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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 448

Savana sorriu, divertida, enxugando discretamente o canto dos olhos.

— Você está um manteiga derretida. — corrigiu, balançando a cabeça.

Ele se inclinou e beijou a testa dela.

— Obrigado, mãe.

Savana então voltou-se para o berço e abriu os braços.

— Me dá minha neta primeiro… antes que eu arrume confusão logo no primeiro dia como avó.

Alex riu de verdade dessa vez e, com extremo cuidado, pegou Zaya no colo para entregá-la à mãe.

Savana recebeu a menina como se segurasse um milagre. Encostou-a junto ao peito e foi caminhando devagar até a poltrona perto da janela, completamente encantada.

Sentou-se com cuidado, sem desviar os olhos do rostinho delicado da bebê.

— Ah, meu Deus… olha isso… perfeita.

Ergueu então o rosto para o filho, apontando com o queixo para o berço.

— Agora traz o Thales também. Quero os dois comigo.

Alex sorriu, já se aproximando do berço.

— Gananciosa.

Savannah levantou a sobrancelha.

— Inteligente. Porque quando eles crescerem e eu contar essa história… vou dizer que segurei os dois juntos pela primeira vez.

Acomodou melhor Zaya no braço e completou, convicta.

— Não quero meus netos com ciúme um do outro, achando que eu tenho preferido.

Olhou para a neta e depois para o menino ainda no berço.

— Os dois são preferidos. Os dois são os grandes amores da minha vida.

Alex ficou em silêncio por um segundo, emocionado demais para brincar. Depois pegou Thales com cuidado e o colocou no colo da mãe, ao lado da irmã.

Savana suspirou fundo ao ficar com os dois juntos nos braços.

— Agora sim… ficou certo.

Baixou o rosto para os bebês, falando num tom doce e conspiratório.

— Meus amores… vovó babona vai paparicar muito vocês. Vocês não têm ideia do quanto eu perturbei o pai de vocês para ter vocês.

Beijou de leve a testa de Zaya e depois a de Thales.

— Vovó vai estragar vocês todinhos… porque é pra isso que serve avó.

Alex soltou uma gargalhada baixa.

— Já começou. — balançou a cabeça, divertido. — Mãe, eles vão ter regras.

Aproximou-se da poltrona, olhando os filhos no colo dela com um orgulho que ainda o desmontava por dentro.

— Agora eu sou pai. — disse, erguendo levemente o queixo, em tom convencido. — E filhos precisam ouvir não… precisam se frustrar na vida… precisam aprender limites.

Apontou para os dois, fingindo severidade.

— Nada de transformar meus herdeiros em pequenos tiranos mimados.

Savana lançou um olhar irônico para ele.

— Escutem isso, crianças… o homem que fazia birra quando eu demorava cinco minutos pra servir o jantar agora quer falar de limites.

Alex levou a mão ao peito, ofendido de mentira.

— Isso é difamação no quarto da maternidade.

Savana ignorou e continuou conversando com os dois.

— A palavra “não” não vai existir na minha boca, ouviram? Vocês vão ter tudo o que quiserem. Tudo.

Alex cruzou os braços, fingindo preocupação.

— Perfeito. Era exatamente isso que eu temia.

Savana lançou um olhar superior ao filho.

— Você e a Ísis vão surtar comigo, sabiam?

Olhou novamente para os netos e sorriu, completamente rendida.

— E eu mal posso esperar por isso.

Na manhã seguinte, o quarto da maternidade estava banhado por uma luz suave. O ambiente carregava aquele silêncio confortável de começo de dia, interrompido apenas pelos sons pequenos dos recém-nascidos.

Olhou para Edgar de lado e voltou a falar.

— Ele mexe, me acompanha o dia inteiro, me deixa ainda mais linda e todo mundo faz minhas vontades. Eu finalmente entendi o conceito de felicidade plena.

O quarto riu.

Laura então fez uma careta divertida e apontou para Ísis.

— O único detalhe que está me abalando emocionalmente é essa história de parto.

Levou a mão ao peito em falso drama.

— Eu quero muito meu filho nos braços… só não queria precisar passar pela parte dolorida do processo. Se desse pra pular direto pro colo e pras fotos bonitas, eu agradecia.

Acariciou a barriga com carinho e sorriu, completamente apaixonada.

— Mas quando ele quiser vir… eu vou estar pronta. Tremendo, dramática… porém pronta.

Ísis sorriu, emocionada com cuidado.

— Estou melhor agora. — respondeu Ísis, ajeitando-se nos travesseiros. — O problema da cesárea começa naquela hora de tomar a raqui. Eu fui corajosa até ver a agulha. Depois virei uma cidadã comum em desespero.

O quarto riu. Ela balançou a cabeça, lembrando.

— Depois que pega o efeito, você não sente dor nenhuma. Fica tudo tranquilo.

Fez uma careta em seguida.

— O drama volta quando a anestesia começa a passar. Me deu um frio tão absurdo que podiam me cobrir com vinte cobertores e ainda assim eu continuaria tremendo. Um frio insuportável.

Laura levou a mão ao peito, chocada. Ísis olhou para ela, divertida.

— E depois vem a parte humilhante: levantar pra tomar banho e andar. Aí dói, repuxa tudo e você descobre músculos que nem sabia que existiam. Confesso que xinguei mentalmente metade da equipe médica.

Baixou os olhos para os bebês mamando e sorriu toda derretida.

— Mas agora estou bem. E olhando pra esses dois… eu faria tudo de novo.

Edgar riu baixo, passando a mão no queixo enquanto observava a irmã.

— Elegante como sempre. — comentou, com aquele tom calmo e divertido que só ele tinha. — Pelo menos você xingou só mentalmente.

Lançou um olhar breve para Laura, cheio de humor, e voltou para Ísis.

— Se fosse a Felícia no seu lugar… a equipe inteira ia saber exatamente o que ela estava pensando, em ordem alfabética e com riqueza de detalhes.

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