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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 56

Liam entrou no carro e bateu a porta com mais força do que pretendia. O impacto reverberou no peito como se o barulho tivesse dito em voz alta aquilo que ele próprio evitava admitir: algo nele tinha sido cutucado.

Virou a chave e acelerou. Não pensou duas vezes. Apenas dirigiu. A conversa que tinha escutado atrás da porta ainda martelava em algum ponto entre a raiva e o desprezo.

Enquanto os pneus cortavam o asfalto, a mandíbula travada dizia mais do que qualquer pensamento formado. .

Menos de vinte minutos depois, entrou na garagem subterrânea da cobertura de Bárbara. Digitou o código de acesso com naturalidade. O elevador abriu e ele entrou sem hesitar.

Bárbara não esperava por ele naquela manhã. Ainda estava de robe claro quando abriu a porta. A expressão de surpresa durou apenas dois segundos antes de se transformar naquele sorriso calculado e sensual que ela sabia usar quando queria que ele ficasse.

— Que bom que você veio… — disse, a voz baixa e carregada de charme e depois deu um selinho. — Vai ser só uma parada rápida ou podemos tomar café juntos?

Ele passou por ela sem responder, caminhando até a sala . Ela acompanhou seu movimento com olhar atento, percebendo a tensão na postura e o jeito impaciente.

— Ok… sem café — murmurou, fechando a porta. — Você está com aquela cara de quem não quer conversar. Te conheço perfeitamente bem.

Silêncio. Liam permaneceu em pé, olhando fixamente para a janela, como se a paisagem tivesse alguma resposta. Bárbara o observou por alguns segundos, avaliando qual seria o próximo passo a seguir.

— Sei exatamente o que você precisa — disse, aproximando-se, sem tocar nele de imediato. — E não tem nada a ver com café.

Ele não contestou.

Ela se aproximou um pouco mais, parou diante dele e tocou levemente o paletó, deslizando os dedos no tecido como quem marca território com elegância.

— Vem. — falou sem perguntar, apenas conduzindo, com confiança — e ele deixou.

Entraram no quarto. Ele sentou na beira da cama sem dizer nada. Bárbara tirou o paletó dele com cuidado, depois afrouxou a gravata devagar, como se cada movimento fosse parte de um ritual que ela conhecia de cor.

— Você anda tenso demais, Liam… — disse num sussurro suave, sentando-se em seu colo, as mãos passeando pela nuca dele. — E eu sinto muita falta de você… — murmurou, antes de aproximar os lábios dos dele.

Ele não respondeu. Apenas segurou sua cintura com força controlada e retribuiu o beijo com intensidade que tinha mais a ver com descarga do que com afeto.

A partir dali, o ambiente perdeu a formalidade.

Nada de palavras longas. Só toques precisos. Ele virou o corpo dela para a cama, levantou-se, colocou o celular no criado mudo, tirou os sapatos e abriu o cinto com movimentos práticos. Tirou também a cueca boxers com pressa contida, sem demonstrar emoção, apenas necessidade e ficou de frente pra ela.

— Faz o que tem que fazer com ele.

Nada naquele quarto lembrava amor.

A respiração pesada, o atrito dos corpos e alguns gemidos abafados de Bárbara preencheram o espaço por um tempo que não foi terno, foi intenso e silenciosamente agressivo. Um jogo de luxúria crua, onde nenhum dos dois falava de sentimento… apenas deixava o corpo descarregar.

Três horas depois da saída abrupta de Liam, alguém bateu à porta do quarto de Olívia.

— Com licença, senhora — disse Thomas, o mordomo, com respeito discreto. — O almoço está servido.

Olívia, que estava sentada na cama abraçando uma almofada, assentiu devagar.

— Obrigada, Thomas… só um instante.

Ela se levantou e respirou fundo. Olhou para o celular sobre a cômoda, nada de mensagens, nenhuma ligação. Liam havia dito que a consulta seria pela manhã… e já passava do meio-dia.

Desceu e almoçou forçadamente. Sentia o estômago embrulhado, mas tentou comer por causa do bebê.

Depois, subiu para o quarto, foi ao banheiro, escovou os dentes e enfim pegou o celular com a intenção de ligar.

— Só quero saber se ele ainda vai… — murmurou para si mesma, tentando parecer racional.

Chamou uma vez. Caiu na caixa postal.

Chamou de novo.

Na terceira tentativa, alguém atendeu.

— Liam? — ela disse automaticamente.

A resposta veio fria.

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