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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 439

Alex sustentou o olhar dele, atento, medindo cada palavra antes mesmo de falar.

— Liam…

— Não. — cortou ele, sem elevar o tom, inclinando-se levemente sobre a mesa. — Não me responde com “Liam”. Me responde com a verdade.

A mão dele se fechou devagar sobre a superfície metálica.

— Por que ela não veio? O Victor piorou? Minha filha está doente? Aconteceu alguma coisa? Alex… se eu não tiver respostas, pela primeira vez, vou enlouquecer.

Alex puxou o ar discretamente, mantendo a postura controlada.

— Está uma correria do inferno lá fora.

Liam não desviou os olhos. Nem piscou. Alex prosseguiu, a voz firme, porém cuidadosa.

— O Victor ainda exige atenção total. Hospital, médicos, exames… sua esposa está se dividindo entre isso tudo e a Meredith.

Ele ajeitou os braços sobre a mesa antes de continuar.

— Tem a empresa também. Muita coisa caiu no colo dela de uma vez.

Liam endureceu ainda mais a expressão.

— E mesmo assim ela sumiu? Não estou sendo insensível, Alex… mas mesmo com tantos problemas, ela não se afastaria de mim. Você consegue me entender?

Alex assentiu uma única vez.

— Ela não sumiu. — corrigiu, firme. — Ela está tentando manter tudo de pé.

Inclinou-se um pouco à frente, baixando o tom.

— Sua sogra precisa ir e voltar entre Dallas e Nova York. Seu sogro, você sabe como é… o coração dele já não aguenta esse nível de estresse há muito tempo.

O olhar dele ganhou peso.

— A Olívia está segurando coisas demais nas costas, Liam. Coisas demais. Por favor… por mais difícil que seja, tente entender. Sua esposa é louca por você.

O silêncio caiu entre os dois. Liam passou a mão lentamente pelo rosto, fechando os olhos por um instante, como se lutasse para não perder o controle. Quando voltou a encará-lo, a voz saiu mais rouca.

— Ela podia ter vindo cinco minutos.

Alex assentiu de leve.

— Podia. Mas, às vezes, cinco minutos custam mais do que parecem.

Liam virou o rosto por um instante, encarando o nada além do vidro e das paredes frias.

— Ela mandou alguma coisa?

Alex hesitou só o suficiente para quase não ser notado.

— Mandou dizer que te ama… e que está tentando organizar tudo para vir.

Os olhos de Liam se fecharam por um segundo. Aquelas palavras o atingiram mais do que demonstrou. Quando tornou a abri-los, havia algo mais cansado neles.

— Você está me escondendo alguma coisa?

Alex manteve a expressão neutra de advogado experiente. Nem dura, nem suave. Apenas controlada.

— Estou te dizendo o que importa agora.

Sustentou o olhar do amigo.

— Ela vai vir. Você precisa ter paciência… e confiar no amor de vocês.

No hospital, o quarto estava mergulhado em uma quietude frágil. As luzes baixas, o som ritmado dos aparelhos e o amanhecer cinzento atravessando parcialmente a janela criavam a sensação de que o tempo ali dentro andava mais devagar.

Olívia estava sentada ao lado da cama, o corpo curvado pelo cansaço acumulado de tantos dias. Tinha uma das mãos pousada sobre a grade do leito, perto da mão do irmão, como se precisasse manter algum tipo de ligação física com ele.

Victor permanecia imóvel, cercado por fios, curativos e marcas que ainda revoltavam só de olhar. Ana havia ido até a mansão tomar banho e descansar algumas horas. Insistiu para que a filha também fosse. Olívia se recusou.

Ela alisou de leve os dedos do irmão e falou baixo, como vinha fazendo todos os dias.

— Você já me deu susto demais, ouviu? — murmurou, tentando sorrir entre o cansaço e a dor, inclinando-se um pouco para perto dele. — Já está na hora de acordar e me confessar de uma vez por todas que ficou mexido com a Bárbara. Eu juro que não vou te matar por isso.

Victor piscou devagar, respirando com dificuldade. Tornou-se olhar ao redor, para os aparelhos, para o quarto, para o próprio braço com acesso venoso. O medo apareceu no rosto dele.

— O que… aconteceu? — perguntou num fio de voz, tentando erguer levemente a cabeça.

Olívia imediatamente levou a mão ao ombro dele para impedir o movimento.

— Você sofreu um atentado. — respondeu com suavidade, alisando o braço dele. — Está no hospital. Mas está seguro. Está tudo bem agora.

Ele fechou os olhos por um instante, como se a cabeça doesse.

— Não… lembro. — murmurou, apertando levemente os olhos.

A mão dele subiu alguns centímetros, trêmula, indo até a lateral da cabeça enfaixada.

— Minha cabeça… — reclamou, tocando de leve a faixa.

Olívia imediatamente segurou o braço dele com delicadeza.

— Calma… não força. — pediu, baixando a mão dele devagar. — Eu vou chamar o médico.

Victor voltou a encará-la. Havia um esforço real ali.

— Olívia… — repetiu, testando o nome, como se quisesse reconhecê-lo melhor.

Ela chorou de novo ao ouvir o próprio nome na boca dele.

— Isso… isso. — assentiu rapidamente, sorrindo entre lágrimas. — Sou eu.

Um pequeno sorriso fraco apareceu nele, confuso.

— Você… está chorando por quê? — perguntou, franzindo levemente a testa.

Ela riu entre lágrimas, limpando o rosto às pressas.

— Porque você é o amor da minha vida… — respondeu, apertando a mão dele. — e resolveu acordar justo quando eu estava prometendo algo. Você estava me ouvindo, né?

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