Olívia parou a poucos passos dele. As mãos se fecharam em punho, as unhas quase marcando a própria pele.
— Foi você. — disse, mesmo com a voz carregada — você mandou fazer aquilo com o meu irmão.
Alberto não respondeu de imediato. Apenas a observou em silêncio, como se avaliasse cada tremor, cada respiração, cada fissura prestes a se abrir nela. Então soltou um leve riso pelo nariz, desviando o olhar por um segundo enquanto ajeitava o punho da camisa.
— Você realmente acha… — começou, a voz baixa, controlada — que alguém na minha posição… suja as próprias mãos?
Fez uma pausa e voltou a encará-la.
— Eu não faço esse tipo de coisa.
Olívia deu um passo à frente, o corpo inteiro tensionado.
— Para de jogar comigo! — a voz subiu, tremendo de raiva — você acha que eu não entendi?
Alberto ergueu levemente a sobrancelha, mas não perdeu a calma.
— Cuidado… — murmurou, baixo, mas firme — você está na minha casa.
Ela soltou um riso seco, sem humor algum.
— Que se dane que estou na sua casa. Eu entendi seu recado. Você é um monstro. — rebateu ela, firme.
O ar pareceu enrijecer entre os dois.
Alberto inclinou levemente a cabeça, estudando-a.
— O curioso… — continuou, observando cada reação dela — é que você resolveu desafiar alguém…
Os olhos dele escureceram.
— E alguém próximo a você se machucou.
Por um instante, o corpo de Olívia gelou.
— Primeiro foi o seu marido… — acrescentou ele, quase num tom casual — agora o seu irmão…
Deu um passo para trás, abrindo um leve sorriso.
— Me diz, Olívia…
A pausa veio longa, calculada.
— Quem vai ser o próximo?
O coração dela disparou.
Alberto inclinou a cabeça de leve, como se a resposta já estivesse escolhida.
— Seu pai? — completou, quase casual.
A garganta de Olívia secou na hora.
— Um homem de coração fraco… conservador… cheio de princípios e valores…
Ele abriu um meio sorriso.
— Imagina ele saber… — continuou, a voz mais baixa, mais venenosa — o que a “Pérola Negra” dele passou naquele hotel.
Olívia travou. A respiração vacilou.
— Ou descobrir… — acrescentou, acompanhando de perto o efeito de cada palavra — por que a netinha querida não nasceu de sete meses.
Aquela foi a pancada que quase a fez perder o equilíbrio.
— Que a filha exemplar… — concluiu, com um leve sorriso — escondeu o verdadeiro motivo daquele casamento apressado.
O silêncio caiu entre os dois, esmagando.
— Você é um monstro… — sussurrou ela, a voz quebrando — não é possível que seja filho do vovô Frederico e da vovó Olga.
Alberto ignorou. Virou-se de leve, como se aquilo fosse apenas um detalhe sem importância, e ajeitou o paletó com a mesma calma irritante.
— O julgamento já está marcado… — disse, controlado — e você sabe exatamente o que vai acontecer lá dentro.
Olívia apertou as mãos, tentando sustentar o pouco de força que ainda tinha.
— Não vai acontecer nada.
Alberto voltou o rosto para ela, os olhos frios.
— Vai, sim. — cortou ele, frio — condenação.
A palavra caiu como uma sentença.
— Mas isso… — continuou — pode mudar.
O olhar dele se aprofundou.
— Eu posso… facilitar certas coisas.
Olívia respirou fundo, tentando não ceder ao tremor que subia pelo corpo.
— Eu não preciso de você, Liam vai sair daquela prisão. — disse, encarando-o — eu já sei a verdade.
Os olhos dela arderam.
— O atirador… foi o agiota. E o Alex vai provar isso.
Alberto a observou por um segundo e então sorriu. Não havia humor ali. Só desprezo.
— Verdade… sem prova… — murmurou — não serve pra nada.
Deu alguns passos pela sala, calmo demais para alguém que estava claramente conduzindo uma execução emocional.
— E, até agora… — continuou, olhando de canto — o seu brilhante advogado não conseguiu absolutamente nada.
Olívia engoliu seco.
— Ele vai conseguir.
Alberto parou e se virou devagar.
— Vai? — perguntou, quase curioso.
Se aproximou de novo, cada passo medido.
— Ou ele só está… — fez um gesto leve com a mão — colocando a própria família em risco?
O corpo de Olívia endureceu na mesma hora.
— O que você quer dizer com isso?
O sorriso dele voltou. Lento. Perigoso.
— A sua amiga… — disse, casual — a Ísis…
Os olhos dele se fixaram nos dela.
— Ela teve sorte naquela explosão no trailer.
O ar sumiu dos pulmões de Olívia.
— Mas sorte… — continuou, mais baixo — não costuma se repetir duas vezes.
O coração dela disparou.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Nem uma atualizaçãozinha, tem gente chorando aqui 🥲...
Os capítulos estão demorando muito pra liberar...
Já tem 3 dias que não libera os capítulos...
Está apresentando erro. "Error! An error occurred. Please try again later."...
Posta logo...
Liberem os próximos capítulos, estou extremamente ansiosa pra saber o desfecho, cada dia esse livro esta melhor....
Nossa que desfecho maravilhoso da Isís iurulll...
Libera mais páginas estou ansiosa . Apaixonada por cada capitulo...
Libera mais capítulos..... sofro de ansiedade kkkkk...
Eu não consigo colocar crédito. Já tentei 3 cartões...