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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 432

Ele riu mais alto dessa vez. Inclinou-se e deu um beijo demorado no pescoço dela, sentindo o gosto da pele úmida.

— Sério, loirinha… — disse, ainda rindo — eu quase não aguentei quando ouvi ela falando. Você foi perfeita. — a voz dele ficou mais suave. — Cada dia fico mais impressionado com a mãe que você se tornou. Uma Felícia… com responsabilidade.

Laura abriu um sorriso pequeno, mas carregado de emoção.

— Eu tento ser pra Luna o que a minha mãe não foi pra mim… — disse, mais baixa — e hoje… foi tão gostoso conversar com ela assim.

Respirou fundo.

— Ouvir… sem brigar… ensinar no meio da brincadeira…

A mão dela foi até a dele, entrelaçando os dedos.

— Eu quero que eles confiem na gente, Edgar.

O olhar dela se aprofundou.

— Porque se não aprenderem com a gente… o mundo ensina… e da pior forma.

Ele assentiu devagar.

— Vou me segurar pra não rir quando ela vier falar comigo… — disse, divertido — vou ficar sério.

Laura riu.

— Amor… cuidado pra ela não achar que você está brigando…

Passou a mão no rosto dele.

— Amor… cuidado pra ela não pensar que você está brigando… porque você não levanta a voz, você chama a atenção dela conversando, com esse seu jeitinho doce… então ela pode confundir.

Fez uma pausa.

— Ah… e amanhã é dia de filme… com pipoca… prometi que ela vai dormir com a gente.

Edgar aproximou o rosto do ouvido dela, a voz ficando mais baixa… mais envolvente:

— Então eu preciso aproveitar minha esposa ao máximo hoje…

A mão dele deslizou lentamente pela lateral do corpo dela.

— Olha como ele está morrendo de saudade da dona dele…

Laura sorriu de canto, mas o sorriso não durou muito.

— Nego… — murmurou, mais baixa — hoje eu não estou no clima…

Edgar imediatamente suavizou o toque.

— Isso tem nome… — murmurou, a voz baixa, mas carregada de atenção — foi a Eleanor, não foi?

A mão dele subiu devagar até o rosto dela, fazendo com que Laura o olhasse.

Os olhos dele estavam sérios agora… atentos demais.

— O que ela disse pra você? — perguntou, firme, mas sem dureza.

Laura respirou fundo. Os olhos se fecharam por um instante. Ela contou tudo. Quando terminou, o silêncio tomou conta. E então Edgar respirou fundo, a mandíbula tensionando.

— A minha vontade é ir agora na casa dela…

O olhar dela se perdeu por um instante, como se revivesse cada palavra.

— Ela foi cruel, Edgar… — disse, agora sem conseguir esconder — daquele jeito que machuca… que entra na gente…

Edgar puxou ela mais contra o corpo dele na hora. O braço envolvendo com firmeza.

— Ei… — murmurou, encostando o queixo no topo da cabeça dela — olha pra mim…

Laura virou o rosto devagar. Os olhos brilhando. Ele segurou o queixo dela com cuidado.

— Escuta uma coisa… — a voz dele veio baixa, mas firme — ninguém define quem é a sua família com palavras venenosas.

O polegar dele limpou uma lágrima que escapou.

— Muito menos ela.

A respiração dele saiu mais pesada por um segundo… controlando o próprio impulso.

— E fica tranquila… eu vou resolver tudo. — a mão dele segurou a dela com firmeza. — Amanhã vou conversar com Alex. — a voz ficou mais firme. — E a Luna não vai ter festa nenhuma. O desejo dela vai ser respeitado.

A mão dele voltou aos cabelos dela, fazendo carinho lento. Laura soltou um suspiro longo… o corpo relaxando aos poucos.

— Amanhã você vai na sua terapia. — continuou ele, agora num tom mais suave, mas decidido — sem falta.

Edgar começou a dar beijos demorados e quentes no pescoço dela. Suas mãos grandes deslizavam devagar pelo corpo molhado de Laura, acariciando com carinho e desejo. Ele sussurrou bem perto do ouvido, a voz rouca e sensual.

Houve uma pequena pausa.

— São… policiais. — respondeu a empregada.

O coração dela disparou. Na hora.

— Polícia…? — repetiu, quase sem voz.

Do outro lado da linha, Ana ficou em silêncio por um segundo.

— Olívia…?

A respiração dela falhou.

— Mãe… tem dois policiais aqui em casa…

A mão apertou o celular com força.

— Eu… eu vou descer.

— Não desliga! — Ana disse rápido, a voz já tremendo — não desliga, filha!

Olívia engoliu seco.

— Fica comigo…

Ela assentiu, mesmo em silêncio. Ajustou Meredith no colo e saiu do quarto. Cada passo no corredor parecia ecoar mais alto do que o normal. O coração batia forte demais. Desceu as escadas com cuidado, tentando manter a respiração sob controle… mas não conseguia. Quando chegou à sala… Eles estavam lá. Sérios. Assim que a viram, se viraram imediatamente.

— Senhora Olívia Holt? — um deles perguntou.

— Sou eu… — respondeu, a voz baixa, apertando Meredith contra o peito.

O celular ainda colado ao ouvido.

— Eu estou com a minha mãe na linha… — avisou, quase automática.

O policial assentiu com um leve movimento de cabeça. Trocou um olhar rápido com o colega… e então voltou para ela.

— Precisamos falar sobre o Victor Bitencourt.

O nome fez o mundo girar.

— O que aconteceu com meu irmão?

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