Olívia perguntou na mesma hora, a voz trêmula, mas urgente. O silêncio que veio antes da resposta… foi cruel.
— Ele foi encontrado… — começou o policial, medindo as palavras — em estado grave.
O ar saiu do peito dela de uma vez.
— Grave…? — repetiu, os olhos já marejados — como assim grave?
O policial deu um passo à frente. Meredith se mexeu no colo, mas Olívia mal percebeu.
— Ele sofreu um ataque.
A palavra caiu como um golpe.
— Não… — sussurrou Olívia, negando com a cabeça, os olhos já marejados — não… não…
— Filha! — Ana chamou do outro lado, a voz tremendo — o que eles estão dizendo?!
As pernas de Olívia fraquejaram. Ela se apoiou com o quadril no encosto do sofá, ajustando Meredith com mais firmeza contra o peito, prendendo o celular entre o ombro e o ouvido para não soltar a filha.
— Ele está vivo? — perguntou, a voz quebrada.
O policial assentiu.
— Está. Mas foi encaminhado imediatamente para o hospital.
As lágrimas vieram na hora. Sem controle. Olívia fechou os olhos com força por um segundo, encostando a testa de leve na cabecinha de Meredith, como se buscasse equilíbrio ali.
— Meu Deus…
— Olívia, fala comigo! — Ana insistia, já chorando — fala comigo!
— Mãe… — conseguiu dizer, a voz falhando — o Victor… ele está no hospital…
Ela engoliu seco, sentindo a garganta fechar.
— Ele foi atacado…
Do outro lado… o desespero explodiu.
— NÃO! — Ana gritou, a voz rasgando — meu filho… meu Deus, não…
A respiração dela ficou descompassada.
— Eu vou pra aí… eu vou agora… eu preciso ver o meu filho!
— Mãe, escuta… — Olívia interrompeu na mesma hora, tentando manter a voz firme mesmo tremendo — se acalma… por favor.
Ajustou Meredith novamente no colo, balançando levemente, quase automático.
— O papai… — continuou, mais controlada — você precisa manter a calma por causa dele. Você sabe como ele fica.
Do outro lado, Ana chorava.
— Eu não consigo, filha… eu não consigo…
— Consegue, sim… — Olívia insistiu, mais firme — você precisa ser forte agora. Por ele… e pelo papai.
Respirou fundo, organizando tudo rápido na cabeça.
— Faz o seguinte… — continuou — conversa com o papai, prepara ele com calma.
Uma pausa.
— Eu estou indo pro hospital agora.
O policial observava em silêncio, respeitando.
— Eu vou ver o estado do Victor, falar com os médicos… — disse Olívia, já caminhando pela sala com cuidado — e vou mandar o jatinho buscar vocês em Dallas.
Ana prendeu a respiração.
— Eu vou me arrumar e falar com Fabrício. Eles vão demorar para chegar aqui?
— Não. Vai ser rápido. — respondeu na hora — assim que vocês estiverem prontos, me avisa… que eu já vou acionar pra ir buscar vocês.
A voz dela ganhou mais firmeza.
— Eu preciso de vocês aqui, comigo. Nós vamos passar por isso juntos, mãe.
Do outro lado, Ana chorava mais baixo agora… tentando se controlar.
— Tá… — murmurou — eu vou falar com o seu pai…
— Isso… — Olívia disse, mais suave — fala com calma… não assusta ele.
Apertou Meredith contra o peito, beijando o topo da cabeça da filha.
— E fica comigo pelo telefone… a gente vai se falando o tempo todo, tá?
— Tá bom… — Ana respondeu, ainda abalada — me liga quando chegar lá… pelo amor de Deus…
— Ligo, sim… — garantiu Olívia — eu vou ver ele… e te conto tudo.
Desligou. Mas não parou. Já estava em movimento. O coração acelerado. A mente tentando acompanhar. Virou-se para o policial, a expressão ainda abalada… mas agora firme.
— Em qual hospital?
Enquanto isso…
A cobertura de Alex estava mergulhada em um silêncio incomum. A porta se abriu, ele entrou ainda falando ao telefone, o tom firme, concentrado, a gravata já frouxa no pescoço.
— Não, isso não fecha… — disse, andando pela sala sem nem olhar ao redor — se eles estavam naquele endereço, alguém viu alguma coisa.
A voz ficou mais tensa.
— Não é possível que um casal simplesmente desapareça assim.
Ele passou a mão pelos cabelos, inquieto.
— Então volta lá. Fala com todo mundo. Porteiro, vizinho, câmera… qualquer coisa. A gente precisa encontrar essas duas pessoas.
Uma pausa.
Ela deu um passo a mais, diminuindo o espaço.
— Eu não abro mão disso hoje, conquistador barato.
O silêncio se alongou. Até que… Alex soltou o ar devagar. Cedeu.
— Algumas horas… — murmurou.
Ela sorriu. Vitoriosa.
— Você não vai se arrepender.
Quando abriu… o olhar já tinha mudado. Deslizou lentamente a mão pelo corpo dela… passando pelo ventre com carinho… e continuando o caminho com naturalidade, até repousar nas curvas de trás, num toque firme, mas cheio de intimidade.
— Você está… linda.
A voz saiu mais baixa. Mais rouca.
— Cheirosa… — completou, aproximando o rosto do pescoço dela — e perigosamente irresistível.
Ísis riu baixo.
— Vai tomar banho, porque alguém já ganhou vida.
Ele não se mexeu.
— Eu estou com a sensação de que alguma coisa vai acontecer… — murmurou, mais sério agora — como se eu estivesse perdendo o controle de alguma coisa importante.
Ela levou a mão ao rosto dele. Com carinho.
— Amor, por favor… precisamos desse tempo pra nós. Estou com saudades de você me tocando,me amando. E tenho certeza que você também está. Não vai acontecer nada.
Sustentou o olhar.
— Relaxa, vamos curtir o momento. Eu quero agora o Alex, meu marido, aquele conquistador barato que me fisgou, só pra mim.
Uma pausa.
— Hoje é só a gente.
O silêncio respondeu. E dessa vez… ele não resistiu.
— Tá bom… — murmurou, com um meio sorriso de canto — você tem razão. Me perdoa… eu andei vacilando.
Aproximou um pouco mais, o olhar já carregado de malícia leve.
— Você não precisa implorar minha atenção, não… — completou, a voz mais baixa — eu que tenho que correr atrás de você.
Deu um passo para trás, sem tirar os olhos dela.
— Vou tomar um banho… — disse, já provocando — e já volto daquele jeito… só pra você.
Piscou de leve.
— Mas olha… use com moderação… — soltou, com um sorriso descarado — porque eu posso causar uns efeitos colaterais bem difíceis de controlar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Postem os novos capítulos, já faz duas semanas que não postam nada , ou será que o livro vai ficar incompleto...
por favor postem os outros capítulos, já tem alguns dias e não postam nada...
Volta a liberar 3 por dia...
Nao postam mais como antes 3 por dia ai comprar nao da....
E vai postar o restante quando, não tem capítulo diário, não tem semanal, será agora mensal. Afff viu...
514 libera mais.........
Podia liberar td livro....
Eu fiquei 15 dias pensei noss vai ter um mont2 de páginas pea mim devorar tinha somente 5 páginas. Desumano com quem tem ansiedade kkkkk...
Ansiosa pelo capítulo 530 , será que vai ser postado hoje , pq semana passada foi postado no domingo...
Super ansiosa estou no capitulo 512. So ue estão demorando muito pra soltar novos...