A respiração falhou. Ela curvou o corpo para frente, abraçando a si mesma.
— Eu não aguento mais.
O nome de Laura veio carregado de culpa.
— E a Laura… está com raiva de mim.
Um sorriso triste passou rápido pelos lábios.
— Eu não queria estar brigada com ela. Nunca quis.
Passou o polegar sob os olhos molhados.
— Mas eu não tenho raiva dela. No lugar dela… eu sentiria a mesma coisa.
A voz baixou ainda mais.
— Laura… meu amor pelo seu irmão não é mentira.
Apertou a camisa de Liam com força contra o peito.
— Eu sou capaz de tudo pelo Mozão. Até de morrer.
As lágrimas vieram mais fortes.
— Porque ficar afastada dele… já está sendo uma morte pra mim.
Olhou para as mãos trêmulas.
— Eu estou morta por dentro.
Na mesma hora, a quilômetros dali, a cela estava mergulhada em sombra.
Liam jazia de barriga para cima sobre a cama estreita. Um dos braços cobria os olhos, como se quisesse apagar o mundo. O outro estava cerrado ao lado do corpo.
As lágrimas escorriam silenciosas pelas laterais do rosto e desapareciam no travesseiro áspero.
A voz saiu baixa, rouca, quase irreconhecível.
— Por que você não está vindo, Mozão?
O peito subiu pesado.
— Será que você desistiu do nosso amor?
A mandíbula travou.
— Será que cansou de mim? Dessa situação?
Virou levemente o rosto para o lado, respirando fundo como se lutasse para não quebrar de vez.
— Eu vou sair daqui.
A frase saiu firme, mesmo despedaçada.
— Eu vou sair daqui pra voltar pra você.
Fechou os olhos sob o braço.
— Sinto falta do seu cheiro.
As lembranças vieram violentas.
— Dos seus beijos… dos seus olhares atrevidos… daquele jeito que você me encarava como se me desafiasse e me amasse ao mesmo tempo.
A garganta contraiu.
— Sinto falta do seu corpo se perdendo no meu…
Os dedos se fecharam no lençol.
— Da sua boca falando besteira… me provocando… e me deixando louco de tesão.
A respiração dele pesou. A lembrança veio nítida demais.
— Do jeito que você se entregou pra mim nesse inferno de prisão… como se quisesse me salvar por algumas horas desse lugar maldito.
Os dedos se fecharam no lençol áspero.
— Não tem tanto tempo assim. Não é possível que você tenha desistido de mim tão rápido.
Virou o rosto, tomado por raiva e dor ao mesmo tempo.
— Não é possível que tenha arrumado outro homem.
A mandíbula travou.
— Porque você é só minha.
As lágrimas desceram silenciosas.
— Um amor como o nosso não acaba assim… de uma hora pra outra.
O peito subiu em esforço.
— A gente se rasgou, se perdoou, se reconstruiu… não foi pra terminar no silêncio.
A voz falhou no final.
— Você é minha mulher… meu amor… minha casa.
Fechou os olhos com força.
— E eu ainda sou seu homem, Mozão. Você sabe disso.
Soltou um ar duro, tomado por ciúme e dor.
— Só de pensar em outro homem tocando em você eu enlouqueço.
A voz desceu, possessiva e ferida.
— Porque você é só minha.
Alex estufou o peito na mesma hora, orgulhoso.
— Está vendo? Herança genética de qualidade. — declarou, ajeitando Zaya melhor no ombro. — Meu filho já nasceu diferenciado.
Ísis soltou um riso contido.
— Só não pode puxar o pai na parte de pegador. — rebateu, erguendo uma sobrancelha. — Nunca vi chover tanta mulher na rede de um homem.
Ergueu os olhos para ele, provocando.
— E também não pode ser ciumento.
Alex levou a mão livre ao peito, fingindo ofensa.
— Eu curti a vida ao máximo. — respondeu, com aquele jeito debochado de quem nunca negou o currículo. — Mas aí apareceu uma preta toda cheia de si… linda num nível que deveria pagar imposto… e me humilhou em menos de dois minutos.
Savana soltou uma risada curiosa. Ísis já sorria, sabendo exatamente onde aquilo ia parar. Alex balançou a cabeça, teatral.
— Fui educado, charmoso e elegante. Usei voz baixa, perfume caro, sorriso calibrado… o pacote premium completo.
Apontou para si mesmo, convencido.
— Encostei no corredor da boate e mandei: “Você acredita em amor à primeira vista?”
Fez uma pausa dramática.
— A mulher olhou na minha cara e respondeu que acreditava em conto de fadas, Papai Noel e que eu já devia ter usado aquela frase com metade da boate.
Savana gargalhou alto. Alex fez cara de homem ferido.
— E não satisfeita… me chamou de Don Juan e foi embora rebolando pra pista.
Olhou para Ísis com falsa indignação.
— Eu fiquei parado, processando a violência psicológica.
Ísis mordeu o sorriso, divertidíssima.
— Violência psicológica nada. Eu só não ia cair na lábia de conquistador barato.
Alex se aproximou um passo, com Zaya ainda no colo.
— O problema é que eu gostei. — confessou, sorrindo de canto. — Quanto mais você me ignorava… mais eu queria saber seu nome, seu signo e quantos filhos a gente ia ter.
Savana levou a mão ao peito, rindo.
— Meu Deus, que homem sem dignidade.
Alex apontou para a mãe.
— Apaixonado. É diferente.
Voltou os olhos para Ísis.
— Aí eu sosseguei o facho… porque percebi que aquela mulher não era aventura. Era sentença.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Postem os novos capítulos, já faz duas semanas que não postam nada , ou será que o livro vai ficar incompleto...
por favor postem os outros capítulos, já tem alguns dias e não postam nada...
Volta a liberar 3 por dia...
Nao postam mais como antes 3 por dia ai comprar nao da....
E vai postar o restante quando, não tem capítulo diário, não tem semanal, será agora mensal. Afff viu...
514 libera mais.........
Podia liberar td livro....
Eu fiquei 15 dias pensei noss vai ter um mont2 de páginas pea mim devorar tinha somente 5 páginas. Desumano com quem tem ansiedade kkkkk...
Ansiosa pelo capítulo 530 , será que vai ser postado hoje , pq semana passada foi postado no domingo...
Super ansiosa estou no capitulo 512. So ue estão demorando muito pra soltar novos...