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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 437

Os olhos dela tremeram por um segundo.

— Com você… com ele… com todos.

A respiração dela falhou.

— Mas eu não quero isso. — acrescentou, simples — eu só quero a empresa.

A verdade veio crua.

— E você… — deu um leve passo à frente — é a peça que falta pra eu resolver isso de forma limpa.

Olívia desviou o olhar por um segundo. O corpo já não sustentava a mesma firmeza.

— Então é isso… — murmurou — ou eu faço o que você quer… ou…

— Ou você continua assistindo quem você ama se machucar. — completou ele, sem emoção.

O golpe foi direto. Sem piedade.

Dessa vez, Olívia não respondeu de imediato. A cabeça baixou de leve. Os olhos marejaram. A luta acontecia ali, por dentro.

— Se eu fizer isso… — disse, finalmente, a voz mais fraca — você garante que ele sai?

Alberto a observou. E assentiu.

— Basta você ser inteligente. E rápida.

Olívia fechou os olhos por um segundo. Respirou fundo, como se aquilo estivesse rasgando tudo por dentro. Quando abriu… já não havia mais resistência. Só dor.

— O que eu tenho que fazer?

A pergunta saiu baixa, derrotada. E o sorriso dele veio. Discreto. Vitorioso.

— Você vai desaparecer da vida dele.

O ar pesou.

— Não vai voltar. — continuou, firme — não importa o que aconteça.

Os olhos dela se encheram de lágrimas.

— Se ele te procurar… — acrescentou Alberto, a voz baixa, firme — você vai ser firme. Vai dizer não.

O coração dela apertou.

— Vai cortar qualquer laço… — continuou, sem desviar o olhar — e nunca mais voltar para ele.

Olívia engoliu seco, o peito apertando ainda mais.

— O Liam não vai assinar o divórcio… — disse, tentando se agarrar a alguma resistência — ele nunca vai aceitar isso.

Alberto soltou um leve riso pelo nariz. Calmo. Seguro demais.

— Já está assinado. — respondeu, como se fosse óbvio.

Olívia franziu a testa, confusa.

— Aquele documento que ele quis que você assinasse na prisão… — continuou, ajeitando o punho da camisa — você acha mesmo que foi desfeito?

Deu um passo lento na direção dela.

— Pelo que eu conheço do meu querido sobrinho… — o tom carregou uma ironia sutil — ele não mandou o Alex se livrar daquele papel.

O olhar dele se aprofundou.

— Porque, no fundo… ele sabe.

Uma pausa.

— Sabe que não vai sair de lá.

O ar pareceu pesar ainda mais.

— E quando a sentença vier… — acrescentou, baixo — ele mesmo vai mandar o advogado fazer você assinar.

A voz dele ficou mais fria, mais calculada.

— Pra te deixar livre.

Os olhos de Olívia marejaram.

— Afinal… são muitos anos que ele vai pegar.

A frase caiu pesada.

— Isso… claro… — continuou, inclinando levemente a cabeça — se você resolver colaborar.

Se aproximou mais, perto o suficiente para pressionar.

— E mostrar que realmente ama seu marido… assinando o divórcio… e sumindo da vida dele.

Olívia respirou fundo, tentando raciocinar no meio do caos.

— Então por que sumir? — perguntou, o olhar firme apesar das lágrimas — se uma assinatura resolve tudo?

Alberto sorriu, lento, quase satisfeito com a pergunta.

— Você realmente acha… — começou, a voz baixa — que o Liam vai te deixar em paz?

Deu mais um passo, invadindo o espaço dela.

— Que ele vai aceitar você longe… seguindo a sua vida… talvez com outro homem?

Os olhos dele escureceram.

— O Liam nunca amou ninguém… — continuou — até você aparecer.

A pausa veio carregada.

— E agora?

Um leve inclinar de cabeça.

— Ele é capaz de matar… se ver outro homem te tocando.

O corpo de Olívia travou.

— Você deve ser muito boa mesmo… — acrescentou, com um sorriso frio — pra ter conseguido enfeitiçar o homem de ferro.

O desprezo veio claro, sem filtro.

— E ele vai pagar por isso.

Os olhos dele endureceram.

— Vai pagar pelo que fez com o meu filho.

A tensão aumentou.

Ela sabia.

Sabia exatamente o que estava sendo arrancado dela.

Mas também sabia o que estava em jogo.

Fechou os olhos por um segundo.

Quando abriu, já não havia mais força para lutar. Alberto a observava em silêncio, esperando, como quem já conhecia o resultado.

— E então, Olívia… — disse, por fim, com calma — qual é a sua resposta?

O coração dela bateu forte. Os olhos voltaram para ele, marejados, destruídos. A voz saiu baixa. Quase sem vida.

— Eu aceito.

O silêncio que veio depois foi breve.

Alberto não demonstrou surpresa. Apenas assentiu de leve, como se aquilo fosse exatamente o esperado.

— Ótima escolha… — disse, baixo, com calma — talvez a primeira realmente inteligente que você toma desde que tudo isso começou.

Deu um passo na direção dela, o olhar firme, analisando cada reação.

— Mas vamos deixar uma coisa muito clara… — continuou, a voz suave demais para o peso das palavras. — Dessa vez… não venha com joguinhos.

Os olhos dele se estreitaram de leve.

— Eu sei exatamente o que vocês fizeram da última vez… — acrescentou, sem alterar o tom — fingiu que estavam afastados… que estavam em conflitos… que aquele casamento estava ruindo. E não estava.

Olívia baixou o olhar por um instante, o peito subindo com dificuldade.

— Vocês mentiram bem… — continuou — quase convenceu.

Aproximou-se mais. Baixo. Perigoso.

— Mas não o suficiente.

A voz desceu ainda mais.

— Então, agora… você vai fazer direito. Vai cortar de verdade.

Os olhos cravaram nos dela.

— Sem encenação… sem segundas intenções… sem tentar ser mais esperta do que realmente é.

O ar voltou a pesar.

— Porque, se eu perceber que você está tentando me enganar de novo… — completou, baixo, sem elevar o tom — as coisas vão ficar muito piores.

A ameaça não foi dita.

Mas estava ali. Clara.

— Você está me ouvindo, Olívia?

Ele esperou.

Um segundo.

Dois.

— Ou eu vou precisar provar… mais uma vez?

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