor… — disse o segurança, visivelmente tenso. — A polícia está aqui. Eles disseram que precisam falar com o senhor.
O silêncio caiu pesado. Olívia franziu a testa.
— Polícia?
Liam se endireitou na cadeira, o olhar já mais atento, mais frio.
— Manda entrar.
O segurança assentiu e se afastou. Segundos depois, eles entraram. Dois homens, postura firme, olhar direto, uma autoridade que não precisava ser anunciada.
— Senhor Liam Holt? — disse o primeiro.
Liam se levantou lentamente.
— Sim.
O policial deu um passo à frente.
— Somos do Departamento de Polícia de Nova Iorque.
Houve uma breve pausa, o suficiente para o ar pesar.
— O senhor está sendo detido sob suspeita de tentativa de homicídio contra André Johnson.
O silêncio que se seguiu foi absoluto, pesado, cortante.
— O quê? — a voz de Olívia saiu falha, quebrando no meio da frase. O corpo dela se levantou rápido demais, a cadeira arrastando levemente no chão. — Como assim? — repetiu, agora mais alto, olhando de um para o outro, completamente perdida.
Ela deu um passo à frente, o coração disparado, o olhar indo até Liam como se buscasse alguma explicação que não vinha.
— Isso não faz sentido… — murmurou, a respiração já irregular. — Ele estava comigo… — a voz embargou, os olhos se enchendo de lágrimas. — Ele só saiu ontem pra comprar um remédio pra nossa filha…
Liam não disse nada de imediato. Apenas ficou imóvel. Os olhos fixos no policial. Calculando. Processando.
— Deve haver algum engano — disse ele, por fim, com a voz controlada, firme.
— O senhor pode esclarecer isso na delegacia — respondeu o policial, sem alterar o tom.
Olívia se colocou rapidamente na frente de Liam.
— Não, isso está errado! — disse, olhando entre eles, a respiração já descompassada. — Meu marido não é nenhum assassino! — a voz falhou, mas ela continuou. — Ele estava comigo… ele só saiu ontem pra comprar um remédio pra nossa filha!
— Liam… estão querendo tirar você de mim… — chorava. — O que vai ser de mim? Eu não vivo sem você, amor…
O policial deu mais um passo.
— Senhor, não podemos mais esperar.
Ele segurou o braço de Liam. Olívia reagiu no impulso. Virou-se e deu um tapa no rosto do policial.
— Não leva ele! — gritou, chorando, a voz já descontrolada. — Por que você está fazendo isso? — sacudiu a cabeça, desesperada. — Por favor… não leva ele… não faz isso comigo…
O ambiente congelou por um segundo. Liam segurou Olívia pelos braços imediatamente.
— Amor, não faz isso… — disse, encostando a testa na dela, a voz baixa, firme. — Por favor… eu preciso de você forte. — respirou fundo. — Eu sei que você está desesperada… mas tudo vai se resolver. — fez uma pequena pausa. — Por favor… deixa eu ir.
Ele a beijou. Rápido. Intenso.
— Eu te amo. — murmurou. — Cuida bem da nossa princesa até eu voltar.
Então olhou para o policial.
— Me desculpe pela minha esposa… — disse, controlado. — O momento é delicado. — sustentou o olhar. — Não precisa me algemar. Eu não vou fugir.
O policial trocou um olhar rápido com o parceiro. Mas manteve o protocolo. Liam foi conduzido. Olívia ainda o segurava, chorando, agarrada a ele. Do lado de fora, ele parou por um segundo. Deu um último selinho nela. E fez um leve gesto para o segurança.
— Segura ela.
— Me larga! — ela disse, tentando ir atrás dele, desesperada. — MOZÃO…
Ele entrou no carro.
— MOZÃO! — ela gritou. — Eu vou ligar pro Alex! Tudo vai se resolver, ouviu?!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Quando será liberado mais capítulos?...
Pq está parando de postar diariamente, está estagnado no capítulo 465 ... KD o restante, espero que na publicação tenha um pouco mais.......
Cadê os capítulos, era 3 capítulos por dia, kd.......
Cadê a continuação?...
Precisamos dos novos capítulos... 🥹...
Nem uma atualizaçãozinha, tem gente chorando aqui 🥲...
Os capítulos estão demorando muito pra liberar...
Já tem 3 dias que não libera os capítulos...
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