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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 433

Olívia perguntou na mesma hora, a voz trêmula, mas urgente. O silêncio que veio antes da resposta… foi cruel.

— Ele foi encontrado… — começou o policial, medindo as palavras — em estado grave.

O ar saiu do peito dela de uma vez.

— Grave…? — repetiu, os olhos já marejados — como assim grave?

O policial deu um passo à frente. Meredith se mexeu no colo, mas Olívia mal percebeu.

— Ele sofreu um ataque.

A palavra caiu como um golpe.

— Não… — sussurrou Olívia, negando com a cabeça, os olhos já marejados — não… não…

— Filha! — Ana chamou do outro lado, a voz tremendo — o que eles estão dizendo?!

As pernas de Olívia fraquejaram. Ela se apoiou com o quadril no encosto do sofá, ajustando Meredith com mais firmeza contra o peito, prendendo o celular entre o ombro e o ouvido para não soltar a filha.

— Ele está vivo? — perguntou, a voz quebrada.

O policial assentiu.

— Está. Mas foi encaminhado imediatamente para o hospital.

As lágrimas vieram na hora. Sem controle. Olívia fechou os olhos com força por um segundo, encostando a testa de leve na cabecinha de Meredith, como se buscasse equilíbrio ali.

— Meu Deus…

— Olívia, fala comigo! — Ana insistia, já chorando — fala comigo!

— Mãe… — conseguiu dizer, a voz falhando — o Victor… ele está no hospital…

Ela engoliu seco, sentindo a garganta fechar.

— Ele foi atacado…

Do outro lado… o desespero explodiu.

— NÃO! — Ana gritou, a voz rasgando — meu filho… meu Deus, não…

A respiração dela ficou descompassada.

— Eu vou pra aí… eu vou agora… eu preciso ver o meu filho!

— Mãe, escuta… — Olívia interrompeu na mesma hora, tentando manter a voz firme mesmo tremendo — se acalma… por favor.

Ajustou Meredith novamente no colo, balançando levemente, quase automático.

— O papai… — continuou, mais controlada — você precisa manter a calma por causa dele. Você sabe como ele fica.

Do outro lado, Ana chorava.

— Eu não consigo, filha… eu não consigo…

— Consegue, sim… — Olívia insistiu, mais firme — você precisa ser forte agora. Por ele… e pelo papai.

Respirou fundo, organizando tudo rápido na cabeça.

— Faz o seguinte… — continuou — conversa com o papai, prepara ele com calma.

Uma pausa.

— Eu estou indo pro hospital agora.

O policial observava em silêncio, respeitando.

— Eu vou ver o estado do Victor, falar com os médicos… — disse Olívia, já caminhando pela sala com cuidado — e vou mandar o jatinho buscar vocês em Dallas.

Ana prendeu a respiração.

— Eu vou me arrumar e falar com Fabrício. Eles vão demorar para chegar aqui?

— Não. Vai ser rápido. — respondeu na hora — assim que vocês estiverem prontos, me avisa… que eu já vou acionar pra ir buscar vocês.

A voz dela ganhou mais firmeza.

— Eu preciso de vocês aqui, comigo. Nós vamos passar por isso juntos, mãe.

Do outro lado, Ana chorava mais baixo agora… tentando se controlar.

— Tá… — murmurou — eu vou falar com o seu pai…

— Isso… — Olívia disse, mais suave — fala com calma… não assusta ele.

Apertou Meredith contra o peito, beijando o topo da cabeça da filha.

— E fica comigo pelo telefone… a gente vai se falando o tempo todo, tá?

— Tá bom… — Ana respondeu, ainda abalada — me liga quando chegar lá… pelo amor de Deus…

— Ligo, sim… — garantiu Olívia — eu vou ver ele… e te conto tudo.

Desligou. Mas não parou. Já estava em movimento. O coração acelerado. A mente tentando acompanhar. Virou-se para o policial, a expressão ainda abalada… mas agora firme.

— Em qual hospital?

Enquanto isso…

A cobertura de Alex estava mergulhada em um silêncio incomum. A porta se abriu, ele entrou ainda falando ao telefone, o tom firme, concentrado, a gravata já frouxa no pescoço.

— Não, isso não fecha… — disse, andando pela sala sem nem olhar ao redor — se eles estavam naquele endereço, alguém viu alguma coisa.

A voz ficou mais tensa.

— Não é possível que um casal simplesmente desapareça assim.

Ele passou a mão pelos cabelos, inquieto.

— Então volta lá. Fala com todo mundo. Porteiro, vizinho, câmera… qualquer coisa. A gente precisa encontrar essas duas pessoas.

Uma pausa.

Ela deu um passo a mais, diminuindo o espaço.

— Eu não abro mão disso hoje, conquistador barato.

O silêncio se alongou. Até que… Alex soltou o ar devagar. Cedeu.

— Algumas horas… — murmurou.

Ela sorriu. Vitoriosa.

— Você não vai se arrepender.

Quando abriu… o olhar já tinha mudado. Deslizou lentamente a mão pelo corpo dela… passando pelo ventre com carinho… e continuando o caminho com naturalidade, até repousar nas curvas de trás, num toque firme, mas cheio de intimidade.

— Você está… linda.

A voz saiu mais baixa. Mais rouca.

— Cheirosa… — completou, aproximando o rosto do pescoço dela — e perigosamente irresistível.

Ísis riu baixo.

— Vai tomar banho, porque alguém já ganhou vida.

Ele não se mexeu.

— Eu estou com a sensação de que alguma coisa vai acontecer… — murmurou, mais sério agora — como se eu estivesse perdendo o controle de alguma coisa importante.

Ela levou a mão ao rosto dele. Com carinho.

— Amor, por favor… precisamos desse tempo pra nós. Estou com saudades de você me tocando,me amando. E tenho certeza que você também está. Não vai acontecer nada.

Sustentou o olhar.

— Relaxa, vamos curtir o momento. Eu quero agora o Alex, meu marido, aquele conquistador barato que me fisgou, só pra mim.

Uma pausa.

— Hoje é só a gente.

O silêncio respondeu. E dessa vez… ele não resistiu.

— Tá bom… — murmurou, com um meio sorriso de canto — você tem razão. Me perdoa… eu andei vacilando.

Aproximou um pouco mais, o olhar já carregado de malícia leve.

— Você não precisa implorar minha atenção, não… — completou, a voz mais baixa — eu que tenho que correr atrás de você.

Deu um passo para trás, sem tirar os olhos dela.

— Vou tomar um banho… — disse, já provocando — e já volto daquele jeito… só pra você.

Piscou de leve.

— Mas olha… use com moderação… — soltou, com um sorriso descarado — porque eu posso causar uns efeitos colaterais bem difíceis de controlar.

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