Laura soltou uma risada curta, cruzando os braços enquanto balançava a cabeça para o marido.
— Você é muito engraçadinho mesmo, doutor. — respondeu, com aquele brilho afiado e divertido no olhar. — Tem algum homem aqui querendo passar o próximo mês dormindo no sofá… em observação… até o bebê nascer.
Edgar arregalou os olhos na mesma hora e ergueu as mãos em rendição.
— Não fala isso nem de brincadeira, meu amor. — disse, aproximando-se dela com falsa seriedade. — Certas palavras atraem energia ruim.
Baixou a voz e completou no ouvido dela, com aquele jeito calmo e provocador de sempre.
— Fora que você não aguenta ficar sem sobremesa… adora chupar um pirulito.
Laura engasgou com a própria risada e lhe deu um tapa leve no braço.
— Edgar!
Ísis virou o rosto, segurando o riso para não sentir a barriga repuxar. Alex abaixou a cabeça, prevendo desastre. Luna, que acompanhava tudo com atenção absoluta, arregalou os olhos.
— Mamãe… por que a senhora vai colocar o papai de castigo? — perguntou, séria demais.
O quarto inteiro silenciou por um segundo. Luna pensou rápido e completou, muito séria.
— Eu não sabia que a senhora adorava chupar pirulito.
Laura ficou imóvel, chocada. Edgar fechou os olhos devagar. Luna continuou, generosa.
— Eu vou pegar dinheiro do meu cofrinho e comprar um saco de pirulito pra senhora.
Apontou para o pai com firmeza.
— Mas pra ele eu não vou dar nenhum. Se ele aprontou, vai ficar sem.
Ísis não aguentou e começou a sorrir. Alex precisou apoiar a mão na parede. Laura cobriu o rosto com as duas mãos. Edgar respirou fundo e olhou para o teto.
— Eu perdi completamente a autoridade nessa casa. — murmurou, resignado.
Luna deu de ombros.
— Se comporta então, papai.
— Laura hoje já estou bem mais tranquila. — continuou Ísis. — E amamentar… meu Deus… é a coisa mais incrível que existe.
Baixou os olhos para os filhos, enternecida.
— Ainda não estou sentindo dor nos seios, está bem tranquilo. Tenho leite, os dois fizeram a pega correta… então acho que não vou ficar muito tempo aqui.
Laura sorriu de verdade.
— Você nasceu pra isso. Está com cara de mãe profissional há menos de um dia.
Edgar pareceu se dar conta naquele instante de que ainda não tinha cumprimentado Alex. Virou-se para ele, ergueu o queixo de leve e abriu os braços.
Os dois se abraçaram firme. Edgar bateu duas vezes nas costas do cunhado.
— Parabéns, irmão.
Afastou-se e observou o rosto dele.
— Também preciso registrar que você está com cara de otário apaixonado.
Alex soltou uma risada curta.
— É o brilho da paternidade.
Laura abraçou Alex em seguida.
— Parabéns, Alex. Até que você serviu pra alguma coisa.
— Isso vindo de você é praticamente uma homenagem.
Luna seguia hipnotizada olhando os priminhos.
— Qual deles eu posso brincar primeiro? Eles parecem meu bebê reborn.
Todos riram. Edgar se agachou ao lado dela.
— Nenhum agora, luz da minha vida. Eles ainda são muito pequenos. Mas sua tia vai deixar você segurar um pouquinho depois.
Luna pensou por um instante.
— Então depois eu ensino os dois a bagunçar.
— Você está ficando igual à sua mãe. — murmurou Edgar. — Duas Felícias eu juro que não dou conta.
Laura lhe lançou um olhar afiado. Antes que respondesse, a porta foi aberta novamente. Olívia entrou devagar, trazendo Meredith no colo.
Por um segundo, o ambiente pareceu conter a respiração. Ainda existia um peso silencioso entre Olívia e Laura pela última conversa que tiveram. Feridas recentes. Palavras que não haviam sido esquecidas.
Mas nenhuma das duas permitiu que aquilo tocasse aquele quarto. Não naquele momento. Não diante de duas vidas recém-chegadas. Laura foi a primeira a suavizar a expressão.
— Finalmente. — disse, num tom leve. — Achei que ia perder a visita.
Olívia levou a mão livre ao peito, tocada.
— Você foi muito corajosa. Todo mundo fala que cesárea é complicado. Parto normal o bebê sai… e acabou a dor.
Ísis riu de leve.
— Corajosa nada. Estava apavorada. Só disfarcei bem. Queria parto normal… porém não foi possível.
Meredith dormia tranquila no colo da mãe, alheia aos conflitos adultos e às dores do mundo. Ísis olhou para a sobrinha e sorriu.
— Minha princesinha veio conhecer os amiguinhos.
Olívia baixou o rosto e beijou a cabeça da filha.
— Veio dar sorte pra eles. Tenho certeza que eles serão grandes amigos.
Ísis então observou o quarto cheio: família misturada, tensões silenciadas por amor, risadas espontâneas, crianças e recém-nascidos.
E, por um instante, lembrou do sonho que tivera com Caio… dele sorrindo para ela e dizendo que, ela teria uma família grande.
E percebeu que, às vezes, a vida suspendia a guerra por alguns minutos só para lembrar a todos do que realmente importava.
A madrugada envolvia a mansão num silêncio quase doloroso. O vento atravessava a varanda do quarto principal, movendo de leve as cortinas abertas. No céu, poucas estrelas resistiam entre as luzes da cidade.
Olívia estava sentada no sofá externo, as pernas recolhidas junto ao corpo. Vestia uma camisa larga de Liam que caía pelos ombros como abraço emprestado. Os dedos apertavam o tecido perto do peito, levando-o vez ou outra ao rosto para sentir o perfume dele que ainda restava ali.
Fechou os olhos por um instante. Respirou fundo. O ar saiu tremido.
— Mozão… — sussurrou para o vazio, a voz quebrando no nome dele. — Eu estou com tanta saudade de você.
A cabeça tombou para trás no encosto. As lágrimas escaparam silenciosas pelas laterais do rosto.
— Saudade dos seus beijos… dos seus toques… do jeito que você me abraçava e eu me sentia protegida de tudo.
A mão deslizou pela própria barriga, como se tentasse conter a dor que subia.
— Você não faz ideia do desespero que está sendo ficar sem te ver.
Engoliu seco. O peito subia rápido demais.
— Dói aqui… — apertou a mão sobre o coração. — Parece que meu peito está rachando. Meu coração fica apertadinho o dia inteiro. Espero que um dia me perdoe.
Olhou para o céu escuro, procurando força onde não havia.
— Mas eu preciso fazer isso. Preciso. Pra você sair dessa prisão… pra nenhuma pessoa que eu amo se machucar de novo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Postem os novos capítulos, já faz duas semanas que não postam nada , ou será que o livro vai ficar incompleto...
por favor postem os outros capítulos, já tem alguns dias e não postam nada...
Volta a liberar 3 por dia...
Nao postam mais como antes 3 por dia ai comprar nao da....
E vai postar o restante quando, não tem capítulo diário, não tem semanal, será agora mensal. Afff viu...
514 libera mais.........
Podia liberar td livro....
Eu fiquei 15 dias pensei noss vai ter um mont2 de páginas pea mim devorar tinha somente 5 páginas. Desumano com quem tem ansiedade kkkkk...
Ansiosa pelo capítulo 530 , será que vai ser postado hoje , pq semana passada foi postado no domingo...
Super ansiosa estou no capitulo 512. So ue estão demorando muito pra soltar novos...