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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 68

Olívia abriu um pequeno sorriso.

— Tem um tempo que não vou. Mas amo dançar. — respondeu, com sinceridade. — Dançar me faz sentir viva.

— Mas isso de “tem um tempo que não vou” precisamos mudar pra ontem, viu? — exclamou Laura, estalando os dedos com energia. — Cunhadinha, sinto que a gente vai se dar bem demais! — disse, empolgada. — Já estou vendo nós duas dançando até o chão e fazendo a pista parar.

Liam, até então calado, ergueu o olhar, o rosto impassível.

— Olívia está grávida. Balada não é lugar pra ela. — disse, pausadamente. — E pra deixar claro, isso não é assunto para debate.

A mesa inteira ficou em silêncio por alguns segundos. Laura soltou um riso baixo, o olhar provocante cravado no irmão.

— Ah, fala sério, Liam. — retrucou, cruzando os braços. — Isso é desculpa. Você não quer admitir que morre de ciúmes da cunhadinha. Mas, se continuar assim possessivo, ela não vai aguentar nem seis meses.

Frederico, que acompanhava tudo com um sorriso de canto, entrou na conversa com o tom brincalhão e provocador.

— Pois eu acho que você e a Laura vão se dar muito bem na pista — provocou, muito à vontade. — Desde criança essa menina dança como quem nasceu pra isso. A casa inteira já sabe.

Liam lançou um olhar direto e gelado para o avô, mas Frederico nem se mexeu. Pelo contrário — sustentou o olhar com calma, selando a provocação como quem sabia exatamente onde atingir.

— Não vejo problema algum nas duas saírem juntas — disse, calmo. — Desde que não façam escândalo. A mídia adora um tropeço nosso. Mas confesso que vai ser interessante ver vocês duas juntas.

Laura deu risada.

— Vovô, desde quando o senhor ficou tão liberal, hein? — disse, balançando a cabeça. — Mas pode deixar, prometo que quando a gente sair, eu trago a cunhada viva. — piscou para Olívia. — E não se preocupa com o meu irmão. Depois você doma ele na cama com uma lingerie bem sexy.

Olga arregalou os olhos.

— Laura! — exclamou, horrorizada. — Isso é coisa que se fala, meu amor?

Laura deu de ombros, rindo.

— Ué, vó, vai dizer que a senhora nunca foi ousada com o vovô? — respondeu, zombeteira. — E duvido que a Olívia nunca tenha feito uns agrados pro Liam.

Olívia sentiu o rosto ruborizar.

— Laura… — murmurou, sem saber onde enfiar o olhar.

Frederico soltou uma risada gostosa, batendo de leve a mão na mesa.

— Ah, Laura… — disse, divertido. — Sempre espirituosa. Nunca teve filtro.

Érica, desconfortável com o rumo da conversa, apressou-se em mudar de assunto.

— Minha filha sempre foi assim… cheia de energia. — disse, forçando um sorriso. — Fez várias modalidades de dança. A primeira apresentação dela foi emocionante, lembro até hoje.

— Eu também fiz dança. — comentou Olívia, tentando retomar o controle da própria voz. — Mas sempre tive paixão por uma modalidade.

— Está vendo só? — disse Laura, piscando pra Olívia. — Era destino, bebê! Eu e você, dupla oficial de balada, drama e confusão. — Olhou para Liam e completou, provocante: — Meu irmão que lute! — disse, mandando um beijo no ar.

Olívia riu, o olhar se desviando para Liam antes de responder.

— Então vamos ver algo pra essa semana… — disse, com um sorriso provocante, a voz baixa, mas firme. — Só pra testar o nível de ciúmes do seu irmão.

Liam não reagiu de imediato. Manteve o olhar cravado nela, o rosto impassível, e por um instante o ar ao redor pareceu esfriar. Era aquele tipo de silêncio que dizia tudo — firme, cortante, impossível de decifrar.

Mas antes que pudesse responder, o celular de Laura vibrou sobre a mesa. O som quebrou a tensão no ar. Ela olhou a tela, leu a mensagem e sorriu de canto.

— Bom, o papo está ótimo e já matamos a saudade. — disse, se levantando. — Mas a noite é uma criança… e está me esperando com música, bebida e amigos. Família perfeita, até amanhã!

Felipe soltou um suspiro pesado, encostando as costas na cadeira.

— Ela não tem jeito. — comentou, balançando a cabeça.

No quarto, Olívia deixou as sandálias de lado e suspirou, exausta.

— Amei conhecer sua irmã. — disse, sentando-se na beira da cama. — Ela é totalmente diferente e tem muito respeito por você. Parece até que você é o pai dela.

Liam encostou-se à parede, soltando o paletó.

— Laura... é o amor da minha vida. — disse, com a voz baixa, firme, sem precisar pensar. — Mas no começo eu não aceitei ela. Ela está sempre me dando trabalho. — fez uma breve pausa, o olhar distante. — Como viu, é revoltada com os pais. — Endureceu o semblante. — Carrega uma dor que nunca quis dividir comigo. Mesmo nos dando super bem. Eu nunca forcei. Quando ela quiser falar, estarei aqui pra ouvir. Até lá, o que me cabe é protegê-la.

— Você não é diferente. — disse Olívia, levantando-se e ficando de frente para ele. — Também é revoltado com eles e carrega uma dor. Com sua mãe... você mal dirige a palavra. Por quê?

Liam se desencostou da parede e a fitou com o olhar frio, impassível.

— Meu avô está me esperando no escritório. — respondeu apenas, antes de sair e fechar a porta atrás de si.

Ela cruzou os braços e murmurou para si mesma.

— Claro. Como sempre... fugindo. Só não me maltratou com as palavras.

Suspirou fundo e pegou o celular sobre a mesinha. Havia chamadas perdidas dos pais e do irmão. Entrou no W******p e fez uma chamada de vídeo; eles ainda estavam à mesa, terminando o jantar. Conversou um pouco, forçando um sorriso para disfarçar o cansaço, e depois desligou.

Ao caminhar até a mala, percebeu que estava vazia.

— Ué... cadê minhas coisas? — murmurou.

Abriu o closet e encontrou tudo organizado. Aquele espaço, de alguma forma, agora tinha o toque dela.

Tomou um banho demorado. A água quente escorrendo pelo corpo parecia aliviar a tensão do dia. Depois vestiu uma lingerie de renda branca e uma camisola de seda leve. Sentou-se na cama, acariciando a barriga com ternura.

— Filho... mamãe amou conhecer sua bisa e sua titia, que parece ser bem aventureira. — sussurrou, com um sorriso cansado. — Seus bisos e sua tia já te amam, sabia? Hoje conheci uma nova versão do seu pai... e confesso, prefiro essa. Mesmo sabendo que, talvez, ela não exista fora dessa casa.

Deitou-se lentamente e adormeceu com o coração dividido entre o silêncio da razão e o barulho dos sentimentos que não podia confessar.

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