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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 449

Laura soltou uma risada curta, cruzando os braços enquanto balançava a cabeça para o marido.

— Você é muito engraçadinho mesmo, doutor. — respondeu, com aquele brilho afiado e divertido no olhar. — Tem algum homem aqui querendo passar o próximo mês dormindo no sofá… em observação… até o bebê nascer.

Edgar arregalou os olhos na mesma hora e ergueu as mãos em rendição.

— Não fala isso nem de brincadeira, meu amor. — disse, aproximando-se dela com falsa seriedade. — Certas palavras atraem energia ruim.

Baixou a voz e completou no ouvido dela, com aquele jeito calmo e provocador de sempre.

— Fora que você não aguenta ficar sem sobremesa… adora chupar um pirulito.

Laura engasgou com a própria risada e lhe deu um tapa leve no braço.

— Edgar!

Ísis virou o rosto, segurando o riso para não sentir a barriga repuxar. Alex abaixou a cabeça, prevendo desastre. Luna, que acompanhava tudo com atenção absoluta, arregalou os olhos.

— Mamãe… por que a senhora vai colocar o papai de castigo? — perguntou, séria demais.

O quarto inteiro silenciou por um segundo. Luna pensou rápido e completou, muito séria.

— Eu não sabia que a senhora adorava chupar pirulito.

Laura ficou imóvel, chocada. Edgar fechou os olhos devagar. Luna continuou, generosa.

— Eu vou pegar dinheiro do meu cofrinho e comprar um saco de pirulito pra senhora.

Apontou para o pai com firmeza.

— Mas pra ele eu não vou dar nenhum. Se ele aprontou, vai ficar sem.

Ísis não aguentou e começou a sorrir. Alex precisou apoiar a mão na parede. Laura cobriu o rosto com as duas mãos. Edgar respirou fundo e olhou para o teto.

— Eu perdi completamente a autoridade nessa casa. — murmurou, resignado.

Luna deu de ombros.

— Se comporta então, papai.

— Laura hoje já estou bem mais tranquila. — continuou Ísis. — E amamentar… meu Deus… é a coisa mais incrível que existe.

Baixou os olhos para os filhos, enternecida.

— Ainda não estou sentindo dor nos seios, está bem tranquilo. Tenho leite, os dois fizeram a pega correta… então acho que não vou ficar muito tempo aqui.

Laura sorriu de verdade.

— Você nasceu pra isso. Está com cara de mãe profissional há menos de um dia.

Edgar pareceu se dar conta naquele instante de que ainda não tinha cumprimentado Alex. Virou-se para ele, ergueu o queixo de leve e abriu os braços.

Os dois se abraçaram firme. Edgar bateu duas vezes nas costas do cunhado.

— Parabéns, irmão.

Afastou-se e observou o rosto dele.

— Também preciso registrar que você está com cara de otário apaixonado.

Alex soltou uma risada curta.

— É o brilho da paternidade.

Laura abraçou Alex em seguida.

— Parabéns, Alex. Até que você serviu pra alguma coisa.

— Isso vindo de você é praticamente uma homenagem.

Luna seguia hipnotizada olhando os priminhos.

— Qual deles eu posso brincar primeiro? Eles parecem meu bebê reborn.

Todos riram. Edgar se agachou ao lado dela.

— Nenhum agora, luz da minha vida. Eles ainda são muito pequenos. Mas sua tia vai deixar você segurar um pouquinho depois.

Luna pensou por um instante.

— Então depois eu ensino os dois a bagunçar.

— Você está ficando igual à sua mãe. — murmurou Edgar. — Duas Felícias eu juro que não dou conta.

Laura lhe lançou um olhar afiado. Antes que respondesse, a porta foi aberta novamente. Olívia entrou devagar, trazendo Meredith no colo.

Por um segundo, o ambiente pareceu conter a respiração. Ainda existia um peso silencioso entre Olívia e Laura pela última conversa que tiveram. Feridas recentes. Palavras que não haviam sido esquecidas.

Mas nenhuma das duas permitiu que aquilo tocasse aquele quarto. Não naquele momento. Não diante de duas vidas recém-chegadas. Laura foi a primeira a suavizar a expressão.

— Finalmente. — disse, num tom leve. — Achei que ia perder a visita.

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