Frederico apenas sorriu de canto. Aquele sorriso que nunca revelava tudo, apenas o suficiente para deixar qualquer um intrigado.
— Surpresas perdem a graça quando reveladas, minha jovem. — respondeu, educado, mas enigmático. — Apenas esteja pronta.
E, sem acrescentar mais nada, virou-se e saiu do quarto, deixando atrás de si o leve perfume amadeirado e o silêncio cheio de perguntas.
Olívia ficou parada por alguns segundos, o coração acelerado. Algo estava por vir.
— Ótimo… — murmurou para si mesma, levantando-se devagar. — Lá vem mais uma jogada do poderoso Frederico Holt.
Mas, por algum motivo que ela não soube explicar, um arrepio percorreu sua pele.
O relógio havia acabado de marcar duas da tarde quando o carro preto cruzou os portões da mansão Holt. Olívia observava pela janela a sucessão de prédios, árvores e sombras que passavam depressa, como se o mundo estivesse em movimento e ela presa no próprio corpo. Seus dedos apertavam e soltavam a barra do vestido, a inquietação denunciando o que a boca ainda não dizia.
Ao lado dela, Frederico mantinha a postura impecável, o olhar tranquilo, mas indecifrável. Não dizia uma palavra desde que entraram no carro, e esse silêncio só fazia a ansiedade dela crescer.
Olívia virou o rosto para ele, incapaz de esperar mais um segundo.
— Vovô Frederico… eu não estou entendendo nada. — disse, a voz suave, mas carregada de tensão. — Para onde estamos indo?
Ele continuou olhando pela janela, como se estivesse apreciando a paisagem e não o turbilhão emocional ao lado. Depois, inclinou levemente o queixo, exibindo um meio sorriso quase provocador.
— Você vai ver, minha jovem. — murmurou, com a calma perigosa de quem sempre sabe mais do que revela.
O coração dela deu um salto irritado. A cidade continuou passando até que o carro parou diante de uma das lojas mais luxuosas da região. Fachada de vidro espelhado, porteiro de terno impecável, vitrine mínima.
Assim que entraram, um perfume suave, quase etéreo, preencheu o ar. Tecidos finos flutuavam em araras impecáveis, iluminadas por luzes douradas projetadas com precisão.
Uma mulher elegante caminhou até eles com passos suaves, o sorriso profissional abrindo-se imediatamente.
— Senhor Holt! — saudou, inclinando a cabeça com respeito. — É sempre uma honra tê-lo aqui.
Seu olhar pousou em Olívia e suavizou.
— E esta deve ser a senhora Holt.
Frederico pousou a mão nas costas dela com delicadeza.
— Esta é Olívia, esposa do meu neto Liam. — disse, com um orgulho discreto que iluminou sua expressão. — Uma mulher cuja beleza… dispensa apresentações.
Olívia sentiu o rosto aquecer. Era estranho ser elogiada por alguém tão imponente, mais ainda sendo quem ele era. A dona da loja sorriu, cúmplice.
— Concordo plenamente, senhor Frederico. — disse. — E, como o senhor pediu, separamos peças exclusivas.
Ele assentiu.
— Excelente. — respondeu ele. — Podemos começar.
Olívia estreitou os olhos, desconfiada, enquanto o acompanhava para um espaço reservado ao fundo.
— Vovô… — começou, sua voz carregando o início de um protesto. — Eu não preciso de roupas. Meu closet já está cheio.
Frederico deu um pequeno riso, quase imperceptível, mas suficiente para fazê-la travar.
— Não tenho dúvidas disso, minha jovem. — respondeu ele, sentando-se em uma poltrona de couro. — Mas os planos mudaram. E hoje você vai precisar de muito mais do que roupas.
Olívia cruzou os braços, exasperada.
— Não faz sentido escolher uma roupa sem saber para qual ocasião.
Ele ergueu o olhar devagar, o rosto sério e suave ao mesmo tempo.
— Eu escolherei. — disse com simplicidade. — Confie.
Olívia revirou os olhos e voltou ao provador.
A vendedora entrou pouco depois segurando um conjunto de lingerie preta caríssimo, rendado, delicado e ousado.
Olívia arregalou os olhos.
— Não. Não… eu não acredito nisso!
A vendedora sorriu, divertida.
— Senhora, foram as peças que o senhor Holt pediu com mais urgência. — disse, quase em confidência. — Disse que a senhora tinha ótimo gosto e que o neto era exigente.
Olívia cobriu o rosto com as mãos.
— Meu Deus… como vou olhar para ele depois disso?
A vendedora deu um leve sorriso, daqueles cheios de malícia profissional, e ergueu os ombros com elegância exagerada.
— Senhora… — disse em tom confidencial, aproximando-se um passo. — Pense no seu marido.
Olívia piscou, desconfiada.
— Pensar como? — perguntou, baixando o olhar para a lingerie.
A vendedora inclinou a cabeça, como se estivesse prestes a revelar um segredo proibido.
— Pense na cara que ele vai fazer quando ver você usando isso. — murmurou, baixinho, com um sorriso cúmplice. — Se eu posso ser sincera… essa peça, ela não dura nem um minuto no corpo. — Fez um gesto com os dedos, como se rasgasse algo no ar. — Se bobear, ele arranca com os dentes.
Olívia arregalou os olhos, completamente indignada.
— Aí, piorou. — resmungou.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Postem os novos capítulos, já faz duas semanas que não postam nada , ou será que o livro vai ficar incompleto...
por favor postem os outros capítulos, já tem alguns dias e não postam nada...
Volta a liberar 3 por dia...
Nao postam mais como antes 3 por dia ai comprar nao da....
E vai postar o restante quando, não tem capítulo diário, não tem semanal, será agora mensal. Afff viu...
514 libera mais.........
Podia liberar td livro....
Eu fiquei 15 dias pensei noss vai ter um mont2 de páginas pea mim devorar tinha somente 5 páginas. Desumano com quem tem ansiedade kkkkk...
Ansiosa pelo capítulo 530 , será que vai ser postado hoje , pq semana passada foi postado no domingo...
Super ansiosa estou no capitulo 512. So ue estão demorando muito pra soltar novos...