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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 431

Laura ergueu levemente a sobrancelha, divertida.

— Ah, é? — inclinou a cabeça

Luna sorriu, um pouco envergonhada agora, escondendo metade do rosto no travesseiro.

— Sim…

Laura segurou o riso, observando cada reação.

— E por que ele te deu flores?

Luna mexeu nos dedos, olhando para o lado antes de responder.

— Porque ele disse que gosta de mim… — murmurou — e que vai casar comigo.

Laura precisou conter o sorriso. O coração… derreteu.

— Olha só… — disse, aproximando-se um pouco mais — e você? Gosta dele também?

Luna assentiu devagar.

— Gosto… ele é meu amiguinho. — fez uma pausa, franzindo levemente o nariz. — Mas criança não namora, né?

Laura soltou uma risadinha baixa, passando a mão no cabelo dela.

— Não namora mesmo… — concordou — mas sabe de uma coisa?

Luna a olhou curiosa.

— Às vezes… de uma amizade assim… pode nascer uma história muito bonita lá na frente.

Os olhos de Laura suavizaram.

— Igual a minha com o seu pai.

Luna abriu um sorriso pequeno.

— Papai vai brigar?

Laura riu, negando com a cabeça.

— Brigar não… — disse, divertida — no máximo ele vai ficar com um pouquinho de ciúmes.

Aproximou o rosto dela, num tom cúmplice.

— Mas a nossa história começou assim também… então ele não tem muito o que reclamar.

Luna riu baixinho… e então, mais tímida, confessou.

— Ele me deu um beijo no rosto…

Laura levou a mão ao peito, exagerando levemente na reação.

— Deu? — perguntou, segurando o sorriso — e o que você sentiu?

Luna escondeu o rosto no travesseiro, rindo envergonhada.

— Fiquei com vergonha…

Laura se derreteu completamente. Passou a mão no cabelo da filha, com carinho.

— É normal, meu amor… — disse, suave — beijo no rosto pode… abraço também.

Luna levantou o olhar novamente, curiosa.

— Mãe… pode andar de mãos dadas? — fez uma pausa, olhando com expectativa. — Será que papai vai brigar?

Do lado de fora do quarto, encostado discretamente na parede, Edgar ouviu aquilo e não conteve o sorriso. Lá dentro, Laura riu baixo.

— Você andou de mãos dadas com ele?

Luna assentiu, com um sorriso pequeno. Laura fingiu pensar por um segundo… e então respondeu.

— Não tem problema, não. — deu um sorriso nostálgico. — Eu andei muito de mãos dadas com o seu pai… tanto… que a gente até fez um casamento de brincadeira. Lembra?

Luna assentiu, sorrindo.

— Lembro, mamãe.

Laura riu.

— Então... — inclinou a cabeça — e o seu pai levou tão a sério… que olha no que deu.

Luna riu junto.

— Mamãe já te contou várias, né?

Luna assentiu, sorrindo… mas logo ficou pensativa.

— Quando ele me deu o beijo… eu quis brigar com ele…

Laura estreitou levemente os olhos, mas com suavidade.

— Não faz isso, minha filha… — disse, acariciando o rosto dela — se ele te deu um beijo… você deixou, não deixou?

Luna assentiu, tímida.

— Vamos agradecer?

Luna assentiu, juntando as mãozinhas. Os dois fizeram a oração juntos, em voz baixa… tranquila. Laura observava em silêncio, encostada na parede, com um sorriso leve e os olhos cheios. Quando terminaram, Edgar deu mais um beijo na filha.

— Boa noite, meu amor.

— Boa noite, papai… boa noite, mamãe — disse, Luna. A voz já estava sonolenta.

— Boa noite, princesinha. — respondeu, Laura.

Ele apagou o abajur, deixando apenas a luz suave do corredor entrar. Laura fez um último carinho no cabelo de Luna.

— Dorme bem, meu amor.

E então, em silêncio… ela e Edgar saíram do quarto. Uns minutos depois,eles estavam na banheira. A água quente envolvia os corpos deles, criando pequenas ondas suaves. Laura estava sentada na frente dele, o corpo relaxado e apoiado contra o peitoral largo do marido. Uma das mãos de Edgar deslizava com carinho pelos cabelos molhados dela, enquanto a outra traçava círculos leves sobre o ventre macio. Laura suspirava baixinho, os olhos semicerrados de prazer e cansaço.

— Filhão vai aprendendo como se trata uma mulher depois de um dia puxado — murmurou Edgar com a voz grave e tranquila. — Se você for igual ao papai, vai ser bem.

Laura abriu um sorriso, ainda de olhos fechados.

— Ele vai ser igual a você, nego… — disse, com carinho — e minha futura nora vai ser muito feliz.

Edgar soltou um riso baixo.

— Eu ouvi a conversa com a Luna…

A mão dele parou por um segundo na barriga.

— E sim… estou com ciúmes.

Laura riu, virando levemente o rosto para olhar pra ele.

— Nego… eu achei tão fofinho… — disse, com um brilho no olhar — na hora lembrei da gente.

Edgar fez uma careta leve.

— Mesmo assim… ela está muito nova pra isso.

Laura ergueu a sobrancelha, divertida.

— Oxe, e eu era o que quando nos apaixonamos? Uma velhinha gagá? — rebateu Laura, virando um pouco o rosto para olhar para ele com carinho. — Para de ciúmes.

Edgar riu, balançando a cabeça, os dedos ainda acariciando os cabelos dela.

— Estou ficando velho… — murmurou, com um sorriso cheio de saudade — parece que foi ontem que eu peguei a Luna no colo pela primeira vez.

— Um velho que fica cada dia mais gostoso — respondeu Laura, com um sorriso brincalhão nos lábios.

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