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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 435

Olívia abraçou de volta, forte. Desmoronando naquele contato.

— Mãe…

Atrás, Fabrício vinha mais devagar. Mas o estado dele preocupava. O rosto pálido. Os olhos cheios. A respiração mais pesada do que o normal. Quando chegou perto, não falou nada. Só abriu os braços. E as duas o abraçaram.

Os três. Juntos. Em silêncio. Mas um silêncio cheio de dor. Olívia se afastou um pouco, os olhos marejados.

— Me perdoa… — disse, a voz falhando — me perdoa…

Fabrício franziu levemente a testa, confuso.

— Filha…

— Isso é culpa minha… papai — continuou, a voz quebrando — tudo isso… tudo o que está acontecendo… é por minha causa…

Ana a olhou assustada.

— Não fala isso, meu amor!

Mas Olívia não parava.

— Depois que o Liam entrou na minha vida… tudo começou a dar errado… — disse, chorando — e agora o Victor está assim…

Fabrício levou a mão ao rosto dela com cuidado. Mesmo abalado, a voz dele veio firme. Doce. Como sempre.

— Olívia… olha pra mim.

Ela obedeceu. Com dificuldade.

— Você não tem culpa disso, seu marido também não. — disse, com convicção — Escuta o seu pai… vocês não tem culpa.

A mão dele apertou a dela de leve.

— Quem fez isso… fez porque é ruim… porque é covarde… não por causa de vocês.

Os olhos dele marejaram.

— Não carrega esse peso que não é seu.

Olívia chorou mais forte. Ana passou a mão pelo cabelo dela, tentando acalmar.

— Você ficou sozinha aqui a noite toda? — perguntou, preocupada.

Olívia assentiu de leve.

— Fiquei… — murmurou — mas os seguranças ficaram de olho… não me deixaram sozinha de verdade.

Fabrício respirou fundo, ainda abalado.

— E o Alex? — perguntou — ele não veio?

Olívia desviou o olhar por um instante, como se pensasse na resposta antes de falar.

— Eu tentei falar com ele a noite inteira… — disse, mais baixa — mas o celular estava desligado.

Deu de ombros de leve, tentando racionalizar, mesmo sem convencer nem a si mesma.

— Ele tem a vida dele também, papai… a Ísis está perto de ganhar os bebês…

Respirou fundo, segurando o próprio cansaço.

— Ele já está fazendo coisas demais por mim… pelo Liam… coisas que nem são obrigação dele.

Ana assentiu devagar, absorvendo aquilo. O silêncio voltou por um instante. E então, o olhar de Olívia voltou para o pai. Mais atento. Mais preocupado.

— Como o senhor está, papai? — perguntou, aproximando-se um pouco — o senhor está pálido…

A voz suavizou.

— Está sentindo alguma dor? Vamos passar pelo médico, por favor…

Fabrício tentou sustentar um pequeno sorriso, mesmo com os olhos marejados.

— Minha Pérola… — disse, com aquele tom doce de sempre — não se preocupe comigo.

Levou a mão até a dela, apertando com carinho.

— Eu vou ficar bem… assim que ver meu filho.

Na cobertura de Alex…

A luz da manhã invadia o quarto. Suave. Alex abriu os olhos lentamente. O corpo ainda relaxado… depois de uma noite intensa. Virou o rosto. E sorriu. Ísis estava ali. Ao lado dele. Nua sob o edredom, o corpo parcialmente coberto, o ventre destacado, lindo… carregando tudo o que era deles.

O sorriso dele suavizou. A mão deslizou devagar até ela, repousando com carinho sobre o ventre.

— Bom dia… meus filhos. — murmurou, baixo, a mão acariciando o ventre dela. — Está chegando a hora de ver o rostinho de vocês… vão ser lindos igual à mamãe.

Ele se inclinou devagar. Deixou um beijo suave na barriga… e então subiu, encontrando o rosto de Ísis. Os lábios tocaram os dela em um selinho demorado… calmo… cheio de carinho. Quando se afastou, encostou a testa na dela por um instante, sorrindo de leve.

— Obrigado pela noite… — murmurou, a voz baixa — você, como sempre… incrível.

A mão dele deslizou com cuidado pelo braço dela, subindo até o rosto.

— Você sempre me surpreende… — completou, com um sorriso suave — e eu continuo completamente rendido a você.

Aproximou-se um pouco mais, falando perto dela, num tom íntimo.

— Sou louco por você, minha preta… eu te amo.

Ficou ali por um segundo… sentindo o momento. E então se afastou devagar. Esticou o braço até o criado-mudo. Pegou o celular. Ligou. E no segundo seguinte, o rosto mudou completamente.

Várias chamadas de Olívia. Uma atrás da outra. O coração dele disparou.

— Porr@… — murmurou, sentando-se rápido.

Ísis envolveu ela com carinho na mesma hora.

— Calma… — disse Ísis, suave, passando a mão nas costas de Ana, tentando acalmar — a gente está aqui… ele vai sair dessa.

Alex se aproximou logo em seguida e a envolveu em um abraço firme, sustentando-a por um instante enquanto o olhar já percorria o ambiente, atento, calculando cada detalhe.

— Eu não vou descansar até esse pesadelo acabar. — murmurou, baixo, com convicção.

Ísis apertou as mãos, visivelmente abalada.

— Me desculpa… eu não devia ter desligado o celular do Alex. Deixamos a Olívia sozinha…

Ana negou na mesma hora, segurando a mão dela com carinho.

— Não fala isso, minha filha… vocês também têm a vida de vocês.

Mas Alex já não estava mais focado na conversa. O olhar dele corria pelo corredor, analisando, conectando.

— Cadê a Olívia e o senhor Fabrício? — perguntou, direto.

— O Fabrício está no quarto com o Victor… — respondeu Ana, respirando fundo — e a Olívia foi em uma reunião na empresa… mas logo já deve estar voltando.

Alex assentiu. Mas algo no olhar dele não relaxou. Pelo contrário. Ficou mais atento.

Enquanto isso… em outro ponto de Nova York…

A porta da mansão se abriu, e a empregada mal teve tempo de reagir quando Olívia entrou. Os passos vinham rápidos, duros, carregados por uma raiva que já não cabia dentro dela.

— Cadê ele? — perguntou, sem sequer olhar para a funcionária.

A mulher hesitou, assustada com o tom.

— Senhora, eu—

— O Alberto. — cortou, a voz fria — onde ele está?

— Procurando por mim?

A voz veio da sala de estar, calma demais para o momento. Olívia virou o rosto na hora. Alberto estava ali, sentado no sofá como se nada tivesse acontecido, como se aquela visita fizesse parte de uma rotina perfeitamente prevista. Ele se levantou devagar, ajeitando o paletó, e um leve sorriso surgiu no canto dos lábios.

— Olívia… — disse, fingindo surpresa — não esperava te ver a essa hora.

Mas o olhar dele entregava.

Ela avançou sem hesitar, a respiração pesada, os olhos queimando de ódio.

— Para de fingir. — disse, firme — eu sei que foi você.

O sorriso dele não sumiu. Ao contrário, pareceu se firmar.

— Eu não faço ideia do que você está falando… — respondeu, tranquilo — aconteceu alguma coisa?

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