Alex sustentou o olhar dele, atento, medindo cada palavra antes mesmo de falar.
— Liam…
— Não. — cortou ele, sem elevar o tom, inclinando-se levemente sobre a mesa. — Não me responde com “Liam”. Me responde com a verdade.
A mão dele se fechou devagar sobre a superfície metálica.
— Por que ela não veio? O Victor piorou? Minha filha está doente? Aconteceu alguma coisa? Alex… se eu não tiver respostas, pela primeira vez, vou enlouquecer.
Alex puxou o ar discretamente, mantendo a postura controlada.
— Está uma correria do inferno lá fora.
Liam não desviou os olhos. Nem piscou. Alex prosseguiu, a voz firme, porém cuidadosa.
— O Victor ainda exige atenção total. Hospital, médicos, exames… sua esposa está se dividindo entre isso tudo e a Meredith.
Ele ajeitou os braços sobre a mesa antes de continuar.
— Tem a empresa também. Muita coisa caiu no colo dela de uma vez.
Liam endureceu ainda mais a expressão.
— E mesmo assim ela sumiu? Não estou sendo insensível, Alex… mas mesmo com tantos problemas, ela não se afastaria de mim. Você consegue me entender?
Alex assentiu uma única vez.
— Ela não sumiu. — corrigiu, firme. — Ela está tentando manter tudo de pé.
Inclinou-se um pouco à frente, baixando o tom.
— Sua sogra precisa ir e voltar entre Dallas e Nova York. Seu sogro, você sabe como é… o coração dele já não aguenta esse nível de estresse há muito tempo.
O olhar dele ganhou peso.
— A Olívia está segurando coisas demais nas costas, Liam. Coisas demais. Por favor… por mais difícil que seja, tente entender. Sua esposa é louca por você.
O silêncio caiu entre os dois. Liam passou a mão lentamente pelo rosto, fechando os olhos por um instante, como se lutasse para não perder o controle. Quando voltou a encará-lo, a voz saiu mais rouca.
— Ela podia ter vindo cinco minutos.
Alex assentiu de leve.
— Podia. Mas, às vezes, cinco minutos custam mais do que parecem.
Liam virou o rosto por um instante, encarando o nada além do vidro e das paredes frias.
— Ela mandou alguma coisa?
Alex hesitou só o suficiente para quase não ser notado.
— Mandou dizer que te ama… e que está tentando organizar tudo para vir.
Os olhos de Liam se fecharam por um segundo. Aquelas palavras o atingiram mais do que demonstrou. Quando tornou a abri-los, havia algo mais cansado neles.
— Você está me escondendo alguma coisa?
Alex manteve a expressão neutra de advogado experiente. Nem dura, nem suave. Apenas controlada.
— Estou te dizendo o que importa agora.
Sustentou o olhar do amigo.
— Ela vai vir. Você precisa ter paciência… e confiar no amor de vocês.
No hospital, o quarto estava mergulhado em uma quietude frágil. As luzes baixas, o som ritmado dos aparelhos e o amanhecer cinzento atravessando parcialmente a janela criavam a sensação de que o tempo ali dentro andava mais devagar.
Olívia estava sentada ao lado da cama, o corpo curvado pelo cansaço acumulado de tantos dias. Tinha uma das mãos pousada sobre a grade do leito, perto da mão do irmão, como se precisasse manter algum tipo de ligação física com ele.
Victor permanecia imóvel, cercado por fios, curativos e marcas que ainda revoltavam só de olhar. Ana havia ido até a mansão tomar banho e descansar algumas horas. Insistiu para que a filha também fosse. Olívia se recusou.
Ela alisou de leve os dedos do irmão e falou baixo, como vinha fazendo todos os dias.
— Você já me deu susto demais, ouviu? — murmurou, tentando sorrir entre o cansaço e a dor, inclinando-se um pouco para perto dele. — Já está na hora de acordar e me confessar de uma vez por todas que ficou mexido com a Bárbara. Eu juro que não vou te matar por isso.
Victor piscou devagar, respirando com dificuldade. Tornou-se olhar ao redor, para os aparelhos, para o quarto, para o próprio braço com acesso venoso. O medo apareceu no rosto dele.
— O que… aconteceu? — perguntou num fio de voz, tentando erguer levemente a cabeça.
Olívia imediatamente levou a mão ao ombro dele para impedir o movimento.
— Você sofreu um atentado. — respondeu com suavidade, alisando o braço dele. — Está no hospital. Mas está seguro. Está tudo bem agora.
Ele fechou os olhos por um instante, como se a cabeça doesse.
— Não… lembro. — murmurou, apertando levemente os olhos.
A mão dele subiu alguns centímetros, trêmula, indo até a lateral da cabeça enfaixada.
— Minha cabeça… — reclamou, tocando de leve a faixa.
Olívia imediatamente segurou o braço dele com delicadeza.
— Calma… não força. — pediu, baixando a mão dele devagar. — Eu vou chamar o médico.
Victor voltou a encará-la. Havia um esforço real ali.
— Olívia… — repetiu, testando o nome, como se quisesse reconhecê-lo melhor.
Ela chorou de novo ao ouvir o próprio nome na boca dele.
— Isso… isso. — assentiu rapidamente, sorrindo entre lágrimas. — Sou eu.
Um pequeno sorriso fraco apareceu nele, confuso.
— Você… está chorando por quê? — perguntou, franzindo levemente a testa.
Ela riu entre lágrimas, limpando o rosto às pressas.
— Porque você é o amor da minha vida… — respondeu, apertando a mão dele. — e resolveu acordar justo quando eu estava prometendo algo. Você estava me ouvindo, né?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Postem os novos capítulos, já faz duas semanas que não postam nada , ou será que o livro vai ficar incompleto...
por favor postem os outros capítulos, já tem alguns dias e não postam nada...
Volta a liberar 3 por dia...
Nao postam mais como antes 3 por dia ai comprar nao da....
E vai postar o restante quando, não tem capítulo diário, não tem semanal, será agora mensal. Afff viu...
514 libera mais.........
Podia liberar td livro....
Eu fiquei 15 dias pensei noss vai ter um mont2 de páginas pea mim devorar tinha somente 5 páginas. Desumano com quem tem ansiedade kkkkk...
Ansiosa pelo capítulo 530 , será que vai ser postado hoje , pq semana passada foi postado no domingo...
Super ansiosa estou no capitulo 512. So ue estão demorando muito pra soltar novos...