Ele riu mais alto dessa vez. Inclinou-se e deu um beijo demorado no pescoço dela, sentindo o gosto da pele úmida.
— Sério, loirinha… — disse, ainda rindo — eu quase não aguentei quando ouvi ela falando. Você foi perfeita. — a voz dele ficou mais suave. — Cada dia fico mais impressionado com a mãe que você se tornou. Uma Felícia… com responsabilidade.
Laura abriu um sorriso pequeno, mas carregado de emoção.
— Eu tento ser pra Luna o que a minha mãe não foi pra mim… — disse, mais baixa — e hoje… foi tão gostoso conversar com ela assim.
Respirou fundo.
— Ouvir… sem brigar… ensinar no meio da brincadeira…
A mão dela foi até a dele, entrelaçando os dedos.
— Eu quero que eles confiem na gente, Edgar.
O olhar dela se aprofundou.
— Porque se não aprenderem com a gente… o mundo ensina… e da pior forma.
Ele assentiu devagar.
— Vou me segurar pra não rir quando ela vier falar comigo… — disse, divertido — vou ficar sério.
Laura riu.
— Amor… cuidado pra ela não achar que você está brigando…
Passou a mão no rosto dele.
— Amor… cuidado pra ela não pensar que você está brigando… porque você não levanta a voz, você chama a atenção dela conversando, com esse seu jeitinho doce… então ela pode confundir.
Fez uma pausa.
— Ah… e amanhã é dia de filme… com pipoca… prometi que ela vai dormir com a gente.
Edgar aproximou o rosto do ouvido dela, a voz ficando mais baixa… mais envolvente:
— Então eu preciso aproveitar minha esposa ao máximo hoje…
A mão dele deslizou lentamente pela lateral do corpo dela.
— Olha como ele está morrendo de saudade da dona dele…
Laura sorriu de canto, mas o sorriso não durou muito.
— Nego… — murmurou, mais baixa — hoje eu não estou no clima…
Edgar imediatamente suavizou o toque.
— Isso tem nome… — murmurou, a voz baixa, mas carregada de atenção — foi a Eleanor, não foi?
A mão dele subiu devagar até o rosto dela, fazendo com que Laura o olhasse.
Os olhos dele estavam sérios agora… atentos demais.
— O que ela disse pra você? — perguntou, firme, mas sem dureza.
Laura respirou fundo. Os olhos se fecharam por um instante. Ela contou tudo. Quando terminou, o silêncio tomou conta. E então Edgar respirou fundo, a mandíbula tensionando.
— A minha vontade é ir agora na casa dela…
O olhar dela se perdeu por um instante, como se revivesse cada palavra.
— Ela foi cruel, Edgar… — disse, agora sem conseguir esconder — daquele jeito que machuca… que entra na gente…
Edgar puxou ela mais contra o corpo dele na hora. O braço envolvendo com firmeza.
— Ei… — murmurou, encostando o queixo no topo da cabeça dela — olha pra mim…
Laura virou o rosto devagar. Os olhos brilhando. Ele segurou o queixo dela com cuidado.
— Escuta uma coisa… — a voz dele veio baixa, mas firme — ninguém define quem é a sua família com palavras venenosas.
O polegar dele limpou uma lágrima que escapou.
— Muito menos ela.
A respiração dele saiu mais pesada por um segundo… controlando o próprio impulso.
— E fica tranquila… eu vou resolver tudo. — a mão dele segurou a dela com firmeza. — Amanhã vou conversar com Alex. — a voz ficou mais firme. — E a Luna não vai ter festa nenhuma. O desejo dela vai ser respeitado.
A mão dele voltou aos cabelos dela, fazendo carinho lento. Laura soltou um suspiro longo… o corpo relaxando aos poucos.
— Amanhã você vai na sua terapia. — continuou ele, agora num tom mais suave, mas decidido — sem falta.
Edgar começou a dar beijos demorados e quentes no pescoço dela. Suas mãos grandes deslizavam devagar pelo corpo molhado de Laura, acariciando com carinho e desejo. Ele sussurrou bem perto do ouvido, a voz rouca e sensual.
Houve uma pequena pausa.
— São… policiais. — respondeu a empregada.
O coração dela disparou. Na hora.
— Polícia…? — repetiu, quase sem voz.
Do outro lado da linha, Ana ficou em silêncio por um segundo.
— Olívia…?
A respiração dela falhou.
— Mãe… tem dois policiais aqui em casa…
A mão apertou o celular com força.
— Eu… eu vou descer.
— Não desliga! — Ana disse rápido, a voz já tremendo — não desliga, filha!
Olívia engoliu seco.
— Fica comigo…
Ela assentiu, mesmo em silêncio. Ajustou Meredith no colo e saiu do quarto. Cada passo no corredor parecia ecoar mais alto do que o normal. O coração batia forte demais. Desceu as escadas com cuidado, tentando manter a respiração sob controle… mas não conseguia. Quando chegou à sala… Eles estavam lá. Sérios. Assim que a viram, se viraram imediatamente.
— Senhora Olívia Holt? — um deles perguntou.
— Sou eu… — respondeu, a voz baixa, apertando Meredith contra o peito.
O celular ainda colado ao ouvido.
— Eu estou com a minha mãe na linha… — avisou, quase automática.
O policial assentiu com um leve movimento de cabeça. Trocou um olhar rápido com o colega… e então voltou para ela.
— Precisamos falar sobre o Victor Bitencourt.
O nome fez o mundo girar.
— O que aconteceu com meu irmão?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Postem os novos capítulos, já faz duas semanas que não postam nada , ou será que o livro vai ficar incompleto...
por favor postem os outros capítulos, já tem alguns dias e não postam nada...
Volta a liberar 3 por dia...
Nao postam mais como antes 3 por dia ai comprar nao da....
E vai postar o restante quando, não tem capítulo diário, não tem semanal, será agora mensal. Afff viu...
514 libera mais.........
Podia liberar td livro....
Eu fiquei 15 dias pensei noss vai ter um mont2 de páginas pea mim devorar tinha somente 5 páginas. Desumano com quem tem ansiedade kkkkk...
Ansiosa pelo capítulo 530 , será que vai ser postado hoje , pq semana passada foi postado no domingo...
Super ansiosa estou no capitulo 512. So ue estão demorando muito pra soltar novos...