Laura ergueu as sobrancelhas e inclinou a cabeça.
— Eu ia te perguntar exatamente isso.
O silêncio caiu por um instante. Olívia sentou-se no sofá à frente e girou a aliança no dedo, tentando não demonstrar nervosismo.
— Não entendi. — murmurou, evitando encará-la por um segundo.
Laura inclinou o corpo para frente, apoiando os cotovelos nos joelhos.
— Então eu vou ser clara. — disse, afiada. — Dezoito dias sem visitar meu irmão. Dezoito dias, Olívia.
Os olhos dela se prenderam no rosto da cunhada.
— E eu estou tentando entender se está acontecendo alguma coisa que você não quer falar.
Olívia desviou o olhar por um segundo. A garganta moveu-se em seco antes da resposta.
— Eu estou ajudando minha mãe com o Victor no hospital… indo para Dallas por causa do meu pai… tem a Meredith… está muita coisa em cima de mim.
A voz saiu cansada, sincera em parte. Laura soltou uma risada baixa, incrédula.
— Curioso. — murmurou. — Porque pra sair com os amigos você encontrou tempo.
Olívia fechou os olhos por um instante breve e respirou fundo.
— Foi um encontro com amigos da faculdade. Resolveram tudo de última hora porque eu estava em Dallas.
Levantou o rosto, tentando se explicar.
— Eu só… me permiti distrair um pouco a cabeça.
Laura a encarou como se pesasse cada palavra.
— E com o André junto. — acrescentou, seca. — A mídia está caindo de pau em cima disso.
Pegou o celular da bolsa, ergueu a tela por um segundo e tornou a guardar.
— Manchetes, fotos, especulações. E a imagem do Liam ficando ainda mais manchada.
Olívia engoliu seco e apertou as mãos no colo.
— Não teve nada demais. Você sabe disso. A Amanda estava lá. — disse, mais firme do que se sentia.
Laura ergueu o queixo.
— Eu sei? — rebateu. — Quem não sabe de nada ultimamente sou eu. Porque ninguém me explica por que a mulher que jurava amar meu irmão desapareceu justo quando ele mais precisa dela.
A voz endureceu ainda mais.
— E fora que a mídia não sabe do relacionamento do André.
Olívia apertou os dedos uns contra os outros até quase doer.
— Laura… você não sabe metade do que eu estou vivendo. — disse, os olhos brilhando.
Laura levantou-se de uma vez. Não gritou. Mas a emoção contida era visível no peito subindo rápido.
— Eu não sei? Então me conta. — disse, firme. — Porque do lado de fora parece abandono.
Deu alguns passos lentos pela sala.
— Meu irmão está preso. — falou, parando por um instante. — Perdendo a cabeça naquele lugar. Esperando você todos os dias.
Virou-se para encará-la.
— E você some.
Olívia levantou-se também, os olhos já marejados.
— Eu não sumi. — retrucou, a voz falhando no final.
— Sumiu sim. — cortou Laura. — E eu estou cansada de fingir que não vi.
A voz dela falhou por um segundo, mas voltou firme.
— Eu achava que você amava o meu irmão.
O golpe atingiu em cheio. Olívia ficou imóvel. Laura respirou fundo, magoada demais para suavizar.
— Mas estou começando a ver que não.
Olívia balançou a cabeça devagar, como se a frase doesse fisicamente.
— Não fala isso… — sussurrou, as lágrimas já presas nos cílios.
Laura aproximou-se mais um passo.
— O Liam não merece a esposa que tem agora. — disse, baixa.
As palavras vieram piores por isso.
— Porque o amor dele é uma força. E você está tratando como se fosse descartável.
Alex sorriu de lado.
— E continua linda mesmo me ameaçando.
Ela respirou fundo, tentando controlar a ansiedade. Doutor Luiz aproximou-se do campo cirúrgico.
— Vamos começar. Está tudo ótimo com mamãe e com os bebês.
O pano cirúrgico foi erguido, impedindo a visão da cirurgia. Ísis não sentia dor, mas percebia a pressão, os puxões leves e a estranha movimentação no próprio corpo, sensações típicas da cesárea. O coração acelerou.
Alex percebeu no mesmo instante. Acariciou a testa dela e falou baixo, perto do ouvido.
— Olha pra mim. Só pra mim. — disse, baixo. — Esquece todo o resto.
Ela virou o rosto na direção dele.
— Estou com medo. — confessou, a voz pequena.
— Eu sei. — respondeu, firme. — Mas daqui a pouco você vai ouvir o som mais bonito do mundo. Dois choros que têm o nosso sangue.
Os olhos dela marejaram.
— Você vai ficar comigo até o fim?
Ele beijou a testa dela outra vez e roçou os lábios perto do ouvido dela.
— Até depois do fim. — sussurrou.
A mão dele deslizou com carinho pela lateral do rosto dela.
— Agora pensa em como a gente fez nossos filhos…
Um sorriso torto surgiu no canto da boca dele.
— Nossa, Preta… eu nunca senti nada igual por nenhuma outra mulher.
A voz baixou ainda mais, íntima.
— Você é uma bruxinha, sabia? Me enfeitiçou de um jeito sem volta.
Alguns minutos se passaram entre movimentos precisos da equipe, orientações baixas e o som metálico dos instrumentos. O tempo parecia mais lento para quem esperava do lado de cima do pano.
Doutor Luiz sorriu atrás da máscara.
— Papai romântico, prepara o coração. O primeiro bebê está vindo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Postem os novos capítulos, já faz duas semanas que não postam nada , ou será que o livro vai ficar incompleto...
por favor postem os outros capítulos, já tem alguns dias e não postam nada...
Volta a liberar 3 por dia...
Nao postam mais como antes 3 por dia ai comprar nao da....
E vai postar o restante quando, não tem capítulo diário, não tem semanal, será agora mensal. Afff viu...
514 libera mais.........
Podia liberar td livro....
Eu fiquei 15 dias pensei noss vai ter um mont2 de páginas pea mim devorar tinha somente 5 páginas. Desumano com quem tem ansiedade kkkkk...
Ansiosa pelo capítulo 530 , será que vai ser postado hoje , pq semana passada foi postado no domingo...
Super ansiosa estou no capitulo 512. So ue estão demorando muito pra soltar novos...